O Império não quer mais sócios, quer servos! E de preferência sem cultura e educação.

O Império não quer mais sócios, quer servos! E de preferência sem cultura e educação.

Seguindo na linha de artigos anteriores, como o titulado por: O Império não quer mais sócios, quer servos! Agreguei o fator econômico o cultural. Nos artigos anteriores, fazendo um breve resumo, se identifica claramente que todas as políticas Imperiais do Grande Irmão do Norte passam não mais para a criação de indústrias subsidiárias nas colônias imperiais das matrizes do Norte. Simplesmente porque a criação destas empresas, por menor que forem os salários pagos aos seus empregados o potencial de desenvolvimento de uma indústria autóctone aumenta, e o pior, a industrialização e a existência de uma vida econômica no país aumenta a pressão sobre commodities que causaria inflação para os empregados do Império nos seu país.

A criação de uma atividade econômica, além de atividades mineradoras ou agropastoris, que geralmente pagam salários que mantém seus empregados ao nível da subsistência, produziriam nas colônias legiões de consumidores de produtos industriais, que mesmo sendo de baixa qualidade, consomem as matérias primas finitas na face da Terra. A origem de toda esta preocupação começa desde o “Clube de Roma”, que com seu trabalho, “Os Limites do Crescimento”, deixa claro que alguma forma deve ser barrado o consumo fora dos países do Império.

Porém além do bloqueio do desenvolvimento econômico se vê claramente que a pauta da aniquilação da cultura e educação nos países do terceiro mundo é algo perfeitamente constatado a medida que dentro de golpes como do Brasil, ou atualmente na exigências do FMI para seu empréstimo na Argentina, os esquálidos e inexpressivos orçamentos para ministérios da Cultura são simplesmente eliminados ou deixados próximo a zero.

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No caso brasileiro é notável o que o golpismo está fazendo com o Ministério da Cultura, primeiro extinguiu-o, voltando atrás com toda a gritaria do setor da cultura, e posteriormente em 2017 reduziu os minguados 0,07% a 0,08% do orçamento da União que tradicionalmente este ministério possuía, para o ridículo valor de 0,012% (dados do portal G1 da rede Globo), ou seja, diminuir as verbas do já miserável orçamento para a cultura ainda mais não tem o mínimo impacto nas contas públicas.

O corte das verbas do Ministério da Cultura no Brasil, que antes irrisórias passando para praticamente inexistentes, mostra sua consequente incapacidade de patrocinar qualquer verba de restauração do mais importante Museu Nacional.

Ao mesmo tempo que se vê a mutilação da cultura nacional, chegam notícias da Argentina, agora sobre domínio do FMI que o Ministério da Cultura ou será extinto ou simplesmente transformado numa secretaria dentro de outro ministério, evidentemente para que sobre dinheiro para pagar os interesses internacionais e para diminuir a cultura local.

A extinção das culturas nacionais são parte da sustentação da globalização, onde as empresas multinacionais mandarão os seus lixos culturais para os países periféricos. Isto diminui a autoestima nacional, cria uma noção que cultura é aquilo que Hollywood produz e servindo isto tudo para a colonização cultural dos países periféricos.

O que é bom em termos de cultura são os parques temáticos da Disneylândia, os filmes e séries enlatadas do USA e a cultura do hambúrguer norte-americano, feito com o resto da carne que sobrará para nós.

 

1 comentário

  1. educação

    Prezado Rogério,

    Muito válida a sua preocupação com a Educação. Eu também a tenho mas, no meu diagnóstico, a nossa educação é falha, mesmo a nível universitário, e mesmo nos melhores momentos relativos a funcionamento. Considero que nossa classe média empedernidamente reacionária o é por uma grande limitação: o não pensamento. Nosso ensino é, em todos os níveis, excessivamente técnico, algoritmo, e memorizador de conteúdo. Sou professor universitário, e culpo minha categoria por reforçar isso. O papo é longo, mas acho que só recuperaremos a soberania nacional quando formarmos estudantes que aprendeam sozinhos, lendo os livros textos, e depois os discutam com o professor, Desde os níveis fundamental e básico. Sem isso, não haverá mudança.

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