O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a fase mais intensa da guerra contra o Hamas em Gaza está “chegando ao fim”, segundo publicou o jornal britânico The Guardian nesta segunda (24). Netanyahu teria confirmado, por outro lado, que voltou atrás na proposta de cessar-fogo intermediada pelos Estados Unidos, indicando que a substituirá por outra mais “limitada”. Segundo ele, há possibilidade de operações mais pontuais e até “pausas” na guerra, mas o objetivo de “eliminar o Hamas” jamais será descartado.
“(…) estamos empenhados em continuar a guerra após uma pausa, a fim de completar o objetivo de eliminar o Hamas. Não estou disposto a desistir disso”, disse.
Netanyahu falou sobre a guerra a um canal da direita israelense de língua hebraica. Segundo o The Guardian, ele “voltou atrás no seu compromisso com uma proposta de cessar-fogo com o Hamas apoiada pelos EUA, sugerindo em vez disso uma oferta muito mais limitada.” A proposta incluiria o retorno de parte dos reféns israelenses que estão presos com o Hamas desde 7 de outubro de 2023.
Enquanto autoridades internacionais fazem advertências sobre os perigos de manter a guerra no Norte de Gaza, Israel está “liberando forças para se deslocarem para a fronteira libanesa, onde a escalada de trocas de tiros com o grupo militante Hezbollah aumentou os temores de uma guerra mais ampla.” Os EUA consideram um risco essa escalada, porque abre caminho para o Irã se envolver numa guerra mais ampla em apoio ao Hezbollah, ameaçando as forças americanas na região.
Enquanto isso, Netanyahu, inflexível, disse acreditar numa “solução diplomática” nos termos impostos por Israel, mas garantiu que, se for preciso, vai resolver “de uma maneira diferente”, e citou seu poderio militar. “Podemos lutar em várias frentes e estamos preparados para isso.”
Após o recuo de Israel sobre o acordo de cessar-fogo, o Hamas reafirmou que a retirada das forças israelenses da Faixa de Gaza era condição “inevitável para bloquear as tentativas de evasão, engano e perpetuação da agressão e da guerra de extermínio de Netanyahu contra o nosso povo”.
O Hezbollah, por sua vez, disse que o fim da guerra em Gaza é uma pré-condição para o grupo suspender os disparos e bombardeios na fronteira libanesa. Para Israel, no entanto, a suspensão não é suficiente. Netanyahu quer um recuo substancial do Hezbollah da fronteira com Israel.
Com informações de The Guardian
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário