Uma reportagem publicada pelo jornal The Guardian, neste sábado (18), mostra que investidores estão lucrando alto nos Estados Unidos apostando nos passos de Donald Trump durante a guerra contra o Irã e no preço futuro do petróleo. A matéria mostra uma singularidade: as apostas acertaram até o momento em que ataques militares foram realizados, levantando a suspeita de que há uso de informações privilegiadas de maneira ilícita.
Plataformas de apostas online como Polymarket e Kalshi registraram movimentações financeiras bilionárias que previram com exatidão eventos críticos do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Investidores lucraram quantias massivas ao apostar em ataques aéreos, assassinatos de líderes, anúncios de cessar-fogo e outros eventos relacionados ao conflito no Oriente Médio, como o preço do petróleo, tudo em momentos antes de ocorrerem publicamente. Um investidor anônimo chegou a ganhar meio milhão de dólares ao apostar na morte do Aiatolá Ali Khamenei.
“Na noite de 27 de fevereiro, um dia antes dos EUA e de Israel realizarem ataques contra o Irã, um fluxo incomum de cerca de 150 contas na Polymarket apostaram que os EUA atacariam o Irã no dia seguinte. Uma análise do New York Times revelou que as apostas totalizaram US$ 855.000, com 16 contas embolsando mais de US$ 100.000 cada”, ilustrou o The Guardian.
Esse padrão de sucesso extraordinário levantou suspeitas de uso de informações privilegiadas por parte de oficiais do governo ou indivíduos com acesso a dados confidenciais. Legisladores e órgãos reguladores americanos enfrentam agora o desafio de monitorar esses mercados digitais, que operam em uma zona jurídica cinzenta e utilizam tecnologias que dificultam a identificação dos usuários.
A reportagem mostra que situação coloca em xeque a integridade das decisões geopolíticas, uma vez que interesses financeiros podem influenciar desfechos militares e diplomáticos reais. Diante disso, propostas de lei buscam proibir que funcionários federais participem desses mercados para evitar a exploração de segredos de estado em benefício próprio.
Leia a reportagem completa aqui.
Rui Ribeiro
18 de abril de 2026 10:53 amO que disse Elon Musk: “Não confunda escolaridade com educação. Eu não estudei em Harvard, mas as pessoas que trabalham para mim estudaram”.
O que duria Marx: “Aquilo que possuo por meio do dinheiro – aquilo que posso pagar (ou seja, aquilo que o dinheiro pode comprar) – isso sou eu mesmo, o possuidor do dinheiro. A extensão do poder do dinheiro é a extensão do meu poder. As propriedades do dinheiro são minhas – do possuidor – propriedades e poderes essenciais. Assim, o que sou e o que sou capaz de fazer não é de forma alguma determinado pela minha individualidade. Sou feio , mas posso comprar para mim a mulher mais bela . Portanto, não sou feio , pois o efeito da feiura – seu poder dissuasor – é anulado pelo dinheiro. Eu, de acordo com minhas características individuais, sou aleijado , mas o dinheiro me fornece vinte e quatro pés. Portanto, não sou aleijado. Sou mau, desonesto, inescrupuloso, estúpido; mas o dinheiro é honrado e, portanto, seu possuidor também. O dinheiro é o bem supremo, portanto, seu possuidor é bom. Além disso, o dinheiro me poupa o trabalho de ser desonesto: presume-se, portanto, que eu seja honesto. Sou um completo ignorante, mas o dinheiro é o verdadeiro cérebro de todas as coisas, e como poderia então seu possuidor ser ignorante? Além disso, ele pode comprar pessoas inteligentes para si, e aquele que tem poder sobre os inteligentes não é mais inteligente do que os próprios inteligentes? Não possuo eu, que graças ao dinheiro sou capaz de tudo o que o coração humano almeja, todas as capacidades humanas? Não transforma, portanto, meu dinheiro todas as minhas incapacidades em seu contrário?”
Antonio Uchoa Neto
23 de abril de 2026 4:28 pmAntes, eram necessárias armas, para as guerras.
Hoje, são necessárias guerras, para as armas.
Antes, apostava-se nas guerras, quando elas aconteciam.
Hoje, elas acontecem para que se possa apostar nelas.
Antes, somente uma das pontas ganhava – as guerras tinham vencedores e vencidos.
Depois, os bancos ganhavam nas duas pontas – emprestando dinheiros para ambos os lados em litígio. Os vencedores pagavam, os vencidos os indenizavam, e tudo ia parar nos…bancos.
Ora, nada melhor do que ganhar com a alegria da vitória, e, ao mesmo tempo, com a desgraça da derrota.
E hoje, louvado seja Deus, o aperfeiçoamento da máquina de fazer dinheiro chegou ao máximo, ao créme de la créme: ganha-se dinheiro sabendo o que vai acontecer, na guerra – não importando quem vença ou quem seja derrotado. Aliás, tanto melhor se a guerra continuar, sem vencidos ou vencedores; ganham o Complexo Industrial-Militar, ganha Wall Street, ganham os gigolôs da morte (Mídia Corporativa, políticos, etc.).
É o Capitalismo chegando à perfeição. Com um bônus previsível e muito bem vindo: a morte de milhares (e, se Deus assim o quiser, um dia, milhões) de desvalidos e despossuídos, os neo-inúteis da sociedade do Algoritmo, da IA, dentre outras divindades dos tempos modernos.