Novos métodos do desmatamento ilegal na Amazônia, pelos olhos de Sebastião Salgado

Segundo a reportagem, grileiros têm invadido terras públicas no final do ano, quando as nuvens cobrem a região e impedem o monitoramento por satélites

Imagens que Sebastião Salgado produziu mostrando com nitidez os chamados “rios voadores” na Amazônia - Foto: Reprodução Folha

Jornal GGN – Com recordes de queimadas em 12 anos, a Amazônia sofre, agora, novos métodos de desmate ilegal. O alerta foi feito por reportagem publicada neste sábado, 19, na Folha de S. Paulo. O texto apresenta os registros da região pela ótica do fotógrafo Sebastião Salgado.

Segundo a reportagem, era comum que o desmatamento fosse travado na época chuvosa e só retornava na seca. Mas, há alguns anos, o ciclo se alterou. Agora, a invasão de terras públicas ocorre no final do ano, quando as nuvens cobrem a região e impedem o monitoramento por satélites.

Escondidos sob as nuvens que grileiros cortam vastas áreas de florestas e as deixam ali até atear fogo no período de secas, que se inicia em março. “A vegetação cortada há meses servirá em 2021 de combustível para grandes incêndios travestidos de acidentais”, denuncia o texto.

De acordo com o climatologista Carlos Nobre, escutado pela reportagem, esta é uma nova estratégia da destruição de áreas de ocupação recente. 

Só entre agosto do ano passado e julho de 2020, foram derrubados 11 mil km² da floresta, cerca de 9,5% a mais que 2019, até então o maior índice da década. Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite  (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Imagens que Sebastião Salgado produziu mostrando com nitidez os chamados “rios voadores” na Amazônia – Foto: Reprodução Folha

 

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