10 de junho de 2026

O antissemitismo face ao anti-islamismo, uma aula sobre o tema

O antissemitismo está sendo alimentado pelo apoio cego de comunidades judaicas a todas as loucuras genocidas cometidas por Netanyahu.
Arlene Clemesha em foto de Eman Abusidu

Professora Arlene Clemesha expôs no Itamaraty o diagnóstico da situação atual do antissemitismo em seminário sobre o tema.
Ela destacou o holocausto como genocídio sistemático que afetou judeus, ciganos, árabes, homossexuais e deficientes.
Arlene defende que leis contra o antissemitismo devem ser acompanhadas de leis contra o antiislamismo para serem legítimas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A exposição da professora Arlene Clemesha, no Seminário do enfrentamento ao Antissemitismo organizado no Itamaraty, absolve Clara Ant – organizadora do evento – acusada de privilegiar o sionismo radical 

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Diretora do Centro de Estudos Palestinos (CEPal) da USP, em menos de 20 minutos Arlena traçou um diagnóstico preciso da situação atual do antissemitismo.

Sua aula foi de uma lógica devastadora:

  1. Lembrou o holocausto como um processo sistemático de assassinato não só de judeus, mas de ciganos, árabes, homossexuais e pessoas com deficiência.
  2. A Europa criou o conceito de holocausto para tentar isolar o evento, como algo excepcional na história do continente, deixando de lado os sucessivos genocídios praticados pelos europeus ao longo da história. Holocausto, então, é um método de exterminação de populações, que vai muito além do holocausto judeu.
  3. O sionismo surgiu com a ideia de um Estado judeu, que se incumbiria da defesa de todos os judeus no mundo. 
  4. Ao mesmo tempo, os atos do Estado de Israel passaram a ser apresentados por Netanyahu como proposta de todos os judeus.
  5. Essa armadilha política fez com que comunidades judias, em várias partes do mundo, passassem e entender as críticas ao genocídio de Gaza como crítica ao povo de Israel. Chamaram para si todos os crimes de Netanyahu.
  6. A partir desse raciocínio, a professora sustenta que uma lei contra o antissemitismo só seria legítima se acompanhada de uma lei contra o antiislamismo.

E conclui com o óbvio: o antissemitismo está sendo alimentado pelo apoio cego de comunidades judaicas a todas as loucuras genocidas cometidas por Netanyahu.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. AARONSCHWARTZ***

    19 de abril de 2026 10:04 am

    Com o caos muito se avança seja lá o q for,Thuamp nos ensina bem isso,nossa mídia corporativa é antibrasil,não VAI ficar claro ao povo se o governo ficar injetando milhões nela,justamente ao contrário é CORTAR TUDO e dizer ao povo o pq fez isto,ela não REFLETE A REALIDADE(midia)e esconde mal feitos contra o povo fico com o exemplo d3 genocid.io em Gaz.a e a falta de esclarecimento e acobertamento da mídia,sem mais,muito obg ggn !!!

  2. fabricio coyote

    19 de abril de 2026 2:34 pm

    tudo normal. num país q o judiciário inibe a atuação do senado, house of lords, e revisor de condutas de responsabilidade dos ministros do supremo sendo ridicularizado por toda a imprensa. O Sr. Renan Calheiros q fez certo ao rasgar uma decisão moncrática de teori com uma teoria de afastamento de presidente do congresso. a esquerda perdeu a narrativa. e seremos governados por mais um boçal devido a esculhambação na República, qur matou Euclides da Cunha. kaos!

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