No pós-Bolsonaro, PSL desidrata a olhos vistos

Partido que elegeu presidente perde, em média, 66 filiados por dia – e o Aliança pelo Brasil é um dos responsáveis

Briga entre Luciano Bivar (esq.) e Bolsonaro teve como ponto de partida o controle do PSL, que cresceu de tamanho após a eleição presidencial. Foto: Reprodução

Jornal GGN – Desde que o presidente Jair Bolsonaro mostrou o primeiro sinal público de rompimento com o PSL (partido pelo qual se elegeu), no dia 08 de outubro, a sigla já perdeu 7.739 filiados, incluindo o próprio presidente – em média, foram registradas 66 desfiliações por dia desde então.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a desidratação do PSL é decorrente da ofensiva para a estruturação do Aliança pelo Brasil, partido criado pelo presidente Bolsonaro, mas que depende de sua oficialização pela Justiça Eleitoral – o que exige 492 mil assinaturas de eleitores que não estejam filiados a outro partido.

O bolsonarismo fez do PSL uma superpotência partidária em 2018 ao eleger a maior bancada na Câmara (ao lado do PT) – de quatro deputados pulou para 52, sem contar quatro senadores e três governadores, algo inédito para a sigla fundada há 26 anos pelo empresário e deputado Luciano Bivar (PE).

Entre abril de 2018 e outubro de 2019, o PSL registrou a filiação de quase 113 mil pessoas – em seu ápice, o partido chegou a ter 354.387 pessoas registradas. Desde então, a curva de adesões passou a diminuir após o desligamento de Bolsonaro. Em janeiro, o número era de 346.648 registrados.

E foi justamente o controle desse partido que levou à briga entre Bivar e Bolsonaro. O PSL passou a ter o maior quinhão do dinheiro público que abastece as legendas – apenas em 2020, o PSL terá quase R$ 300 milhões. Por não ter espaço na direção nacional do partido, Bolsonaro decidiu criar uma sigla própria, em que será presidente.

2 comentários

  1. A mentalidade tacanha, a mesma que forma o bolsonarismo é baseada na divisão. É este um dos fatores que o levarão a uma e outro embate vencido, mas geralmente despedaçados por constantes fracassos seus e de seus associados. É o PSL agora e se vingasse a tala aliança iria no mesmo caminho, pois além de faltarem habilidades gerenciais para algo do porte de um partido no Brasil, são interesses mesquinhos e imediatos que movem aos seus asseclas. Bolsonaro enquanto indivíduo não tem a inclinação para a fidelidade e sua história pública mostra isto: seja na carreira militar, parlamentar, partidária, com suas tantas famílias e ex e agora no governo nacional. Em pouco mais de um ano se elegeu com um partido, onde após não conseguir colocar sob o reinado de sua família, o largou para trás. Esta tal aliança, na verdade uma facção para acolher raivosos e frustrados não conseguirá ir muito adiante. Bolsonaro tem esperteza e isto só tem valia para iludir a si e aos demais. Esperteza demais só trazem desconfiança e instabilidade – grandes formadores da mentalidade divisionista, oposicionista. Bolsonaro não usa de sabedoria e com isto não consegue enxergar que seu destino mais adiante é mais e mais frustração, resultado das constantes divisões (frustrum – do latim fragmento, pedaço). Não quer dizer que o país e seu povo não perderá, em razão de sua presença no cargo, já que um divisor é antes de tudo um mal feitor, um inimigo da União e da unidade. Suas constantes falas e atos desrespeitosos e agressivos são efeitos colaterais das repetidas frustrações que acabam por alimentar o seu ódio aos que ele enxera contrapostos a si. Resultado de uma visão já infectada pela mentalidade da divisão. Estivessem mesmo os evangélicos preocupados com ele e estariam orando, pedindo e escrevendo-lhe para que renunciasse a esta opção de tentar enxergar o mundo através do olhar obtuso, dual e tacanho de opositor. É muito ruim ter uma vida assim e não é a toa que com tanto ressentimento, rancor e falta de perdão, seu corpo tenha assimilado doenças ligadas à retenção de excrementos.

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