24 de junho de 2026

Nobel de Economia atribui desenvolvimento das nações ao volume de povos originários

Quanto maior a população de indígenas, mais resistência à colonização e menos trabalho para migrantes europeus
Brasília (DF), 12/09/2023 - Segundo dia da 3ª Marcha das Mulheres Indígenas, que continua até quarta-feira (13), no Complexo Cultural Funarte. Com o tema “Mulheres Biomas em Defesa da Biodiversidade pelas Raízes Ancestrais”, o evento reúne mais de 5 mil participantes de todo o país. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Academia Real das Ciências da Suécia, responsável pelo Prêmio Nobel de Economia, anunciou, nesta segunda-feira (14), os vencedores da edição 2024: Daron Acemoglu (57), Simon Johnson (61) e James A. Robinson (64), que desenvolveram pesquisas para explicar a desigualdade entre nações. 

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De acordo com a organização do Nobel, os estudos contribuem com a compreensão do porque a diferença de renda entre os países mais ricos e pobres persiste. As nações mais pobres até apresentaram algum avanço, mas não chegam perto da realidade dos países mais ricos.

Autores do livro Por que as nações fracassam: as origens do poder, da prosperidade e da pobreza, lançado no Brasil pela editora Intrínseca, Acemoglu e Robinson associam a desigualdade global ao estilo de instituição social implantado em cada país. 

A partir do século XVI, a colonização europeia criou dois tipos de colônias: as extrativistas e as de bem-estar para os migrantes que ali chegavam. 

Ainda que as colônias extrativistas costumavam ser mais prósperas por conta da oferta de recursos econômicos aos colonizadores e às pessoas que estavam no poder, as que visavam a criação de benefícios para os colonos que quisessem habitar a região possibilitaram uma reversão de riqueza.

Os laureados atribuíram o sucesso de um país ao número de indígenas que o habitavam, pois colônias maiores tendiam a oferecer maior resistência para a colonização e afastavam a imigração de europeus, que chegavam a novos países interessados na construção de uma comunidade benéfica regional.

Por isso, a Academia explicou que enquanto nações com populações originárias maiores beneficiavam a elite em detrimento de toda a população, nos países com menos indígenas faltava mão de obra, obrigando os países colonizadores a criar instituições econômicas inclusivas, para que se tornassem atrativas a ponto de motivar os colonos ao trabalho e ao investimento na região. 

Nessas áreas, então, a população exigia direitos políticos que garantissem parte dos lucros, revertendo assim a riqueza entre os países. 

Os pesquisadores concluíram, então, que países com instituições mais inclusivas avançaram de forma mais próspera em comparação com as colônias extrativistas.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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