5 de junho de 2026

Nos EUA, investidores lucram alto apostando nos passos de Trump na guerra contra o Irã

Reportagem do The Guardian denuncia mercado de apostas sustentado pela guerra e levanta suspeitas de uso de informações privilegiadas

Investidores nos EUA lucram em apostas online prevendo ataques e eventos na guerra contra o Irã e preço do petróleo.
Movimentações bilionárias em plataformas como Polymarket indicam uso suspeito de informações privilegiadas em apostas.
Legisladores americanos avaliam proibir participação de funcionários federais para evitar exploração de segredos de estado.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Uma reportagem publicada pelo jornal The Guardian, neste sábado (18), mostra que investidores estão lucrando alto nos Estados Unidos apostando nos passos de Donald Trump durante a guerra contra o Irã e no preço futuro do petróleo. A matéria mostra uma singularidade: as apostas acertaram até o momento em que ataques militares foram realizados, levantando a suspeita de que há uso de informações privilegiadas de maneira ilícita.

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Plataformas de apostas online como Polymarket e Kalshi registraram movimentações financeiras bilionárias que previram com exatidão eventos críticos do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Investidores lucraram quantias massivas ao apostar em ataques aéreos, assassinatos de líderes, anúncios de cessar-fogo e outros eventos relacionados ao conflito no Oriente Médio, como o preço do petróleo, tudo em momentos antes de ocorrerem publicamente. Um investidor anônimo chegou a ganhar meio milhão de dólares ao apostar na morte do Aiatolá Ali Khamenei.

“Na noite de 27 de fevereiro, um dia antes dos EUA e de Israel realizarem ataques contra o Irã, um fluxo incomum de cerca de 150 contas na Polymarket apostaram que os EUA atacariam o Irã no dia seguinte. Uma análise do New York Times revelou que as apostas totalizaram US$ 855.000, com 16 contas embolsando mais de US$ 100.000 cada”, ilustrou o The Guardian.

Esse padrão de sucesso extraordinário levantou suspeitas de uso de informações privilegiadas por parte de oficiais do governo ou indivíduos com acesso a dados confidenciais. Legisladores e órgãos reguladores americanos enfrentam agora o desafio de monitorar esses mercados digitais, que operam em uma zona jurídica cinzenta e utilizam tecnologias que dificultam a identificação dos usuários.

A reportagem mostra que situação coloca em xeque a integridade das decisões geopolíticas, uma vez que interesses financeiros podem influenciar desfechos militares e diplomáticos reais. Diante disso, propostas de lei buscam proibir que funcionários federais participem desses mercados para evitar a exploração de segredos de estado em benefício próprio.

Leia a reportagem completa aqui.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    18 de abril de 2026 10:53 am

    O que disse Elon Musk: “Não confunda escolaridade com educação. Eu não estudei em Harvard, mas as pessoas que trabalham para mim estudaram”.

    O que duria Marx: “Aquilo que possuo por meio do dinheiro – aquilo que posso pagar (ou seja, aquilo que o dinheiro pode comprar) – isso sou eu mesmo, o possuidor do dinheiro. A extensão do poder do dinheiro é a extensão do meu poder. As propriedades do dinheiro são minhas – do possuidor – propriedades e poderes essenciais. Assim, o que sou e o que sou capaz de fazer não é de forma alguma determinado pela minha individualidade. Sou feio , mas posso comprar para mim a mulher mais bela . Portanto, não sou feio , pois o efeito da feiura – seu poder dissuasor – é anulado pelo dinheiro. Eu, de acordo com minhas características individuais, sou aleijado , mas o dinheiro me fornece vinte e quatro pés. Portanto, não sou aleijado. Sou mau, desonesto, inescrupuloso, estúpido; mas o dinheiro é honrado e, portanto, seu possuidor também. O dinheiro é o bem supremo, portanto, seu possuidor é bom. Além disso, o dinheiro me poupa o trabalho de ser desonesto: presume-se, portanto, que eu seja honesto. Sou um completo ignorante, mas o dinheiro é o verdadeiro cérebro de todas as coisas, e como poderia então seu possuidor ser ignorante? Além disso, ele pode comprar pessoas inteligentes para si, e aquele que tem poder sobre os inteligentes não é mais inteligente do que os próprios inteligentes? Não possuo eu, que graças ao dinheiro sou capaz de tudo o que o coração humano almeja, todas as capacidades humanas? Não transforma, portanto, meu dinheiro todas as minhas incapacidades em seu contrário?”

  2. Antonio Uchoa Neto

    23 de abril de 2026 4:28 pm

    Antes, eram necessárias armas, para as guerras.
    Hoje, são necessárias guerras, para as armas.
    Antes, apostava-se nas guerras, quando elas aconteciam.
    Hoje, elas acontecem para que se possa apostar nelas.
    Antes, somente uma das pontas ganhava – as guerras tinham vencedores e vencidos.
    Depois, os bancos ganhavam nas duas pontas – emprestando dinheiros para ambos os lados em litígio. Os vencedores pagavam, os vencidos os indenizavam, e tudo ia parar nos…bancos.
    Ora, nada melhor do que ganhar com a alegria da vitória, e, ao mesmo tempo, com a desgraça da derrota.
    E hoje, louvado seja Deus, o aperfeiçoamento da máquina de fazer dinheiro chegou ao máximo, ao créme de la créme: ganha-se dinheiro sabendo o que vai acontecer, na guerra – não importando quem vença ou quem seja derrotado. Aliás, tanto melhor se a guerra continuar, sem vencidos ou vencedores; ganham o Complexo Industrial-Militar, ganha Wall Street, ganham os gigolôs da morte (Mídia Corporativa, políticos, etc.).
    É o Capitalismo chegando à perfeição. Com um bônus previsível e muito bem vindo: a morte de milhares (e, se Deus assim o quiser, um dia, milhões) de desvalidos e despossuídos, os neo-inúteis da sociedade do Algoritmo, da IA, dentre outras divindades dos tempos modernos.

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