19 de junho de 2026

O protesto do PSDB de 2003, por ter sido barrado no Congresso da Internacional Socialista

Do Site do PSDB

Congresso da Internacional Socialista

24 de outubro de 2003

Nota à Imprensa

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Só a ignorância pode explicar – sem, no entanto, justificar — o sectarismo presente à organização do XXII Congresso da Internacional Socialista, que acontece em São Paulo na próxima semana. O encontro deixou de lado forças representativas do campo progressista brasileiro, em especial o PSDB, numa demonstração de manipulação partidária, oficialismo e desconhecimento de nossa realidade política que é de causar vergonha aos que, ao longo da história, empunharam as bandeiras nobres da Internacional Socialista.

A clara perda de representatividade para o evento no plano nacional é resultado direto da simbiose entre um partido que não se cansa de mostrar tentações totalitárias e uma Internacional Socialista cujo comando se mostra, no mínimo, manipulável.

Estamos falando do PT, legenda de traço conservador indisfarçável, patente nas alianças que mantém com as piores oligarquias, no uso do marketing mais populista, no desprezo por conquistas sociais como o reforço das verbas para a saúde pública, no desrespeito a princípios básicos de proteção ao meio ambiente, na burla à ética pessoal mais óbvia que se exige do administrador público, no aparelhamento desenfreado da máquina estatal. Nada disso, nem a oportunista declaração do presidente Lula de que nunca foi de esquerda, impediu o PT de ser elevado à condição de anfitrião do congresso de São Paulo.

Com a agravante de que o ideologicamente vacilante Partido dos Trabalhadores é apenas observador na Internacional Socialista e assim irá se manter. Ao PDT, membro efetivo da organização, não foi dada a condição de atuar como anfitrião. É bom lembrar: o PDT hoje está longe do poder central.

Que interesses fizeram com que a organização do congresso, capitaneada pelo secretário-geral Luis Ayala, se permitisse envolver pelo canto de sereia do PT-governo? Chileno, Ayala deve ter conhecimento sobre os tantos quadros progressistas brasileiros — boa parte hoje do PSDB, mas também em outros partidos – que respaldaram e apoiaram seu povo contra a tirania de direita que assolou seu país. Procurando boa-fé, acreditemos que o viés sectário e chapa-branca do encontro de São Paulo é resultado de mera ignorância sobre o contexto político brasileiro ou fruto de incapacidade de fazer julgamentos ideológicos minimamente consistentes.

O fato é que, depois do ocorrido, expressões como representatividade, justiça, igualdade e, sobretudo, democracia, terão um pouco menos de significado cada vez que forem pronunciadas neste Congresso da Internacional Socialista.

José Aníbal

Presidente nacional do PSDB

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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16 Comentários
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  1. Vixe

    14 de outubro de 2014 10:20 pm

    PSDB “SOCIALISTA”????
    Quá quá

    PSDB “SOCIALISTA”????

    Quá quá quá qua quá…..

    Conta outra.

    É o existe  de mais rançoso na política brasileira, representando os racista, os homofóbicos e os exploradores dos trabalhadores em geral.

    PSDB tá mais pra NAZI-SIONISMO do que Social Democracia ou mais ainda, pro SOCIALISMO.

  2. LGMartin

    14 de outubro de 2014 10:35 pm

    os proletários de Higienópolis

    Acho que os proletários de Higienópolis não leram direito. Não é uma reunião internacional de socialites!

    Quem assina a carta é José AniMal… tudo a ver!

    1. Monier.,.,.,.

      14 de outubro de 2014 11:56 pm

      Excelente descoberta, mas

      Excelente descoberta, mas funcionaria melhor em uma campanha eleitoral com discussão mais madura. Mesmo porque os jovens de 16 a 18 votam, mas não se interessam muito, excetuada a propaganda do TSE.

      Eu não me incomodaria com essa avalanche de trocadilhos adolescentes com o nome dos outros, se isso aqui não fosse espaço público, ou no mínimo de interesse social. Na intimidade do lar eu também tenho atitudes bobas.

      Pela desinfantilização da atividade política e da campanha eleitoral. Escreveria hashtag, se isso não fosse um termo adolescente já fora de moda. Que tal descobrir de que modo o PSDB pós-1998 ainda estava falando em socialismo?

  3. droubi

    14 de outubro de 2014 10:46 pm

    Evo Morales provou que socialismo não prejudica economias

    “Evo Morales provou que socialismo não prejudica economias.”

    Olha a diferença da mídia nacional para a internacional. Eu sei que tem gente que vai dizer: ah, mas o PIG é o PIG, no mundo inteiro… Ledo engano.

    Ainda há um resquício de honestidade intelectual la fora, diferentemente do que ocorre por aqui.

    Link: http://www.theguardian.com/commentisfree/2014/oct/14/evo-morales-reelected-socialism-doesnt-damage-economies-bolivia

     

    Comment is free

    Evo Morales has proved that socialism doesn’t damage economies

    Bolivia’s re-elected president has dumbfounded critics in Washington, the World Bank and the IMF. There are lessons for Britain’s left here11067inShare38Email theguardian.com, Tuesday 14 October 2014 14.00 BSTJump to comments (208)Evo Morales campaigns for the presidencyEvo Morales in the runup for the vote at the inauguration of a thermo-electric plant in Yacuiba in September 2014. Photograph: Aizar Raldes/AFP/Getty

    The socialist Evo Morales, who yesterday was re-elected to serve a third term as president of Bolivia, has long been cast as a figure of fun by the media in the global north. Much like the now deceased Hugo Chávez, Morales is often depicted as a buffoonish populist whose flamboyant denouncements of the United States belie his incompetence. And so, reports of his landslide win inevitably focused on his announcement that it was “a victory for anti-imperialism”, as though anti-US sentiment is the only thing Morales has given to Bolivia in his eight years in government.

    More likely, Morales’s enduring popularity is a result of his extraordinary socio-economic reforms, which – according to the New York Times  – have transformed Bolivia from an “economic basket case” into a country that receives praise from such unlikely contenders as the World Bank and the IMF – an irony considering the country’s success is the result of the socialist administration casting off the recommendations of the IMF in the first place.

    According to a report by the Centre for Economic and Policy Research (CEPR) in Washington, “Bolivia has grown much faster over the last eight years than in any period over the past three and a half decades.” The benefits of such growth have been felt by the Bolivian people: under Morales, poverty has declined by 25% and extreme poverty has declined by 43%; social spending has increased by more than 45%; the real minimum wage has increased by 87.7%; and, perhaps unsurprisingly, the Economic Commission on Latin America and the Caribbean has praised Bolivia for being “one of the few countries that has reduced inequality”. In this respect, the re-election of Morales is really very simple: people like to be economically secure – so if you reduce poverty, they’ll probably vote for you.

    It’s true that Morales has made enemies in the White House, but this is probably less to do with rhetoric than the fact that he consistently calls for the international legalisation of the coca leaf , which is chewed as part of Bolivian culture but can also be refined into cocaine (via a truly disgusting chemical process). Before Morales was first elected, the Telegraph reported: “Decriminalisation would probably increase supply of the leaf, which is processed into cocaine, providing drug traffickers with more of the profitable illicit substance.” In fact the opposite has happened – in the past two years, coca cultivation has been falling in Bolivia. This inconvenient fact is a source of great consternation to the US government, which has poured billions of dollars into its totally ineffective and highly militaristic war on drugs in Latin America. Morales has – accurately in my view – previously implied that the war on drugs is used by the US as an excuse to meddle in the region’s politics.

    Having said this, it would be dishonest to argue that Morales’s tenure has been perfect. Earlier this year the Bolivian government drew criticism from human rights groups for reducing the legal working age to 10. But what most news outlets neglected to mention is that the government was responding to a campaign from the children’s trade union, Unatsbo, which sees the change in legislation as a first step to protecting Bolivia’s 850,000 working children from the exploitation that comes with clandestine employment. Although Bolivia has made massive strides in reducing poverty, more than a million of its citizens still live on 75p a day – a legacy of the excruciating poverty of Bolivia before Morales took office.

    Nevertheless, Morales must make reducing the number of child workers a priority during his third term. Not doing so will be a serious failure of his progressive project. In terms of social reforms, Morales should heed recent calls from the public advocate of Bolivia, Rolando Villena, to legalise same-sex civil unions and pave the way for equal marriage. He should also follow the lead of Uruguay’s president, José Mujica, and completely liberalise abortion, which would be a good first step to tackling the country’s high rates of maternal mortality. And Morales must also address the criticism of indigenous leaders who accuse him of failing to honour his commitments to protect indigenous people and the environment.

    But however Morales uses his third term, it’s clear that what he’s done already has been remarkable. He has defied the conventional wisdom that says leftwing policies damage economic growth, that working-class people can’t run successful economies, and that politics can’t be transformative – and he’s done all of this in the face of enormous political pressure from the IMF, the international business community and the US government. In the success of Morales, important political lessons can be found – and perhaps we could all do with learning them.

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  4. walter araujo

    14 de outubro de 2014 10:47 pm

    Entendi nada.
    Ach que o zé

    Entendi nada.

    Ach que o zé anibal fumou maconha estragada.

    1. Francisco Ernesto Guerra

      14 de outubro de 2014 11:38 pm

      A lenda

      Reza a lenda que Raul Seixas e seu eterno parceiro Paulo Coelho, foram expulsos da soceidade secreta de que participavam, por serem apanhados fumando um cigarrinho do capeta enrolado num papiro egípcio de milhares de anos.

      Zé Anibal, enredado até o pescoço no trensalão, não fumou maconha estragada, mas sim enrolada em nota de 500 dólares.

  5. Schell

    14 de outubro de 2014 11:35 pm

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Esse pessedebê é um pândego do soldalício: confundiram social-democrata (o que também nunca foram, desde sempre “libeleses”) com socialistas (aliás, no Brasil, até o Heráclito Fortes e os Bornhausen são socialistas: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.

  6. altamiro souza

    15 de outubro de 2014 12:03 am

    nesse tempoo psdb já tinha

    nesse tempoo psdb já tinha sofrido as consequencias

    de sua alainça de governo como s demos…

    já era notoriamente direitista…

    o que ele queria?

    socialismo privatizante?

    socialismo antipovo?

    a linguagem do anibal já mostra o

    início crucial da demonização do pt pelos tucanos…

    aí começa uma agressividade

    inominável,

    injustificável,

    antidemocrática….

     

     

  7. CB

    15 de outubro de 2014 12:09 am

    Acabei de descobrir quem é o

    Acabei de descobrir quem é o ghost writer do brilhante Professor Hariovaldo.

  8. Celso Carvalho

    15 de outubro de 2014 12:35 am

    Eu me lembro. Dei risadas

    Eu me lembro. Dei risadas quando o PSDB passou o recibo. kkkkk

  9. Andre Caruso

    15 de outubro de 2014 12:44 am

    Hein?

    Hein?

  10. Fernando Lopes

    15 de outubro de 2014 1:12 am

    E o pior… é que PDT aqui em MG é Aécio

    O pior de tudo, acredite se quiser, é que o PDT de MG é da base de apoio a Aécio desde criancinha, ou melhor, desde a primeira “gestão” de Aécio. Se José Anibal soubesse disso tinha mais um argumento a favor da PSDB na Internacional Socialista… brincadeira né?

  11. Antonio C.

    15 de outubro de 2014 2:13 am

    Um desafio.

    Desafio o José Aníbal, o intelectual socialista, a descrever o socialismo tucano.

    Se ele me convencer, voto no Aécio.

    Em compensação, perde o voto de uma pessoa que estava de carro, vidro fumê, com adesivo do candidato tucano.

    Alckmin socializou a falta de água.

  12. Doney

    15 de outubro de 2014 3:23 am

    Ótimo.

    Ótimo.

  13. Patricinho

    15 de outubro de 2014 4:24 am

    Esse texto foi assassinado por…

    Quem é mesmo esse tal de José Hannibal?

  14. maria rodrigues

    15 de outubro de 2014 12:58 pm

    A maior prova de que vivemos

    A maior prova de que vivemos numa democracia nesses governos petistas é a forma com que Lula e Dilma deixaram e deixa a imprensa livre pra fazer política contra eles; é vermos o povo nas redes ou nas ruas ofenderem esses presidentes; ou ter no congressos políticos, como os tucanos e democratas ofenderem até a moral da Presidenta, como faz Mário Couto a chamá-la de ladra, e os petistas de corjas de ladrões – graças a Deus o povo de MT não votou em Mário Couto, aquele filhote de satanás.

    Enquanto isso, sabemos que Aécio moveu um processo contra um jornalista e mandou prendê-lo por não aceitar a diversidade de opinião. É desse sujeito que o Brasil deveria ter medo. Ontem escutei um discurso de Pedro simon que, entre tantas barbaridades, enquanto elogiava Aécio, dizer que Aécio poderá até convocar o Congresso para uma nova constituinte. É assim que a banda vai tocar com esse sujeito?

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