O sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelo governo de Donald Trump, líder dos Estados Unidos, dificilmente teria acontecido se a Venezuela não tivesse sido rejeitada no BRICS com voto do Brasil sob a presidência de Lula. É o que avalia o escritor, analista político e ativista Juan Ramón Guzmán, que concedeu uma entrevista diretamente da Venezuela à advogada, mestre em Direitos Humanos e doutoranda em Ciências Jurídicas, Dora Nassif, colaboradora do GGN.
Na entrevista, Guzmán atacou duramente o imperialismo, argumentando que o verdadeiro interesse das potências globais é o controle das vastas reservas de petróleo e ouro da Venezuela. Ele também apontou que a instabilidade econômica que atinge o país é fruto de uma “guerra financeira e de sanções econômicas”, e não de falhas internas da gestão atual. O convidado alertou que a queda da soberania venezuelana pode gerar um efeito dominó em toda a América Latina, instando líderes regionais a buscarem união e independência. Ele criticou pontualmente o presidente Lula por ter impedido a entrada da Venezuela nos BRICS, o que, em sua visão, teria esvaziado o cerco de Trump.
“Tenho duas queixas contra Lula. A primeira é que ele se opôs quando Rússia e China já haviam acordado em ter a Venezuela como membro dos BRICS. Se opôs porque ele queria provas das eleições do ano passado, nas quais Maduro venceu. Mas por causa de erro tático, dessa formalidade, isso agora se converteu em um erro estratégico. O ataque dificilmente teria ocorrido – nem o assédio [de Trump à Venezuela] de quase 5 meses – se a Venezuela fosse membro dos BRICS. Há aí um erro tático por parte da burguesia latino-americana, que para agradar aos Estados Unidos, se opôs veementemente, e agora estamos pagando por isso”, avaliou Guzmán.
O segundo erro supostamente cometido por Lula, na visão do analista, foi ter pedido “democratização da participação nas eleições do ano passado”, com a entrada de María Corina Machado. A líder de oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz é considerada uma golpista pelo governo Maduro.
Apesar das críticas, Guzmán elogiou a resposta de Lula ao ataque dos Estados Unidos e ao sequestro de Maduro. Oficialmente, Lula afirmou que os bombardeios à Venezuela “ultrapassam uma linha inaceitável” e representaram uma “afronta gravíssima à soberania”.
Novas eleições
Durante a entrevista, Guzmán explicou que o povo venezuelano não espera por uma nova eleição porque não há, em tese, previsão constitucional. Segundo ele, a norma prevê eleições extraordinárias dentro de 30 dias a partir da vacância do cargo de presidente em hipóteses específicas: quando o presidente renuncia voluntariamente; quando uma junta médica comprova incapacidade mental para seguir no poder, ou quando o presidente recebe uma imputação de delito grave. Na visão de Guzmán, a Constituição não se aplica ao “sequestro violento e abrupto” de Maduro por outro Estado.
Na terça-feira, 7 de janeiro, a Casa Branca afirmou à imprensa que ainda é muito cedo para falar de eleições na Venezuela. Além disso, Guzmán lembrou que um decreto da Venezuela, já avalizado pela Justiça venezuelana, reafirma Maduro como o presidente legítimo no poder, mas na condição de “presidente sequestrado”. Seu mandato termina em 2030. Em sua ausência, governará a vice-presidente Delcy Rodrigues, com apoio do governo Trump – uma prova de que a intenção é criar as condições para explorar ao máximo o petróleo venezuelano, pouco se importando em tirar o chavismo do poder.
Sentimento geral
De acordo com Guzmán, hoje a Venezuela vive um “sentimento geral de indignação e impotência”. “Há uma pequena elite que ficou feliz que se livrou de Maduro”. Mas a grande parte da população ainda não digeriu o ataque dos EUA. Ele contou de um episódio chocante: uma família inteira morreu dentro de um carro que foi atingido por uma das bombas jogada sobre Caracas pelas forças estadunidenses. “A bomba derreteu a família e esse carro como se tivesse caído no fundo de um forno siderúrgico. Transformou-se em líquido, em brasa.”
Cavalo de Tróia
Guzmán ainda disse que o ataque dos EUA só teve sucesso porque, pela primeira vez na história, os norte-americanos contaram com um Cavalo de Tróia. “Para se tomar uma fortaleza, sempre foi necessário ter ajuda interna. Isso aconteceu na Venezuela. Um povo conscientizado, politizado, não pode ser destruído nem pelas forças mais poderosas do mundo. Veja o povo cubano. Veja os palestinos. O que aconteceu na Venezuela, aconteceu porque os imperialistas tiveram ajuda para interceptar aeronaves [que saíram em defesa de Maduro]. Toda a força de segurança de Maduro foi assassinada para se chegar a ele. Os gringos não são gênios, é que eles contaram com cumplicidade interna. O Estado venezuelano tem obrigação de encontrar esses traidores”, disparou o entrevistado.
Assista a entrevista completa aqui.
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2026 12:10 pmPeopel, let’s stop the war
(Grand Funk Railroad)
Hey, all you people, for goodness sake,
Let’s get together, what does it take,
To make you understand the value of a man?
I’m talkin’ about your son and neighbor, yes I am.
… People let’s stop the war.
People let’s stop the war.
If we had a president, that did just what he said,
The country would be just alright, and no one would be dead,
From fighting in a war, that causes big men to get rich.
There’s money in them war machines, now ain’t this a bitch? oh …
I been excited, ain’t nobody ready.
They don’t know what to get ready for.
Let’s get ready and stop the war.
Ooo … excited, ain’t nobody ready.
They don’t know what to get ready for.
Let’s get ready and stop the war.
People let’s stop the war.
People let’s stop the war.
People let’s stop the war.
Paulo Dantas
8 de janeiro de 2026 12:21 pmTrump pensar em atacar um território de um membro da OTAN.
Acho que liga para BRICS ?!
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2026 2:39 pmE porque ele não ataca a Coréia do Norte? Porque não ataca A Rússia ou a China? Ora, porque quem tem c*, tem medo. Ou o Trump nasceu sem o fedorento defecante?
Paulo Dantas
8 de janeiro de 2026 7:14 pmTemo que nem isto pare Trump.
Rui Ribeiro
9 de janeiro de 2026 8:53 amÉ porque ele ainda não viu um oreshnik explodindo perto dele.
https://www.instagram.com/reel/DCowTw1O9wJ/
Paulo Dantas
8 de janeiro de 2026 3:47 pm*pensa **Acha
Luciano Fazio
8 de janeiro de 2026 1:01 pmO sequestro de Maduro é um ato inaceitável dos EUA. O isolamanto do governo da Venezuela, no entanto, é de plena resposabilidade de seus dirigentes, que optaram por um caminho autoritário na política interna e pelo desrespeito dos compromissos internacionais, inclusive com o Brasil. Não esqueçam a promessa não cumprida de eleiçoes livres e transparentes em um processo em que o Brasil ajudou a Venezuela na busca de uma saída democrática à crise daquele país. Atribuir qualquer responsabilidade do sequestro de Maduro ao Brasil e ao presidente Lula significa desconhecer a história e se recusar a fazer a devida crítica do governo Maduro. Lamentável.
LUCIANO FAZIO
8 de janeiro de 2026 1:24 pmO sequestro de Maduro foi um ato inaceitável por parte dos Estados Unidos. Ele também foi fruto dos erros do governo da Venezuela, que administrou o país de forma autoritária e não soube gerenciar adequadamente as crises políticas, econômicas e humanitárias dos últimos anos. Ademais, foi facilitado pelo isolamento internacional, consequência da incapacidade de dialogar até mesmo com países amigos (como o Brasil) e do descumprimento dos compromissos internacionais firmados com eles.
Em particular, a gestão das últimas eleições violou compromissos internacionais ao não garantir que fossem livres e transparentes. Foi impedida a candidatura da principal liderança oposicionista, não houve garantia de correta apuração dos votos e Maduro foi proclamado presidente antes da conclusão da apuração, sem permitir que a vitória eleitoral fosse verificada pelo povo venezuelano e pelos observadores internacionais.
Atribuir quaisquer responsabilidades pelo sequestro ao presidente Lula, como faz Guzmán, é um gesto de quem nega a história e é incapaz de fazer autocrítica. Lamentável.
Fábio de Oliveira Ribeiro
8 de janeiro de 2026 1:34 pmMaduro foi vendido aos gringos por comandantes militares venezuelanos. O ataque foi fake. Quem não for capaz de admitir isso será incapaz de compreender porque a Venezuela fazer ou não parte dos BRICS faria pouca diferença.
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2026 1:43 pmO ataque também dificilmente teria ocorrido se a Venezuela tivesse armas nucleares. Tio $am não ataca a Coréia do Norte, nem a Rússia, nem a China.
WRamos
8 de janeiro de 2026 1:46 pmHaja paciência para ouvir cientista político fazendo previsão do passado. China e Rússia não tem uma imprensa de oposição para acusar seus líderes de apoio a ditaduras e ajudar a criar um clima que o derrube, então podem apoiar parceiros. Lula não aprovou a adesão da Venezuela porque não é burro! E este gênio analista nem conhece os BRICS, está confundindo com OTAN do outro lado. Mesmo que a Venezuela fizesse parte, nada seria diferente das reações diplomáticas e retóricas havidas. Ninguém sabe ao certo se não foi o próprio chavismo que entregou Maduro como quem dá os anés para salvar os dedos.
WRamos
8 de janeiro de 2026 1:47 pmHaja paciência para ouvir cientista político fazendo previsão do passado. China e Rússia não tem uma imprensa de oposição para acusar seus líderes de apoio a ditaduras e ajudar a criar um clima que o derrube, então podem apoiar parceiros. Lula não aprovou a adesão da Venezuela porque não é burro! E este gênio analista nem conhece os BRICS, está confundindo com OTAN do outro lado. Mesmo que a Venezuela fizesse parte, nada seria diferente das reações diplomáticas e retóricas havidas. Ninguém sabe ao certo se não foi o próprio chavismo que entregou Maduro como quem dá os anés para salvar os dedos.
José de Almeida Bispo.
8 de janeiro de 2026 1:52 pmA Venezuela tem a bomba? Não?
Podia ser do BRICS, da broca, ou do raio que o parta… ladrão só teme trabuco, e na mão de quem não treme na hora de usar.
Essa bandidagem vive a “conquistar” desde os primeiros, com uma bíblia na mão esquerda e um bacamarte entupido até a boca de pólvora e chumbo na direita.
História de leis, tratados, civilidade… tem a bomba? Não?
Vai receber um pouco de “democracia” em troca de alguns milhões de barris de petróleo.
Claro que China e Rússia nunca serão invadidas. Índia também. O resto… tem a bomba?
Eduardo Pereira
8 de janeiro de 2026 5:50 pmCaracas.. então era uma “formalidade” a ata da eleição e o Lula errou ao pedir ? E foi um erro o Brics não serem escudo ? Fala sério.
Rafael Cherem
8 de janeiro de 2026 5:59 pmO Irã é dos Brics e foi atacado, não faria diferença
Jacob Binsztok
8 de janeiro de 2026 10:54 pmPerfeito.O Iran foi atacado e nada aconteceu.
AMBAR
8 de janeiro de 2026 7:55 pmO analista tem razão, e Lula, de retórica em retórica, foi tirando o dele da reta. Está bem com deus e o diabo, pelo menos por enquanto.
jossimar
9 de janeiro de 2026 11:08 am“O sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelo governo de Donald Trump, líder dos Estados Unidos, dificilmente teria acontecido se a Venezuela não tivesse sido rejeitada no BRICS com voto do Brasil sob a presidência de Lula. É o que avalia o escritor, analista político e ativista Juan Ramón Guzmán, que concedeu uma entrevista diretamente da Venezuela à advogada, mestre em Direitos Humanos e doutoranda em Ciências Jurídicas, Dora Nassif, colaboradora do GGN.
Concordo plenamente. O Lula cometeu um erro grotesco que colocou o próprio governo em risco. Ficou 584 dias na prisão por ordens dos EUA, através dos marionetes lavajatistas e não aprendeu NADA. O ego o fez querer se destacar no mundo como um GRANDE democrata.
Antes, devceria ter se perguntado: Esses imperialistas do norte respeitam a democracia? E os da Europa, que estão sancionando seus próprios cidadãos por falarem verdades que contradizem a narrativa vigente no ocidente?
Agora Lula, o seu governo e sua pessoa são os próximos alvos. Essa é uma guerra declarada contra os BRICS e o Brasil é o mais fácil de ser derrubado e os outros membros sabem disso. O Brasil é considerado não confiável pelos outros membros. Então, para eles não fará muita diferença. Os outros membros do brics estão a mais de 10.000km de distância. Não farão nada, como não fizeram no caso da Venezuela.
Paulo Dantas
9 de janeiro de 2026 6:51 pmTrump faria tivesse a Venezuela nos BRICS ou não.
Ele “ocupou” a sua capital.
Se o Brasil errou no veto sào outros R$500
Anônimo
9 de janeiro de 2026 3:15 pmCulpa do Lula. Diante de tanta barbaridade, podia ter passado por cima da questão das eleições