10 de junho de 2026

Nassif alerta para conexões entre crime organizado e bolsonarismo, apontando desestabilização e pânico

PF desestabilizou governadores que transformaram o crime organizado em parceiro político, gerando reações imediatas como a lei antifacções

▸Jornalista Luis Nassif destaca ligação histórica entre crime organizado e sistema bolsonarista, apontando recente operação da PF em São Paulo.▸Após governo Bolsonaro, crime organizado teve “salto fantástico” com uso das redes sociais e ganho de expressão política.▸Ação da PF contra cúpulas do crime organizado em São Paulo provoca pânico, gerando reações como chacina no Rio e proposta de lei controversa.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Em uma análise contundente apresentada em seu programa “TV GGN 20 Horas” [assista abaixo], na noite de segunda (10), o jornalista Luis Nassif destacou a histórica ligação entre o crime organizado e o sistema bolsonarista, que, segundo ele, remonta às milícias. Nassif observou que a recente operação da Polícia Federal em São Paulo, que atingiu o centro da lavagem de dinheiro do crime organizado na Faria Lima, desestabilizou governadores que teriam transformado o crime organizado em parceiro político.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O jornalista ressaltou que, especialmente após o governo Bolsonaro, com a flexibilização de armas e redução da fiscalização, o crime organizado experimentou um “salto fantástico”. Nassif avaliou que essas organizações aprenderam a usar as redes sociais, ganhando força e expressão política. Em seu livro “Os Cabeças de Planilha”, Nassif detalha como a máfia dos cassinos de Las Vegas e a Associação de Rifles dos Estados Unidos se estabeleceram no Brasil, e como, com o controle territorial, conseguiram um poder de voto relevante.

Nassif explicou que a ação da Polícia Federal, ao atingir as cúpulas do crime organizado que lidam com dinheiro, provocou pânico. Ele identificou duas reações imediatas: a chacina no Rio de Janeiro, que, segundo ele, atingiu apenas a “arraia miúda”; e a investida do secretário de segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, para aprovar a “lei das facções” com pontos que prejudicam as investigações.

Nassif criticou a proposta da lei antifacção de Derrite, afirmando que, embora se diga que não equipara terrorismo para não abrir espaço para os Estados Unidos, o que ela faz é afastar os dois principais órgãos de investigação do crime organizado: o Gaeco de São Paulo e a Polícia Federal. Ele explicou que o Gaeco não participaria mais das operações, ficando apenas a Polícia Civil, e a Polícia Federal só poderia atuar em São Paulo ou em qualquer estado se o governador solicitasse, o que, na visão de Nassif, daria ao governador o controle sobre o combate ao crime organizado.

Nassif apontou que Derrite, ao assumir a secretaria de segurança, afastou toda a cúpula da Polícia Militar, colocando pessoas ligadas ao BOPE, e perdoou 25 policiais acusados de violência, substituindo o corregedor por alguém ligado a ele, tudo dentro dessa lógica.

Nassif enfatizou que a audácia da estrutura de ultradireita associada ao crime organizado é cada vez mais evidente, tratando a questão como um problema de segurança nacional. Ele criticou a flexibilização das fintechs no período de Campos Neto e o surgimento das “bets” no período Temer, que, segundo ele, facilitam a lavagem de dinheiro. O jornalista também mencionou a dificuldade de fiscalizar as contribuições de fiéis em muitas igrejas, o que poderia ser usado para lavagem de dinheiro.

Para Nassif, é necessária uma discussão muito mais ampla para identificar os verdadeiros responsáveis por um jogo que contaminou todo o sistema político. Ele citou ramificações do crime organizado, como parlamentares que usam emendas ocultas para seus familiares e a presença de pessoas ligadas ao crime organizado em repartições públicas e no presidencialismo de coalizão. Nassif concluiu que o que está em jogo é o país como nação e as instituições que o presidente Lula representa, alertando para a vinculação da extrema-direita com organizações suspeitas.

Nota da Redação: O Jornal GGN utiliza ferramentas de Inteligência Artificial para transcrever o conteúdo de transmissões do canal TV GGN, no Youtube. Os textos são feitos com base na programação, que contém entrevistas realizadas pelo jornalista Luís Nassif e sua equipe, além de análises e debates promovidos por outros coapresentadores e comentaristas do canal. As ferramentas não adicionam material externo ao conteúdo escrito. Todo material produzido com auxílio de I.A. é revisado e editado por um jornalista antes de sua publicação.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados