O alerta de um coronel da reserva sobre a desmoralização das FFAAs com a tutela a Bolsonaro

O marechal Osório, comandante da força terrestre na Guerra da Tríplice Aliança já dizia: "É FÁCIL A MISSÃO DE COMANDAR HOMENS LIVRES; BASTA MOSTRAR-LHES O CAMINHO DO DEVER".

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Como oficial da reserva do Exército, e de acordo c/o direito que me é assegurado pela Lei 7.524/86, declaro ter/sentir:

– NOJO da pessoa que preside meu país;

– DESPREZO por quem participa de seu governo;

– REPÚDIO por quem ainda hoje o apoia;

– ASCO em escutar sua voz ou a pronúncia de seu nome;

– VERGONHA de que tenha um dia passado pela mesma Academia Militar que me formou oficial do EXÉRCITO BRASILEIRO;

– CONTRARIEDADE com quem, minimamente informado, votou nessa pessoa pra ser PRESIDENTE DO BRASIL;

– MELANCOLIA em ver boa parte dos oficiais de minha geração e ex-comandantes participando de um governo chefiado por uma pessoa política e intelectualmente despreparada, inepta e incompetente, além de desumana;

– DESESPERANÇA em perceber que grande parte dos oficiais e praças das novas gerações está seguindo o MAU exemplo de alguns chefes e ex-chefes insensatos, ambiciosos, tolos ou idênticos ao capitão manobrado por generais;

– MEDO que o Exército, por intermédio da maioria de seus integrantes, seja transformado numa instituição à imagem e semelhança de seu atual ‘comandante supremo’, que continua sendo tratado como ‘MITO’ nos quartéis em que comparece, SEMPRE acompanhado por generais-ministros políticos que COMANDAVAM, CHEFIAVAM e GUIAVAM as forças armadas brasileiras…até outro dia; e

– DESCONFIANÇA de que alguns generais que se apresentam hoje como

‘dissidentes do governo’ e críticos exclusivos ao presidente mesmo sendo, antes das eleições, as pessoas que mais o conheciam na face da terra exceto a própria família (dele), sejam apenas aproveitadores de nova ocasião para manutenção do ‘PARTIDO MILITAR’ no centro do poder e do cenário político nacional, agravando o processo de POLITIZAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS e seu reverso – MILITARIZAÇÃO DA POLÍTICA e da SOCIEDADE -, ambos nocivos para as Forças Armadas (DEFESA) e o BRASIL (ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO)…hoje, amanhã é SEMPRE.

(a) Marcelo Pimentel J. de Souza, cel R-1 EB.

Obs: escrevo meu posto hierárquico na manifestação de meu pensamento político (coronel), em contrariedade ao estabelecido na Lei 6.880/80 (Estatuto dps Militares), Art 28, inciso XVIII (determina q o oficial da reserva se abstenha de usar seu posto qdo ocupar cargo público ou ‘discutir política’ publicamente) SIMPLESMENTE para demonstrar o poder do ‘MAU EXEMPLO’ de inúmeros generais (veja o perfil pessoal de rede social do gen villas boas ou heleno, pra citar apenas dois) que descumprem os preceitos ÉTICOS (é disso que trata o Art 28 do Estatuto dos Militares) mais elementares, traduzido num raciocínio bem simples: “SE UM GENERAL FAZ, QUALQUER OUTRO MILITAR PODE FAZER TAMBÉM”.

É o mesmo que dizer… ‘SE UM GENERAL DA ATIVA FAZ POLÍTICA’ (é ou era o que faz – ou faziam – os generais Pazuello, Ramos, Braga Netto, Rego Barros, respectivamente ministros da saúde, secretaria de governo, casa civil e ‘porta-voz’) ‘QUALQUER MILITAR, DE CORONEL A SOLDADO, PODE FAZER TAMBÉM’

O marechal Osório, comandante da força terrestre na Guerra da Tríplice Aliança já dizia: “É FÁCIL A MISSÃO DE COMANDAR HOMENS LIVRES; BASTA MOSTRAR-LHES O CAMINHO DO DEVER”.

E o dever do militar das forças armadas NÃO é governar (seja lá com que visão político-ideológica) nem tutelar o poder político civil.

A HISTÓRIA grita aos nossos ouvidos!

Ouçamo-la!

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20 comentários

  1. Desabafo notável, ainda que tardio.
    O que o oficial sente – NOJO, DESPREZO, REPÚDIO, ASCO, VERGONHA, CONTRARIEDADE, MELANCOLIA,DESESPERANÇA, MEDO, DESCONFIANÇA – é, a rigor, a mesma coisa que sentem os oficiais que despreza, aqueles que não compreendem nem a essência, nem a natureza de seu papel como ser humano e como parte da sociedade.
    Apenas, dirigidos ao outro lado.
    Esses oficiais que parasitam o desgoverno de Bolsonaro tem nojo, desprezo, repúdio e asco do povo que agora governam e submetem; em uma palavra, ódio pelos pobres, pretos, desdentados, desvalidos, todos aqueles que, tímida ou abertamente, reclamam uma atenção mínima do Estado, ou também minimamente, o direito de existir decentemente, longe de balas perdidas ou da fome.
    Sentem, igualmente, vergonha, contrariedade e melancolia, quando constatam viver num país que, matricialmente, é mestiço e miscigenado ao extremo, e não uma nação de eleitos, raça pura, brancos de olhos azuis, do jeitinho que eles imaginam ser seu paraíso, mais ao norte – o que eles não são, mas assim se julgam, e assim se enxergam, todas as manhãs, em frente ao espelho de seus assépticos lavabos, a postos para as abluções matinais. Todos esses sete sentimentos lhes absorvem e dominam, cotidianamente, pelo convívio com seus comandados, largamente recrutados dentre essa sub-gente.
    Por desespero, medo e desconfiança de que algum dia – como foi ensaiado, nesse país, a partir de 2003, em um projeto abortado em 2016 – toda essa gente possa se levantar, mais do que ser erguida por programas de inclusão social e inserção, como foi o caso descrito acima, contra esse estado de coisas, e tenha força para reivindicar um status mais justo e humano, contaminando os espaços que julgam ser de sua posse exclusiva, por isso, e apenas isso, essa gente se agarra ao primeiro “messias” capaz de, com um certeiro apelo aos seus ódios e recalques mais profundos, lhes apontar a Terra Prometida com que sonham.
    E somos, todos nós, a bucha de canhão dessa gente.
    Talvez não sejam a maioria, em seu meio.
    Mas fazem muito barulho, quando o berrante soa.

  2. Como o coronel já percebeu, os atuais cadetes já sairão imbecilizados das academias.
    Afinal, conforme Sun Tzu:
    “O líder é o sustentáculo do grupo: se for forte em todos os aspectos, o grupo será forte; se está defeituoso, o grupo será fraco.”

  3. Prezado Marcelo Pimentel é isso que nos une olharmos para o país e suas instituições ,construídos ao longo de décadas mas sempre avançando na busca de mais igualdade e fraternidade, estarem sendo destruídos em nome apenas da vaidade e ganância de homens e mulheres que se julgam proprietários de nossos recursos, vidas e destinos. É estarrecedor.

  4. Prezados senhores Luis Nassif e Cel Art Marcelo.

    Visto farda a 35 anos, servi em praticamente todo o território nacional, servi no exterior, servi na Africa, vi e assisti presencialmente a derrocada da engenharia nacional, vi a “nossa’ substituição por chineses, Walvis bay por exemplo, onde há até uma certa “territorialidade” chinesa, por franceses e dinamarqueses. Tudo destruído pela “síndrome da varanda Gourmet”, agora em Miam e Portugal também…

    Chegamos a um pais destroçado, nosso povo em sua grande maioria desencantado e a sua própria sorte.
    Jamais pensei vivenciar, assistir, testemunhar incredulidade com que se vê no governo de turno. Governo encampado e mal gerido por nós, nós; nós militares, 5000 de variados DAS, coturnos e galoes.

    As sucessivas vitórias petistas trouxe um sentimento de corpo dúbio e extremamente curioso, na caserna, profissionais de ESTADO e entusiasmados com o que se pronuncia e se anunciava, a modernização, a profissionalização do estamento. A dubiedade vem de “nossa” origem social, a tal classe média tão proclamada por Jessé Souza.

    Parece que norteados por superiores hierárquicos nostálgicos um passado não vivido, se toma gosto pelas benesses do ESTADO.

    Há um deslumbramento de classe, não necessariamente de poder. Há uma ginastica, um contorcionismo intelectual dos preparados e a queda da fantasia dos despreparados de visão binaria para a aceitação social dos vivandados.
    $oldos, proventos$ e verba$ indenizatória$ nublam vocações e compromissos pátrios com a nação.
    O deslumbramento, o macunaísmo désposta emerge aos poros, Cazuza em “brasil’, vantagens e patrimonialismo vil não coram mais, o Exmo sr. PR com os seus e dos seus tantos mandatos eletivos na cidadela do ESTADO.
    Há uma parcela substancial da oficialidade que se incomoda e envergonha com o torpor de deslumbrados com as varandas e enxovais de bebes de Miami.

    Já na baixa oficialidade, é encantamento pueril e freudiano pelo tenente paraquedista. Na base, o deslumbramento é ideológico… Buchas

    Desde 2013 assistimos dia a dia tal degradação social

  5. Desmoralizar o que não tem moral?
    Coloquemos a balança custo benefício dessa farda inútil propensa a ameaças,perseguições,prisões,tortura e morte,paridora de golpes de estado e veremos que um País como o Brasil não precisa dessa instituição,ela nos é danosa,um cargo imenso na costa do trabalhador.

  6. Um desgoverno que não tem planos para a economia, não tem plano para geração de empregos, não tem plano de contingência para emergências. Não tem competência para organizar um programa de vacinação imenso. Um desgovernante INCOMPETENTE, INCAPAZ, IRRESPONSÁVEL, INCONSEQUENTE. Duas meninas são assassinadas na porta de casa. Para comemorar, o demente inominável acéfalo zera a alíquota de imposto de armas. Milhões de dementes que votaram no asno comemoram, mas mal tem dinheiro para a próxima refeição. O miliciano acéfalo fala que não vai tomar vacina. Milhões o acompanharão, impossibilitando atingirmos a imunidade. O demente não tem empatia, não tem a menor consideração com seres humanos, só pensa em sua própria família e filhos. Não tem condições de governar. Impeachment, cassação, cadeia nesse desgovernante miliciano demente acéfalo.

  7. Esse militar é a prova cabal de que ainda existem (poucos, é claro) militares de verdade. Que pensam e defendem a verdadeira “pátria amada”. Parabéns, coronel. Sua conduta merece louros. Pena que, a partir de agora, tornarás um estranho no ninho das serpentes. Esteja preparado para as perseguições. Alento!

  8. Expressão do sentimento daqueles que amam o Brasil apesar deles. o que fizeram com “AQUI SE APRENDE A DEFENDER A PÁTRIA”, como fizeram, desde quando?, Congratulações Coronel, Bom dia.

  9. Parabéns, coronel, pela bravura e pela lucidez! Assino embaixo. Que outros oficiais das forças armadas se inspirem em suas palavras e se afastem imediatamente deste sujeito sem a mínima capacidade de presidir nosso país.

  10. O bozó é um midas às avessas.

    Um a um, coisa após coisa, fato após fato, vão se desmilinguindo com tal toque apodrecedor.

    E ironia das ironias: O dedo podre do dito cujo talvez coloque algumas coisas no devido lugar. No caso das ffaa… já não era sem tempo.

  11. seria isto um neotenentismo?
    Forte de Copacabana?
    Quando a nova Coluna dara o primeiro passo ?
    Nassif fostes recentemente convidado para se exilar no exterior
    eu te convoco para ir mais fundo ao interior…no coraçao do Brasil
    uma mudança está chegando. Erga seus olhos nesta noite e veja

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