O cara mais importante do clube, por João Sucata

O cara mais importante do clube, por João Sucata

Como, com ajuda de Pelé, os jogadores foram transformados em mercadoria

O sujeito mais importante que pode ter um clube de futebol é alguém competente em observar talentos e negociá-los, trazendo-os para o elenco de seu time (inclusive os sub 16, sub 20 etc).

Podemos acrescer que também é bem vindo um gestor responsável e a capacidade de renegociar contratos dos que já estão na casa, mas se há alguém que caça talentos em clubes menores, ou até em grandes clubes (os mau aproveitados: Ademir da Guia, o falso lento, ficou um tempo enorme na reserva do Fluminense, quando o Palmeiras o descobriu e o trouxe para ser seu jogador mais famoso em um século), o trabalho deste último dará muito mais folga aos que cuidam de gestão e renegociações, pois sempre haverá reposição e jogadores cuja relação preÇo-qualidade ou custo benefício, como se diz na gestão empresarial, é melhor.

 O jogador pede muito, deixa ir embora. Fez bem o Palmeiras em dispensar Wesley e Kardek e igualmente o Timão em deixar sair para outros clubes  Pato e  Jorge Henrique.  A diferença foi que o Timão soube repor e o Palmeiras nem tanto.

Foram essas competências que levaram o Timão a ser o melhor do pais nos últimos anos, enquanto o São Paulo desperdiçava recursos pagando caro jogadores que não valiam metade do valor do passe e da remuneração. Também o Santos demonstrou competência gastando 1/10 do que despendeu o Verdão e formando um time muito mais promissor e competitivo. Na outra ponta, é possível ver a derrocada da Portuguesa.

Há muitos milhares de times pelo país, e conta-se nos dedos os profissionais em captação de talento. Aliás, os bons mesmo, se transformaram ou foram contratados por empresários. O capitalismo chegou ao futebol, começando com a tal Lei Pelé, que a pretexto de defender os jogadores, os transformaram em mercadoria.  Hoje fazem parte do mercado. São avaliados, comprados, vendidos, conforme a oferta e demanda, por empresários. Até times são vendidos a milionários. Não está fácil ser torcida.

João Sucata

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