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O xadrez da manipulação dos fatos e das leis

A base de toda sociedade democrática é a informação. Sobre a base da informação, formam-se os conceitos. Dos conceitos nascem os pactos. Os pactos se consolidam em leis. Das leis, derivam os contratos. É esse ciclo que garante a convivência civilizada de opostos, as eleições, a alternância de poder e a construção da democracia, impedindo abusos, selvageria.
 
Essa é a expressão final do termo segurança jurídica.
 
Hoje em dia, vive-se um estado de exceção no país, porque esta cadeia foi corrompida. A corrupção de informações e conceitos tornou-se tão ampla e disseminada, que criou-se um novo normal jurídico, onde a exceção tornou-se regra. 
 
Ponto de partida - a era dos factoides soltos
 
A primeira trinca no sistema de informações ocorreu com o pacto entre os grupos de mídia, proposto por Roberto Civita, da Editora Abril, inspirando-se no australiano-americano Rupert Murdock.
 
Os princípios do pacto eram a formação do cartel e, sem contraditório, a disseminação de todo tipo de factoide, de notícias falsas, por mais inverossímeis que fossem, acreditando no poder sempiterno da repetição. 
 
Ali encerrou-se um ciclo de mídia em que houve relativa competição entre os veículos, relativo respeito à informação, relativo acatamento das teses legitimadoras, impedindo a disseminação de notícias falsas.
 
Sem o apoio de uma fonte diária de fatos, o modelo era alimentado pela parceria com organizações criminosas, como a de Carlinhos Cachoeira, com a indústria de dossiês associada, que emerge com o caso Lunus de José Serra e que torna-se elemento central da disputa política brasileira.
 
As eleições de 2006 e 2010 marcaram o coroamento dessa excrescência. A busca de factoides a qualquer preço gerou as peças símbolos do período: a escandalização da tapioca comprada com um cartão corporativo pelo Ministro dos Esportes Orlando Silva. Ou a denúncia de que um servidor da Casa Civil havia comprado os serviços de vinte bailarinas – e bailarina era um tipo de vaso ornamental para flores.
 
Segundo passo - o julgamento do mensalão.
 
Com o mensalão, o sistema ganha musculatura, porque o julgamento passou a garantir um fluxo continuado de fatos com viés claro. 
 
A ênfase inicial no julgamento deveu-se à tática de competir com a geração de fatos da CPMI de Carlinhos Cachoeira – que expunha as parcerias da mídia com organizações criminosas. 
 
Em pouco tempo o fato AP 470 se sobrepôs ao fato CPMI de Cachoeira. E a mídia descobriu a eficácia da parceria com o sistema judicial, explorando episódios que garantissem um fluxo diário de fatos.
 
Ali houve a primeira contaminação, a primeira quebra grave no sistema judicial, fundando-se em uma notícia falsa como peça central de um julgamento relevante. 
 
Esqueça-se o petismo e o antipetismo, as polêmicas em torno de José Dirceu, a malandragem pouco sutil de Pizolatto, e concentre-se no fato: todo o julgamento baseou-se em uma informação falsa: o desvio de R$ 75 milhões da Visanet. Os próprios funcionários do Banco do Brasil - que detestavam Pizolatto - asseguraram que jamais ocorreu o tal desvio. 
 
Posteriormente, a Lava Jato escancarou o gigantesco processo de propinas da Petrobras. Mas a AP 470 se baseou em uma mentira.
 
A informação falsa foi a peça central da acusação, aventada pelo Procurador Geral Antônio Fernando de Souza, endossada pelo grupo de procuradores que trabalhou no processo e acatada pelo ex-procurador Ministro Joaquim Barbosa e pelo pleno do Supremo.
 
Como foi possível um fato de tal gravidade ter sobrevivido à tantos filtros? E como foi possível deixar de lado o laudo da Polícia Federal sustentando que a maior parte dos recursos de Marcos Valério foi bancado pelo grupo Opportuniy, do banqueiro Daniel Dantas?
 
Ali ficou claro que a Corte Maior havia se rendido às paixões políticas. E  as análises colegiadas não serviam de filtro às narrativas do Procurador Geral. Pouco depois de deixar a PGR, aliás, Antônio Fernando assumiu um escritório de advocacia que conquistou um mega-contrato da Brasil Telecom, de Dantas. 
 
Dali em diante, todo o sistema de informações do país entrou em curto-circuito. Mídia, partidos políticos, agentes do Estado, juízes passaram a tratar o fato de forma utilitária, adaptando-o às suas preferências partidárias, adulterando-o se necessário através do recurso da manipulação de ênfases e de interpretações.
 
Antes, à falta de fluxo constante de notícias, os grupos de mídia esfalfavam-se em factoides sem nenhuma verossimilhança. Com o julgamento do mensalão, descobriu-se o que os golpistas de 1954 sabiam: a base de toda ação desestabilizadora consiste em um evento, com geração diária de fatos e com o controle das versões pelos grupos hegemônicos de mídia. Foi assim na CPI da Última Hora, com Vargas. Foi assim na AP 470.
 
Terceiro passo - A campanha negativa a partir de 2012. 
 
Valeram-se desde as falsas ênfases (enfatizar o fato negativo irrelevante para ocultar o positivo relevante) até as falsificações de notícias. No dia da inauguração da arena do Corinthians, a manchete de um jornal foi sobre a falta de sabonete nas pias do banheiro.
 
Ora, nos Estados Unidos houve o fenômeno mãe, o caso FoxNews, de Murdock. Mas as instituições dispunham de anticorpos, seja no jornalismo referencial de outros veículos, como o New York Times, seja no próprio processo de formação de opinião do Parlamento e do Judiciário. No Brasil todos os grandes veículos embarcaram no mesmo jogo do antijornalismo.
 
O grande problema foi quando o desvirtuamento das informações atingiu o sistema jurídico. Não apenas os fatos, mas os conceitos passaram a ser deturpados. E a parcialidade da Justiça abriu sua bocarra, através de Gilmar Mendes.
 
Quarto passo - o fator Gilmar Mendes.
 
Nenhum outro personagem foi tão daninho à ordem jurídica e ao sistema de informações quanto Gilmar Mendes. No início, meio sutil, depois escancarando sua parcialidade, mostrou seguidamente à opinião pública que a lei, ora a lei, é apenas um instrumento para legitimar a vontade do julgador. Vai perder uma votação? Basta pedir vista por tempo indeterminado. É "inimigo"? O peso da condenação. É "aliado"? A defesa por todos os meios, jurídicos e jornalísticos. O mesmo garantista que interrompeu a Satiagraha se tornou o mais iracundo acusador em operações contra “inimigos”.
 
A parcialidade criou uma pedagogia negativa, para o público uma demonstração  da parcialidade do julgador, abrindo campo para que outros operadores da lei - juiz, procurador ou delegado -- passassem a exercer o subjetivismo em favor de suas preferências pessoais.
 
Quinto passo - a Lava Jato
 
Chega-se, finalmente, ao ápice desse modelo na Lava Jato, com o uso disseminado  dos vazamentos, praticados em inquéritos sob sigilo em Curitiba, na Procuradoria Geral da República e no Supremo Tribunal Federal, devidamente amarrados com a agenda do impeachment.
 
Nesse momentos, instaura-se o novo normal. Não interessam as coletas de provas, indícios, evidências: vale a versão publicada. Não interessa o processo jurídico: vale o julgamento midiático. Todos os vazamentos têm objetivos políticos claros e exibição de músculos por parte de seus autores. E abandona-se definitivamente a presunção da isenção para perseguições políticas ostensivas.
 
Sexto passo – a campanha do impeachment
 
A campanha do impeachment é mera consequência dos passos anteriores. E se tornou a comprovação mais acabada do desvirtuamento de fatos e de conceitos.
 
Agora não são mais procuradores e delegados transformados em editores de jornais, nem deputados paleolíticos com seus gritos guturais e seus rituais selvagens. São também juristas, Ministros do STF, ex-presidente que aderem ao jogo, ou se eximindo ou assumindo de público a constitucionalidade do golpe, em um momento em que todos os fatos são transmitidos em tempo real para o mundo. Por seis decretos de remanejamento de despesas, jogam-se no lixo 54 milhões de votos e assumem interinos, sem mandato popular, comportando-se como conquistadores espanhóis empenhados em destruir a civilização anterior.
 
É nesse momento que o processo de desconstrução dos fatos, de livre criação de narrativas, ainda que inverossímeis, definem a nova cara institucional do país, o novo normal, trazendo de volta o fantasma da insegurança jurídica. 
 
A reação instintiva das ruas
 
E aí ocorre um fenômeno interessantíssimo.
 
Em que pese todo fogo de barragem dos grupos de mídia, todo o poder de disseminação de versões, de boatos, de factoides, a narrativa do impeachment constitucional não pegou.
 
Agora, nas ruas, não estão mais as massas tangidas por um sentimento difuso de descontentamento com a crise política, com a falta de perspectivas e com os erros da presidente.
 
Os manifestantes não são meramente petistas, movimentos sociais, mas também grupos dos mais distintos, segmentos dos mais diversos que entenderam, seja pelos debates na Internet, seja por intuição, a importância da legalidade, do cumprimento das leis, da Constituição, os riscos de retrocesso, muito mais do que a erudição sem consequências de Ministros do Supremo, a exibição de músculos do Procurador Geral, o sebastianismo de procuradores evangélicos e a truculência de delegados barras-pesadas, todos armados até os dentes com instrumentos de poder de Estado.
 
É essa a grande batalha nacional, onde Dilma ou Temer se tornaram símbolos, muito mais do que protagonistas. Fora do poder, Dilma ganhou uma dimensão simbólica que jamais teve antes em seus tempos de presidente, nem quando gozava de índices elevados de popularidade, muito menos quando atropelou as esperanças populares, após as eleições de 2014.
 
A batalha do impeachment tornou-se definitivamente a luta da civilização contra a barbárie, dos fatos contra as manipulações, da democracia, ainda que imperfeita, contra o assalto ao poder.
 
E, dessa avalanche, surge finalmente o melhor do Brasil: a moçada que descobriu a nova política, não mais atrelada a partidos, mas a bandeiras.
 
O Brasil moderno está em plena efervescência. Não sei se a ponto de derrubar o castelo de manipulações erigido nos últimos anos, mas certamente para confrontar o atraso em um ponto qualquer do futuro.
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116 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

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Vitor emanuel rodino lemes

Talvez vejamos algo interessante no stf

Gostaria de saber a opinião do Nassif sobre o que ocorre agora no stf. A mim parece que janot e teori que foram os últimos a ficar nas mãos de gilmar armaram uma bela arapuca para o mesmo. Não que estes apoiem Dilma. Longe disso mas detestam gilmar e dois fatos recentes me levam a crer que finalmente tenham encontrado um meio de colocar gilmar nas cordas. A recente decisão de toffoli sobre a liminar da presidência da ebc e a resposta juridicamente "mal criada" ao reapresentar a gilmar o pedido de procesdo de aécio. Percebo que gilmar cunha e midia(globo) são o tripé de temer e quem parecd mais próximo de estar em maus lençois é gilmar.

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ocator

Para não esquecer:  Conhece

Para não esquecer:  Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios que levaram o povo alemão a tentar exterminar à humanidade:

1.- Principio da simplificação e do inimigo único.

Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.

2.-Princípio do contágio

Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem.  Colocar um antes perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.

3.-Princípio da Transposição

Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4.-Princípio da Exageração e desfiguração

Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor. “O que nos acontecerá?”

5.-Princípio da Vulgarização

Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6.-Princípio da Orquestração

Fazer ressonar os boatos até se transformarem em noticias sendo estas replicadas pela “imprensa  oficial’.

7.-Principio da Renovação

Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8.-Princípio do Verossímil

Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas em contra do inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor, não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9.-Principio do Silêncio.

Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10.-Principio da Transferência

Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes

11.-Princípio de Unanimidade

Busca convergência em assuntos de interesse geral  apoderando-se do sentimento  produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.

Qualquer semelhança com as práticas do PIG é pura coincidência....

 

 

 

 

 

 

 

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alcarpinteiro

Nassif é um otimista

Nassif é um otimista incorrigível. Quem não se recorda de seu entusiasmo com as manifestações de 2013?  Aquele era o ovo que eclodiu agora. 

Ele diz que o Brasil moderno irá se defrontar com o atraso em um ponto futuro. Nassif, tão usuário da visão pendular, não a reconhece quando a vê. Daqui a algumas décadas, o Nassif do futuro irá se recordar do golpe de 2016, assim como vc se recordou hoje do golpe de 1954, contra Vargas. A mídia vai empregá-lo sempre porque haverá um Brasil disposto a aceitá-lo.

Este país sofre do pecado original. Está fadado a repetir seus erros. Talvez, a única salvação seja um derramamento se sangue traumático, daqueles que interrompem a trajetória natural. Receio que mesmo para isso, há que se ter uma qualidade mínima de personalidade que nos falta.

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resistente

mais um  artigo

mais um  artigo antológico...

um jogo...

que deveria tornar-se xadrez no sentido de  prisão para os goilpistas se todos tivessem

essa compreeensão desse infame momento político brasileiro,

com tantas manipulaçoes dos fatos e das leis...

huxley e orwell profetizaram tudo isso em suas obras, asmirável mundo novo e 1984,

mas acho que tem muito do que acontece no país no livro"a rebolução dos bichos",

ironicamente escrito para criticar o comunismo mas que acabou

caracterizando mesmo o tal regime supostamente democrático do ocidente...

os piguentos personagens, por exemplo, trocam o sentido das

leis na hora que lhes convém...

parece o nosso judiciario e o nosso famigerado pig...

 

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Os que não entendem não conseguem se defender

A grande maioria das pessoas não consegue enxergar o perigo como perigo, esta é a realidade, infelizmente.

 

It Takes A Village To Maintain A Dangerous Financial System

“The few who understand the system will either be so interested in its profits or be so dependent upon its favors that there will be no opposition from that class, while the great body of people, mentally incapable of comprehending the tremendous advantage that capital derives from the system, will bear its burdens without complaint,and perhaps without even suspecting that the system is inimical to their interests.”

 

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Follow the money, follow the power.

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jns

Golpe

A mídia estrangeira desenvolve narrativa debochada em torno da ação das ratazanas golpistas de Brasília.

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Adilson Marques Fernandes

Carta ao STF

Sugiro que o Luis Nassif envie esse artigo em forma de carta para cada ministro do STF. Um belíssimo resumo da ópera que, talvez, possa sensibilizar algum ministro ainda investido de alguma dignidade e que possa se insurgir contra a desmoralização desta instituição que, por consequência, desmoraliza a nossa jovem e titubiante democracia. 

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Bonobo de Oliveira, Severino

Quem põe o sininho?

Então, é o Nassif que, além de tudo, tem que colocar o sininho no pescoço da onça?

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Roxane

Desculpem  Não é o espaço

Desculpem

 Não é o espaço adequado mas agora não tenho tempo paras procurar um melhor. então lá vai.

Sobre a questão da veiculação ou não da entrevista do Nassif com a Dilma:

E dai? A EBC não pode  considerar o Nassif como convidado e fim de papo.Ou como contribuição voluntária. E se não puder publica em todos os blogs . Alías acho que todos os blogas e jornais digitais contra o golpe deveriam entrevista-la. Um por dia, via internet, não precisqa dinheiro nem muita produção. E aí a gente divulga e divulga e divulga. Não podemos deixar que nos amordaçem mais e mais. Eles apertam o cerco e a gente opera nas brechas. Deleuze já ensinou, faz tempo....

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Cristiane N. Vieira

Nassif, quebra cabeças muito

Nassif, quebra cabeças muito bom mas faltou identificar os interesses e grupos por trás dos fatos. Explica convincentemente como funciona a parceria público privada entre imprensa oficiosa e poder judiciário mas quanto ao resto, sistema político nacional e internacional, as injunções planetárias na disputa entre blocos econômicos, o entrelaçamento meio atabalhoado entre interesses de setores nativos e internacionais - o Brasil não vive numa bolha! -, que nunca foram segredo pra ninguém, o efeito rebote, social e econômico, da mudança de rumos que o país escolheu em 2002. Por exemplo, qual o papel do interesse de disputas intraregionais nessa guerra internacional: o sul-sudeste sempre deteve o poder político, econômico, social e cultural do país mas quem tem decidido as eleições majoritárias e passado por grandes transformações sociais, econômicas e políticas, com o risco de queda de velhas oligarquias e emancipação não apenas do poder de velhos caciques mas de velhas dependências regionais é o norte-nordeste, não apenas geograficamente mas culturalmente (como resultado da migração - não custa lembrar que o fenômeno Getúlio começou com a quebra da alternância entre SP e MG, e que as questões regionais sempre tiveram um peso na definição de rumos nacionais de longo prazo.) E a diminuição da desigualdade não foi uma meta apenas para as classes e grupos sociais, mas também para as regiões, nacional e internacionalmente.
Enfim, a análise de uma crise dessa magnitude, com tantas vertentes, eixos e vértices, é trabalho inacabado, em andamento e fonte para muita discussão e redescoberta de quem somos, o que fizemos e por quê, o que realmente queremos e quais os melhores caminhos para chegar ao consenso, não a uma capitulação que continue a abafar os problemas ao invés de resolvê-los. Brasileiro é violento talvez porque não saiba lidar maduramente com conflitos, usa de subterfúgios porque a disputa civilizada de idéias nunca tenha sido uma de nossas principais características - história do Brasil cordial. Acho que este é outro ponto positivo da eclosão do conflito esquerda-direita que pode ser exercitado com as novas mídias de comunicação: exercer o poder da opinião, da crítica, da troca de idéias e da liberdade de imprensa, finalmente.
Abaixo as oligarquias, viva a democracia!

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os rastros no passo a passo

seguindo os rastros do passo a passo de como o Brasil afunda na maior de todas as suas crises, fica visível ser um outro rumo possível, não fossem os deliberados erros cometidos pelo lulismo. (link)

o cartel da mídia não seria tão forte se não fosse fartamente subsidiado por verbas federais (link), caso sua sonegação seja combatida sem tréguas e sem perdão (link) e através construção de uma autônoma e capilarizada rede de informação e produção de conteúdo, tanto se valendo da web como das empresas públicas de comunicação.

o mensalão é a conseqüência inevitável da adesão despudorada do lulismo ao modelo de financiamento empresarial de campanhas milionárias, conduzidas por marqueteiros e não por um movimento de base. em nome de uma inconsistente governabilidade de curto prazo, lançam-se as bases da ingovernabilidade sistêmica.

enquanto Gilmar Mendes jamais se negou a defender os interesses de quem o indicou, o atual STF, mesmo com uma ampla maioria de Ministros indicados por Lula e Dilma, é um Supremo muito pequeno. os 8 ministros indicados pelo lulismo (link) deveriam ter assumido publicamente, como condição para sua nomeação, o compromisso com a reforma do Judiciário.

a supressão do Banestado gerou a Satiagraha. a supressão da Satiagraha gerou a Lava Jato. e a supressão do escândalo dos anões do orçamento é o gênesis do pacto de governabilidade agora demolido pela Lava Jato. o lulismo perdeu por capitulação voluntária a oportunidade e a iniciativa de conduzir a luta política contra os oligopólios. ao contrário, a eles se associou criminosamente, como agora a Lava Jato deixa exposto.

o golpimpeachment desabando sob nós é apenas o fim de um caminho trilhado com obstinação pelo lulismo. desde a sua voluntária conversão a um instrumento de sustentação da ordem (link) até sua completa esterilização como agente capaz de mobilizar as massas, como agora se constata.

sem liderança e sem partido, é o Povo sem Medo a principal resistência ao golpe. enquanto as instituições se desintegram, um imenso, heterogêneo e descentralizado movimento nasce como embrião de um novo Brasil, fundado num pacto social emanado das bases da sociedade.

o lulismo jamais entendeu Junho de 2013, sempre se recusou a fazê-lo. mas é Junho de 2013 que retornou com ainda mais vigor para barrar o golpe.

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paulo vi

Fico chateado com o seu

Fico chateado com o seu comentário porém creio que deixa a chaga aberta, conciliar foi um pecado mortal. O custo do erro vem sendo pago desde a AP 470. Lastimável e muito, muito triste.

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o PT hoje é apenas um quadro na parede

->”Fico chateado com o seu comentário”

se vc fica, imagina eu... mas como dói.

conciliar não é um erro, é uma necessidade. o erro está nos termos e nos objetivos da conciliação, a qual, antes de tudo, precisa ser transparente.

abraços.

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Clever Mendes de Oliveira

A sua fonte sobre o lulismo diz o contrário do seu comentário

 

Arkx (segunda-feira, 06/06/2016 às 08:28),

Dos vários links que você indica só o primeiro para o artigo “Raízes Sociais e Ideológicas do Lulismo” de André Singer requer uma leitura mais atenta. O último, em que você parece querer indicar algo que mostraria o, como você chama, golpimpeachment como “o fim de um caminho trilhado com obstinação pelo lulismo, desde a sua voluntária conversão a um instrumento de sustentação da ordem (link) até sua completa esterilização como agente capaz de mobilizar as massas, como agora se constata”, leva apenas a página do PSTU do Rio de Janeiro para Cyro Garcia, com datação de 25/07/2014, havendo uma matéria de 2 de junho. Os outros links são mera confirmação do que você escreve no seu comentário.

O artigo de André Singer “Raízes Sociais e Ideológicas do Lulismo” publicado no número 85 de Novos Estudos em novembro 2009, páginas 83 a 102, é um trabalho muito denso que deve ter demandado quase uns três meses para ser feito, se não for mais, e que precisaria ser mais divulgado. Não o tinha lido e fico grato por você ter deixado o link. Cheio de dados estatísticos sobre as eleições desde 1989, não me causou nenhuma surpresa, pois confirma o que eu intuitivamente já percebera.

A leitura atenta do texto não leva à conclusão que você expõe no início do seu comentário e que transcrevo a seguir:

“fica visível ser um outro rumo possível, não fossem os deliberados erros cometidos pelo lulismo. (link)”

O que Andre Singer mostra através dos dados estatísticos apresentado na primeira parte do texto é uma mudança do eleitorado de Lula ao longo das eleições. O que há de crítica são frases como a de Francisco de Oliveira que segundo Andre Singer vê a liderança de Lula como “um tipo de liderança que “despolitiza a questão da pobreza e da desigualdade””. E o que é pior essa liderança consolidaria a ““exploração desenfreada”. É uma crítica válida, no tocante a despolitização, mas ela não consolida a exploração desenfreada, como alega Francisco de Oliveira. Além disso, essa crítica não traz uma alternativa. Ou melhor, a alternativa que Francisco de Oliveira oferece seria “minar o modelo superexplorador”. Se a ideia fosse de diminuir a superexploração, não haveria porque discorda de Francisco de Oliveira, mas o que mais parece é que ele quer colocar minas para explodir o modelo. É nesse sentido que digo que a proposta de Francisco de Oliveira não oferece alternativa, pois não há como substituir o sistema capitalista em uma país continental e populoso como o Brasil.

No parágrafo final da página 97, André Singer fala também de outra via quando diz:

“Não é aqui o lugar para discutir se, acaso fosse tentada outra via, implicando algum grau de confronto com o capital, teria sido exeqüível impor outra correlação de forças”.

O entendimento da opção do governo assim descrita por André Singer: “o governo preferiu conter a subida dos preços pelo caminho ortodoxo, aprofundando as receitas neoliberais, como foi o caso da combinação de corte no gasto público e aumento de juros em 2003”, passa pela compreensão de que a inflação desestabiliza politicamente um governante mais do que a recessão. Que Lula saiba disso enquanto os formandos das nossas academias não saibam depõe contra a nossa academia.

E é ainda muito importante na leitura do texto de André Singer atentar para o que ele diz à página 99, logo após o subtítulo “E AGORA, JOSÉ?” e que transcrevo a seguir:

“Como vimos, a persistência do que poderíamos chamar de “conservadorismo popular” marca a distribuição das preferências ideológicas no Brasil pósredemocratização, com a direita reunindo sempre cerca de 50% mais eleitores do que a esquerda”.

Essa superioridade da direita sobre a esquerda é mundial. Ela é mais grave no Brasil porque dada a nossa extrema desigualdade de renda a direita, e aqui a direita sendo entendida como dona do poder econômico, consegue se fazer em maioria no Congresso Nacional. E dada a atual conjuntura econômica mundial, com uma crise que se alastra por quase dez anos, se se toma o início dela em 1997, quando a recessão americana começou, a tendência da direita crescer ainda mais aumentou.

Então é isto: a culpa não é do lulismo. O lulismo foi a forma que o PT encontrou para permanecer no poder por mais tempo. Sem ele, a esquerda teria sido escorraçada há mais tempo.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 06/06/2016

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tudo se confirmou, ainda mais uma vez

Clever,

em 18/05/2015, vc se referiu a um comentário meu numa coluna do Nassif de 21/05/2009. os links originais não estão mais disponíveis. mas em sua réplica está reproduzido meu texto original e também sua resposta. (link)

vc então afirmou: “Vejo que você não mudou. Nós não mudamos.”.

ao que não pude deixar de retrucar: “note como o comentário de 2009 é extremamente atual. tanto é que vc mesmo o resgatou. note tb como todos os meus comentários daquela época, e mesmo os bem anteriores, ainda são atuais. então, por que eu haveria de mudar?”

eu poderia dizer que ainda agora o diálogo seria válido. tanto é que ao final de minha resposta a vc sugeri: “arquivemos este comentário: 19/05/2015. faço votos que desta vez eu me surpreenda e esteja equivocado.” (link)

mas a verdade é que não foi eu quem não mudou. quem não mudou foi o lulismo. quem não mudou foi a triste realidade de fatos desastrosos gerados pelos repetidos erros do lulismo – Dilma inclusa.

toda a atual ruína do lulismo, arrastando o Brasil para a maior crise de nossa história, sempre foi motivo de minhas argumentações. sempre foi tão óbvio... mas precisou se materializar de maneira brutal para que se tornasse visível e irrefutável.

note-se como sempre que a realidade muda, minhas opiniões procuram estar conectadas com ela. sempre fui um crítico de Dilma, entretanto fui dos primeiros a reconhecer sua impressionante mudança após seu afastamento do Planalto. (link)

o link que indiquei para o texto de André Singer foi apenas como referência para o termo “lulismo”, e não para corroborar minha argumentação. esclareça-se que por muito tempo o termo “lulismo” foi considerado de uso pejorativo – o que não é o meu caso quando o emprego – até ser consagrado por André Singer, porta voz oficial da Presidência no primeiro mandato de Lula. em seu excelente livro “Os sentidos do Lulismo”, Singer faz uma brilhante análise apenas para concluir, numa pesada forçada de mão, exatamente o oposto daquilo que sua análise indica. o texto a que me referi no link é anterior ao livro, e base para sua redação.

Cyro Garcia tem outro bom livro sobre o PT e o lulismo, "PT: de oposição à sustentação da ordem", baseado em sua tese de Doutorado. (link) anteriormente, em seu Mestrado, Cyro produziu uma excelente pesquisa sobre o processo de profissionalização da militância do PT. (link)

talvez a mais completa análise do lulismo, desde sua origem na burocracia sindical em S. Bernardo antes das greves de 1978, seja a de Ruy Braga: “A política do Precariado: do populismo à hegemonia lulista”. (link)

teremos dias de muita emoção nos próximos meses

abraços

.

Seu voto: Nenhum
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Clever Mendes de Oliveira

Mais sobre artigo de A. Singer e sobre as manifestações de 203

 

Arkx (segunda-feira, 06/06/2016 às 08:28),

Acrescento duas observações que não tive tempo de colocar em meu comentário anterior. Ainda em relação ao artigo “Raízes Sociais e Ideológicas do Lulismo” de André Singer, vou reproduzir o último parágrafo da página 99 em que ele se expressa da seguinte forma já como se estivesse apresentando as conclusões do estudo. Disse ele então:

“Buscamos aqui mostrar que, na ausência de um avanço da esquerda, o primeiro mandato de Lula terminou por encontrar outra via de acesso ao subproletariado, amoldando‑se a ele, mais do que o modelando, porém, ao mesmo tempo, constituindo‑o como ator político. Isso implicou um realinhamento do eleitorado e a emergência de uma força nova, o lulismo, tornando necessário um reposicionamento dos demais segmentos”.

Com Lula com o poder de comunicação que Lula tinha com as massas e tendo um Congresso de direita, não restava alternativa do que se amoldar ao subproletariado, pois a ideia de o modelar levaria muitas décadas. O lulismo foi apenas uma forma de cortar caminho.

A dificuldade de a esquerda saber trilhar o caminho correto dentro do modelo capitalista e dentro da democracia representativa de certo modo se expressa ao longo do seu comentário. Você busca no texto de André Singer críticas ao lulismo quando na verdade André Singer mostra como, dentro das relações de força existente, sem buscar a confrontação, seja com o capitalismo seja com a democracia representativa, o lulismo trouxe um grande avanço para o Brasil.

E essa dificuldade se expressa no final do seu comentário quando você diz:

“o lulismo jamais entendeu Junho de 2013, sempre se recusou a fazê-lo. mas é Junho de 2013 que retornou com ainda mais vigor para barrar o golpe”.

Primeiro é preciso separar as manifestações de junho de 2013 em dois blocos. No primeiro bloco estava a reivindicação pelo passe livre. Ora a reivindicação pelo passe livre é sintoma do desconhecimento da realidade orçamentária de um país pobre como o Brasil. Essa é uma proposta antiga, aprimorada para o caso brasileiro na década de 80, mas que representaria um custo absurdo para os parcos recursos de que dispõe o Estado Brasileiro. Naquela época se não me engano estavam previstos mais de 90 milhões de passagens por dia. A quatro reais o custo seria 360 milhões de reais por dia, representando algo em torno de 100 bilhões de reais por ano.

Eu lembro que eu considerei que mais bem faria o administrador público se encontrasse ali uma forma de aumentar a arrecadação tributária criando uma taxa qualquer ou outro tributo cuja arrecadação correspondesse a aproximadamente 1 real do atual preço da passagem. Com uma medida assim haveria uma arrecadação anual de cerca de 25 bilhões de reais.

E o segundo bloco das manifestações, que cresceram impondo a expulsão das bandeiras partidárias deve ser entendida sob três prismas. Primeiro era mais uma manifestação em favor da lei de Wagner: as reivindicações de uma sociedade por mais e melhores serviços crescem à medida que cresce a renda per capita dessa população, obrigando os Estados a expandir os gastos públicos em proporção do PIB. Isso eu creio que é do final do século XIX.

Veja a respeito da Lei de Wagner, o comentário que eu enviei sábado, 04/06/2016 às 14:32, para junto do post “FMI pede desculpas por ter imposto o neoliberalismo por três décadas” de sexta-feira, 03/06/2016 às 19:23, aqui no blog de Luis Nassif com a transcrição do artigo “FMI pede desculpas por ter imposto o neoliberalismo por três décadas” de autoria de José Carlos de Assis publicado no site Aliança pelo Brasil. O endereço do post “FMI pede desculpas por ter imposto o neoliberalismo por três décadas” é:

http://jornalggn.com.br/noticia/fmi-pede-desculpas-por-ter-imposto-o-neoliberalismo-por-tres-decadas

O segundo prisma diz respeito ao desconhecimento do funcionamento do sistema capitalista, do sistema democrático, do processo orçamentário. Quase todas as reivindicações ou envolvia gastos sem aporte de recursos, ou uma pauta impossível de se realizar no sistema democrático representativo ou mesmo em um sistema capitalista.

Aliás no rol da falta de entendimento do sistema capitalista eu dou como exemplo a campanha contra a corrupção. A corrupção deve ser combatida como algo ilegal. Esse combate, entretanto, deveria ficar a cargo da área própria a esse combate pelo que cabe mencionar, os acadêmicos com seus trabalhos de pesquisa, os advogados de defesa dos réus, o Ministério Público, o Poder Judiciário, a polícia investigativa e que tais.

Esquecendo a existência nas manifestações de cartazes com os escritos "Abaixo a corrupção" que se fossem "Abaixo o homicídio" daria motivo para considerar os manifestantes sem senso de ridículo, tenho por mim que o mais grave em quem carrega cartazes com estes dizeres: "Abaixo a corrupção" é a crença de que a corrupção é um entrave ao sistema capitalista. Ora como é um entrave se o sistema capitalista e a corrupção têm a mesma gênese, ou seja, a acumulação de capital através do trabalho de outrem.

E o terceiro prisma é um tanto de ingrediente fascista que os manifestantes carregavam em especial ao querer excluir as bandeiras partidárias das reivindicações. Essa característica estava presente também nas duas manifestações posteriores às eleições de 2014. No caso das manifestações posteriores às eleições de 2014, eu as considerei como menos fascista pelo caráter lúdico que elas tinham ao ser realizadas no domingo, mas uma porção bem de direita e bem fascista estava muito presente naquelas manifestações.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 06/06/2016

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O papel da imprensa no golpe 2016

Basicamente, em 1964 e 2016 mudaram os personagens e as épocas, mas a história se repete.

Não é de agora: a imprensa tradicional é ferramenta das classes hegemônicas locais e serve a um propósito que nada tem de republicano.

Não se iluda: só chegamos a esta crise em grande parte pela atuação da imprensa de massa. Utilizada como lastro, assim como as instituições de Estado, a imprensa serve ao propósito de climatizar o estado de coisas para algum plot. Ou seja, propiciar à população comum a sensação de algo externo. O anti-esquerdismo e o antipetismo são, em maior parte, oriundos dessa sensação e da criação artificial do ódio partidário propagado pela imprensa. Assim, a mídia (entendida aqui como o conjunto de veículos de massa composto por rádio, TV, jornais e revistas) é usada dentro dessa estratégia, para o fim de permeação, de criação de um sentimento uniforme e de direcionamento da opinião pública em um sentido único. Assim, o cidadão médio é levado a pensar numa certa direção por conta da repetida propaganda. Esse cidadão medíocre não se dá conta disso, pois é normalmente incapaz de exercer ou é impermeável ao pensamento crítico.

Leia mais em:

http://jornalggn.com.br/blog/cintra-beutler/o-papel-da-imprensa-no-golpe-2016

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"O jornal de ontem mentiu. O de hoje está mentindo. O de amanhã não será mais verossímil."

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Clever Mendes de Oliveira

Hoje, domingo, 05/06/2016, há um texto magistral de Gabriel Cohn

 

Luis Nassif,

Talvez depois faço um comentário mais exaustivo sobre esse seu excelente post “O xadrez da manipulação dos fatos e das leis” de domingo, 05/06/2016 às 06:45. Lembro apenas que você omitiu ao não incluir entre os fatos importantes a serem considerados para entender a atual realidade brasileira as manifestações de junho de 2013, que requerem uma análise de maior profundidade apontando as causas das manifestações, principalmente as manifestações da segunda rodada, suas características e suas consequências políticas e econômicas tanto no curto prazo como nas eleições de 2014 e no que ocorreu política e economicamente em 2015.

Além disso considero temerário incensar “a moçada não mais atrelada a partidos”. Os partidos tem culpa pela atual dificuldade de relacionamento com a moçada, mas não se vincular a partidos políticos é caminho muito próximo para o fascismo. Como já prometera em comentário que eu enviara domingo, 05/06/2016 às 18:15, para junto do também ótimo comentário de Alexis enviado domingo, 05/06/2016 às 08:00, aqui neste post, talvez eu faça outro comentário para comentar mais sobre a sua omissão e a sua afirmação um tanto temerária.

Bem, mas além de aproveitar este comentário para destacar o ótimo comentário de Alexis eu deixo o link para o ótimo artigo de Gabriel Cohn que analisa a situação atual do ponto de vista como não vira ninguém fazer de forma tão profunda. Como professor de filosofia na USP, que ele é, eu espero que ele possa repassar algumas ideia para tornar de melhor qualidade as análises do colega dele da USP João Vergilio de Gallerani Cuter. Tem-me parecido que o João Vergílio de Gallerani Cuter se apega mais aos ensinamentos de José Arthur Giannotti que não só estão velhos, mas que ficaram cada vez mais deturpados em prol de interesses que o José Arthur Giannotti infelizmente esconde.

O artigo de Gabriel Cohn publicado no “Le Monde Diplomatique Brasil” intitulado “O sono da política produz monstros” foi transformado no post “O sono da política produz monstros, por Gabriel Cohn” de domingo, 05/06/2016 às 16:18, aqui no seu blog e que pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/noticia/o-sono-da-politica-produz-monstros-por-gabriel-cohn

O texto dele é mais que um xadrez da atual realidade política brasileira, sendo na verdade um xeque-mate. É preciso que mais pessoas leem o texto dele e o divulguem. Essa divulgação é importante porque a história que fica é a dos vencedores. E a esquerda não é vencedora desta contenda, mas buscar entender tudo com precisão talvez venha a mostrar os furos da história contada pelos vencedores e evite que ela seja considerada como verdade.

E aqui relembro que hoje vendo o post “The politicisation of truth” de sábado, 04/06/2016, no blog Mainly Macro de Simon Wren Lewis li o seguinte comentário de Raph Musgrave, enviado sábado, 04/06/2016 às 13:38 (Horário da Inglaterra):

“Politicisation of truth? Or as Nietzsche put it, "All things are subject to interpretation whichever interpretation prevails at a given time is a function of power and not truth."” (No Google tradutor: “A politização da verdade? Ou, como Nietzsche disse, "Todas as coisas são sujeitas a interpretação e a interpretação que prevalece em um determinado momento é uma função do poder e não da verdade."” Ou de outra forma que eu a encontrei na internet: “Todas as coisas dependem da interpretação; a interpretação que prevalece num determinado tempo é função do poder, não da verdade”).

Sim, é tudo uma questão de poder, mas um poder com furos torna-se evidentemente menos poderoso. O endereço do post “The politicisation of truth” é:

https://mainlymacro.blogspot.com.br/2016/06/the-politicisation-of-truth.html

E queria fazer menção ainda para o ótimo comentário de GEORGE Vidipo enviado domingo, 05/06/2016 às 15:11 e o comentário de O Historiador, enviado domingo, 05/06/2016 às 14:28, todos os dois aqui neste post. O comentário de GEORGE Vidipo remete exatamente para a omissão do seu texto sobre as manifestações de junho de 2013. E o comentário de O Historiador chamou-me mais atenção pela lembrança da prática do pai dele de ler jornais estrangeiros. Hoje com a internet e o Google tradutor essa prática fica facilitada. E ele é a única escapatória da forma tendenciosa como a notícia nos chega através dos grandes jornais da mídia. Não que no estrangeiro o noticiário seja isento, mas o viés lá nos atinge menos. É o que eu tenho feito mais ultimamente ao mesmo tempo que fujo da programação da nossa grande mídia.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 05/06/2016

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J.José

Os malandros de sempre

Como diz o samba " Homenagem ao malandro " de Chico Buarque :

 

Agora já não é normal

O que dá de malandro regular, profissional

Malandro com aparato de malandro oficial

Malandro candidato a malandro federal

Malandro com retrato na coluna social

Malandro com contrato , com gravata e capital

Que nunca se dá mal 

 

 

 

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Pedro Augusto Pinho

INSTITUCIONAIS

INSTITUCIONAIS INSEGURANÇAS

“A realidade não é apenas negada, ela é também proibida.” (Thomas Leithhäuser, Ideologia e Consciência)

O conceito de segurança está associado à subjetividade. Dentro de um bunker, cercado por tropas com atualizadas e eficazes armas e todo sistema defensivo atuante, a pessoa ainda poderá se sentir insegura.
Mas, tratando não só da questão individual como coletiva, a confiança nas instituições do país é, indiscutivelmente, alimentadora de um nível de segurança.
Com o recente golpe pelo impeachment da Presidente Dilma Rousseff, desfez-se a pouca, se ainda restasse alguma, credibilidade nas instituições nacionais, especificamente nos poderes legislativo, judiciário, executivo e no ministério público.
O legislativo, assim como toda classe política, vem sendo seguidamente desmoralizado pela imprensa em geral.. Mas o espetáculo, amplamente divulgado, do domingo, 17 de abril de 2016, no Congresso Nacional, emoldurou este fragilizado poder. Votos em defesa da tortura, parlamentar enrolado na bandeira nacional para entregar a riqueza brasileira do pré-sal a empresas estrangeiras, voto às esposas e filhos pelos que sabidamente vivem com relações moralmente reprováveis, apenas acentuaram a descrença neste poder.
Como então esperar leis que, minimamente, protejam o direito à cidadania. Cabe uma breve conceituação do que entendo por cidadania e o faço adotando a ideia da “paridade da participação” da filósofa norteamericana Nancy Fraser. Ela se firma em três condições:
primeiro a objetiva – aquela que assegura alguma garantia material, econômica, a toda população. A plataforma do Bolsa Família, o Programa de Renda Mínima, ora em plebiscito na Suíça, são exemplos desta condição objetiva.
segundo a intersubjetiva – voltada para o valor cultural, ou seja, o respeito à diversidade e desigualdade, a garantia da efetiva e idêntica oportunidade para todos terem “estima social”. O Ministério da Cultura, a Secretaria da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos constituem exemplos garantidores desta condição.
terceira a política – onde não será negada ou dificultada a voz das minorias ou seja excluir toda e qualquer forma de marginalização política. Uma Empresa Pública de Comunicação faz parte desta terceira condição.
É evidente que deste legislativo, quer pela baixa capacidade crítica quer pelos “compromissos de campanha”, não se espera qualquer contribuição à cidadania ou à “paridade participativa” do povo brasileiro.
Passemos ao judiciário.
Vale aqui a desconstrução do mito da meritocracia. Ressalvo entender que as duas únicas forma de acesso às funções públicas deveriam ser o voto popular ou o concurso público amplo e geral. As funções de confiança e as terceirizações seria consideradas burlas inaceitáveis ao provimento e exercício de funções nos Poderes Públicos em toda extensão.
Agora tomo o conceito de “ideologia do desempenho” do sociólogo alemão Reinhard Kreckel. Esta ideologia busca firmar e legitimar um processo de exclusão social pela qualificação pessoal. Para não transformar um artigo numa tese acadêmica, lembrarei apenas a questão do tempo.
Um jovem da classe média terá uma disponibilidade de tempo muito maior para ler, estudar, ir ao cinema ou espetáculo cultural, enriquecer seu conhecimento do que uma criança de família despossuída, obrigada desde a infância a vender seu tempo, sua força física, para garantir a sobrevivência.
Forma-se assim no judiciário e em outras esferas do poder – ministério público, carreiras do executivo – uma casta mais disposta a manter seus privilégios do que corrigir as desigualdades e disfunções sociais. E esta característica é reforçada pelo “pertencimento”, ou seja, dela se excluirão todos os que não tenham a “mesma origem” ou se insurjam ou não ajam como seus “pares”.
Bastam os salários destas funções e seus ganhos indiretos para comprovação desta solidariedade. Claro está que, além das dificuldades colocadas na própria legislação, vide nosso legislativo, os procedimentos excludentes do sistema judicial e um julgamento partidarizado, não necessariamente político mas pela classe social, não serão garantidores da segurança institucional, a não ser por exceção.
Surge, então, a comunicação social para propugnar, defender e reforçar todo este contexto de insegurança.
Usarei a palavra midia no sentido mais amplo, envolvendo toda sorte de comunicação social, inclusive a vinculada por canais virtuais.
Alguns estudiosos da pedagogia afirmam que ao analfabetismo literário segue o televisivo e chega, hoje, ao virtual. Isto significa dizer que em nenhum ponto da formação do conhecimento há espaço para a crítica. Assim todo processo da comunicação social, com as mínimas exceções que também existem nos outros sistemas até aqui tratados, só fazem naturalizar todas as desigualdades. E a tal ponto que pessoas passam a aceitar como correto serem flageladas e estupradas física e psiquicamente.
Os abundantes exemplos podem ser visto nas midias e destaco as entrevistas ao vivo com transeuntes, colhidos ao acaso.
Chegamos à absoluta insegurança que nos transmitem as instituições nacionais.
O processo democrático para rever este quadro só pode ser pela elaboração de um novo Estado por uma nova Constituição, esta o mais amplamente debatida por toda sociedade, formulada por todos os atores sociais para que a cidadania e a nacionalidade brasileiras sejam garantidas e protegidas.
Não é possível, obviamente, sair do zero, mas é possível, e já ocorreu, afastar o poder econômico por limitações formais e adotar restrições à midia. Existem exemplos no exterior que como recomendava Ortega y Gasset devem ser buscados mas nunca transplantados.
Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

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Nassif, parece que a Dilma

Nassif, parece que a Dilma até o momento não caiu na real, achando que sua honestidade vai segura-lá como presidente. Eu já disse que ninguém está interessada em honestidade e sim, conforme vc vem dizendo desde o início da lava jato, na cadeira que estava ocupando diretamente. Somente ela pode mudar esse jogo sujo promovido pela pior espécie de políticos que uma nação pode ter. Basta ela convencer meia dúzia de senadores, chamando os para a responsabilidade de chegar  até 2018 juntos, ou garantindo que chamará novas eleições. O que não pode é ser o vetor desse temerido governo. Tem que articular, negociar e conversar bastante com a sociedade em geral, mostrar que pode fazer melhor sem comprometer nosso país. Não pode é achar que movimentos esporádicos de repulsa aos temeridos vai sensibilizar os senadores comprometidos com a democracia e votalos  a favor dela. Não basta ser resiliente e forte, mas também ter astúcia para não entregar de mão beijada z chave do cofre para os bandidos de plantão. 

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Nassif, é interessante que

Nassif, é interessante que ninguém conseguiu quebrar essa manipulação de notícias falsas, promovidas sobretudobpela rede globo, a mãe do golpe! Pra mim, o Lula, a Dilma e o próprio PT são culpados por isso, pois desde de 2013 eles vem sofrendo ataques diários no jornal nacional, sem tomar qualquer medida de contestação. Poderiam fazer como Romário fez com a veja, no caso da conta Suíça . 

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Desde 2013? Não, meu caro,

Desde 2013? Não, meu caro, desde que Lula se elegeu. A propaganda contrária ora era mais abrupta, ora mais amena; mas ela sempre existiu.

2013 foi uma espécie de apogeu da propaganda midiática.

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"O jornal de ontem mentiu. O de hoje está mentindo. O de amanhã não será mais verossímil."

Não diga que não há argumentos

Um texto não apenas para emoldurar, mas para divulgá-lo de tempos em tempos ou quando a argumentação exigir.

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M TherezaM

Primeiramente, #fora temer.

Primeiramente, #fora temer. Artigo soberbo, espero que vc esteja certo sobre a juventude e sugiro que faça um livro dessa série "xadrez". Saudações anti-golpe

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jornada de junho de 2013

Nassif,

No seu levantamento de fatos não levou em consideração a " Jornada de Junho". Um movimento espontâneo que tinha nuances de esquerda. Até mesmo os partidos de esquerda, Psol e Pstu, entenderam que era uma conscientização das massas tão esperado. No entanto o partido no governo era de centro-esquerda. Logo se criou o maniqueísmo que o culpado pelas desgraças do Brasil era o governo e o PT. O partido não permitia que o Brasil tivesse mais educação e saúde. 

O PIG se apropriou disso e demonizou o PT. Os índice de popularidade de Dilma, alto, caíram e nunca mais elevou-se. O PT como partido afundou definitivamente. A esquerda pensou que tinha chegado a sua vez. Ledo engano.

O resultado da "jornada" foi a diminuição dos representantes ideológicos de esquerda e de centro-esquerda na eleição de 2014. A vitória de Dilma foi um mero acaso. O congresso formado foi de maioria conservadora-fisiológica. 

Essa conscientização linda atual, minuscula, tem que entender o jogo político e o que fazer nas eleições futuras. 

Não tenho esperança como Nassif. O futuro será tempo tenebroso.

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George Vidipó

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Severino Januário

Há provas substanciais de que

Há provas substanciais de que os movimentos que você chama de "Jornadas de Junho". foram habilmente iniciados. infiltrados, conduzidos e impulsionados por mestres da manipulação de massas. Inclusive mestres internacionais. A "luta" inusitada e desproporcional tornada "heróica" de início pela mídia, e detonada pelo aumento das passagens urbanas em 20 centavos foram já parte do plano de manipulação.

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É vero amigo

Em 2012 foi descrito a mim passo a passo como seria a manipulação, para fazer o povo ir as ruas, inclusive com impedimento da Dilma. Tudo foi descrito detalhe a detalhe.

 

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Tudo por um país melhor!

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Valmont Santos

Concordo plenamente

Sim, Severino, campanhas milionárias de mídia e grupos de mobilização de rua foram financiadas por empresários, alguns deles radicados nos EUA.  Campanhas em redes sociais foram intensamente utilizadas com emprego de milhões de dólares.

A propalada espontaneidade daquele movimento limitou-se ao tradicional Movimento do Passe Livre, que foi utilizado como gatilho para a gigantesca campanha midiática que se seguiu.  Esse modelo de manipulação de massas já é bem conhecido, em virtude dos diversos eventos ocorridos em outros países.  Há toda uma metodologia e organizações com expertise (e com fins lucrativos) na manipulação e exploração política de movimentos sociais.

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OBS

O Brindeiro, ex PGR, estava

O Brindeiro, ex PGR, estava lá.

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OBS

Errata: Esta matéria é de

Errata:

Esta matéria é de 14/04/2016

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OBS

Esta matéria é de

Esta matéria é de 14/05.

http://www.assessoriaexclusiva.com.br/noticias/oposicao-e-juristas-defen...

 

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OBS

Quem é quem: Vou começar

Quem é quem:

Vou começar "escavando" no Escavador, o currículo,... pelo mais eloquente na matéria: Hafeld

Sócio fundador do escritório Ribeiro, Abrão e Matheus Advogados em São Paulo. Mestre e Doutorando em Direito Civil Comparado pela PUC/SP. Professor do Programa GVLAW de Direito Bancário para as Escolas de Magistratura de todo o país. Membro da Comunidade de Juristas de Língua Portuguesa CJLP. Membro do Instituto de Direito Privado - IDP. Atua como Diretor de Comunicação do Instituto dos Advogados de São Paulo e Diretor Tesoureiro da Fundação Nuce e Miguel Reale. Autor de artigos e coordenador de obras publicadas pela Editora Atlas, Revista dos Tribunais e Saraiva. Coordenador (sucedendo o Professor Arnoldo Wald) da Revista de Direito Bancário e do Mercado de Capitais editada pela Revista dos Tribunais.

____________

O Wald, todos sabem que é sócio do Gilmar no IDP.

E, o Cafezinho, que não tem conhecimento jurídico como forma, não se atentou para o fato nesta matéria.

Basta ver, o andamento, no link 2002:

http://www.ocafezinho.com/2016/06/03/por-que-a-midia-tradicional-esconde...

 

 

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O Historiador

Um conto da família Walton

A imprensa (midia) sempre falou demais. Desde que me lembro já havia jornais parciais, partidários, de políticos e de ideias. E que eu saiba, em quase todo o mundo é assim, quer seja ele livre ou não. Quem informa não resiste à tentação de impor suas crenças e pensamentos aos demais. Até a religião é assim. Tenta-se criar deuses a partir de escrituras, nenhuma delas comprovadamente verdadeira, nem quanto aos fatos que relatam, nem quanto ao tempo em que foram realmente escritas. Note-se como conseguem.

Através da calunia e da omissão, pessoas e instituições são galgadas ao mais alto grau ou atiradas à mais abissal das profundezas. Já escrevi aqui, em um de meus comentários, que o julgamento pela história é uma falácia. A história é escrita pelos vencedores. E eles escolhem por si próprios as cores com que pincelam suas telas.

Hoje é domingo. E domingos me lembram meu pai. Ele reservava as manhãs de domingo para ler seus jornais. E naquela época, duas formas básicas de aquisição da informação pautavam a ação de inclusão política e cultural do 'velho'. Primeiro que ele nunca adquiria o jornal de uma única agência de notícias. Eram no mínimo 2, com tendências políticas opostas. Além disso, adquiria 2 ou 3 noticiosos de agências internacionais, já que dominava vários idiomas. Eram preferencialmente a norte americana, a alemã e a do Reino Unido. Isto fazia para informar-se sobre política mundial mas também para conhecer a visão do país através da ótica internacional, a opinião dos jornalistas e as crônicas internacionais que tentavam decodificar nossa realidade.

Meu irmão, mais velho do que eu, porém ainda jovem e impetuoso, certa vez pos-se a discutir um assunto sobre política com o 'velho' na hora do almoço do domingo. Ele havia lido alguns artigos dos jornais que meu pai havia comprado e sentiu-se confortável para suscitar um debate. Família reunida, ele fez pose, falou, falou, falou. Desenvolveu um tema relacionado à consequências da promulgação do AI5, estávamos em 70. O AI5 ainda era assunto quente. Ocorre que meu pai captava a informação jornalística mas dificilmente emitia algum comentário. Reservava sempre suas conclusões para si. E como de costume, embora meu irmão tivesse 'assumido a tribuna', meu pai continuou prestando a atenção, mas muito mais entretido em devorar as iguarias que minha mãe havia preparado do que em apoiar ou contestar as opiniões do mano.

À certa altura meu irmão provocou-o a participar. Disse que havia se inteirado através dos mesmos jornais que meu pai havia lido e que queria trocar impressões e opiniões sobre tão delicado assunto. Meu pai, que ao invés de perder tempo com discursos havia se dedicado a consumir as delícias que estavam sobre a mesa, deu uma última golada em seu copo de vinho, utilizou o guardanapo, encarou solenemente meu irmão e lhe disse que não poderia ainda emitir uma opinião.

"Mas como ainda não pode?" arguiu o mano. "O Sr leu 5 jornais, 3 brasileiros e 2 estrangeiros. Acompanha revistas especializadas. Com tudo isso pai, o Sr não pode ou não quer dar a sua opinião?"

Meu pai levantou-se da mesa solenemente, olhou para meu irmão como um monge do Tibet olha para seus discípulos, e disse apenas que era preciso esperar até amanhã (segunda), ou então até terça feira. "Mas por que?", insistiu o mano.

"É que precisamos esperar alguns dias para podermos ler os desmentidos",  disse o velho calmamente, dirigindo-se para o quarto a fim de 'tirar' sua tradicional soneca pós almoço de domingo.

Agora digo eu: "e como era no princípio, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos..."

Tenha um bom domingo Nassif. Esqueça por um instante as lutas políticas. Ponha fogo nos jornais e vá passear com sua família.

Lá como cá, más fadas há.

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Vitor emanuel rodino lemes

Talvez vejamos algo interessante no stf

Gostaria de saber a opinião do Nassif sobre o que ocorre agora no stf. A mim parece que janot e teori que foram os últimos a ficar nas mãos de gilmar armaram uma bela arapuca para o mesmo. Não que estes apoiem Dilma. Longe disso mas detestam gilmar e dois fatos recentes me levam a crer que finalmente tenham encontrado um meio de colocar gilmar nas cordas. A recente decisão de toffoli sobre a liminar da presidência da ebc e a resposta juridicamente "mal criada" ao reapresentar a gilmar o pedido de procesdo de aécio. Percebo que gilmar cunha e midia(globo) são o tripé de temer e quem parecd mais próximo de estar em maus lençois é gilmar.

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j.marcelo

Época nazista e Brasil atual

Época nazista e Brasil atual tudo a ver ,com Goebells(Globo manipuladora) Moro ganhador do prêmio

da Globo"q faz a diferença"(pra quem?)igual a Hitler q ganhou o prêmio da revista Time de homem do  ano de 1938

Até a não citação de golpe pelos EUA se explica,o que se esperar desta nação que á época da guerra do Vietnã

apoiou o General Nguyen Cao Ky ,UM GOLPISTA, que se juntou a tropas francesas contra seu próprio povo para

depor um PRESIDENTE LEGÍTIMO,aliás quem denunciou isso foi Martin Luther King e por isso tb passou a ser

    perseguido(o documentário de Martin fala disso brilhantemente)ENTÃO TUDO SÃO "INTERESSES!!"

 

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joão denicol

o objetivo final

O economista deveria poder ver que o objetivo de travar a intenção de sermos um país maior só será alcançado com a derrocada da economia.

Todos os atos da promotoria, judiciario, imprensa e atual governo desmontam a economia, vão esgotar os recursos e mergulhar o Brasil em dívidas e dependências que levarão meio século para serem, talvez, reequilibradas.

Prestem atenção.Isto já é muito claro.

 

 

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Laure

Surpreende que os ministros

Surpreende que os ministros do STF tenham embarcado nessa histórica canoa furada. Sinal máximo da irresponsabilidade foi o voto da ministra Rosa Weber na AP 470: “Não tenho prova cabal contra Dirceu - mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. 

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Serjão

Também pode absolvê-lo

A literatura jurídica também pode absolvê-lo.

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ocator

Para não esquecer:  Conhece

Para não esquecer:  Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios que levaram o povo alemão a tentar exterminar à humanidade:

1.- Principio da simplificação e do inimigo único.

Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.

2.-Princípio do contágio

Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem.  Colocar um antes perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.

3.-Princípio da Transposição

Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4.-Princípio da Exageração e desfiguração

Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor. “O que nos acontecerá?”

5.-Princípio da Vulgarização

Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6.-Princípio da Orquestração

Fazer ressonar os boatos até se transformarem em noticias sendo estas replicadas pela “imprensa  oficial’.

7.-Principio da Renovação

Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8.-Princípio do Verossímil

Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas em contra do inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor, não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9.-Principio do Silêncio.

Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10.-Principio da Transferência

Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes

11.-Princípio de Unanimidade

Busca convergência em assuntos de interesse geral  apoderando-se do sentimento  produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.

Qualquer semelhança com as práticas do PIG é pura coincidência....

 

 

 

 

 

 

 

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Clever Mendes de Oliveira

É sempre bom checar a autoria de citações ou a fonte

 

Ocator (domingo, 05/06/2016 às 08:54),

Gosto muito do site Quote Investigator para verificar a correta autoria da citação. O endereço geral do site Quote Investigator é:

http://quoteinvestigator.com/

Na página inicial há a relação de vários autores cuja citação é conferida. Não há na primeira página, entretanto, qualquer investigação para alguma frase de Joseph Goebbels. No link que indicarei mais à frente cujo site parece ser GERMAN PROPOGANDA ARCHIVE há comentários sobre o que seriam seis falsas citações nazistas. O endereço no site para o que é denominado NAZI FALSE ARCHIVE é:

http://bytwerk.com/gpa/falsenaziquotations.htm

Pelo que se diz sobre Joseph Goebbels no site GERMAN PROPOGANDA ARCHIVE os 11 princípios não pareceriam muito próprios a ele. Talvez, se você pudesse indicar a fonte da autoria desses onze princípios, não restaria questionamento sobre o assunto.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 05/06/2016

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ocator

Para não esquecer:  Conhece

Para não esquecer:  Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios que levaram o povo alemão a tentar exterminar à humanidade:

1.- Principio da simplificação e do inimigo único.

Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.

2.-Princípio do contágio

Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem.  Colocar um antes perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.

3.-Princípio da Transposição

Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4.-Princípio da Exageração e desfiguração

Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor. “O que nos acontecerá?”

5.-Princípio da Vulgarização

Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6.-Princípio da Orquestração

Fazer ressonar os boatos até se transformarem em noticias sendo estas replicadas pela “imprensa  oficial’.

7.-Principio da Renovação

Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8.-Princípio do Verossímil

Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas em contra do inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor, não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9.-Principio do Silêncio.

Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10.-Principio da Transferência

Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes

11.-Princípio de Unanimidade

Busca convergência em assuntos de interesse geral  apoderando-se do sentimento  produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.

Qualquer semelhança com as práticas do PIG é pura coincidência....

 

 

 

 

 

 

 

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Serjão

Um, peão; o outro, negro

Por falar em símbolos.

Dois atordoantes e indigestos nocautes:

Um na Casa Grande e o outro nos WASP.

Um é o Lula, o outro é o Muhammad Ali.

https://www.youtube.com/watch?v=9Te78-iRaVw

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Um contraponto, dentro do tema

A minha primeira intenção é de elogiar, com justiça, mais um novo texto preparado pelo Nassif (teria sido mais simples e me ocuparia menos tempo). Tentarei comentar seguindo a mesma ordem colocada por Nassif, antes de chegar, no final, às minhas próprias conclusões, fazendo contraponto e ampliando o leque do excelente approach que traz este post.

Introdução

A informação, como base da sociedade, acaba diferenciando o senso de justiça nos tempos remotos e nos tempos de hoje (onde há mais “informação”). Seguindo esse raciocínio, a operação da justiça, nestes tempos da informática, teria que ser mais rápida e eficiente, mas não é! Eu já acho que a base da legislação teria que ser a organização jurídica dos usos e costumes do povo que configura a nação. A mera “informação” é parcial, por essência, gerada, empacotada e dirigida pelo poder econômico. O fato concreto é que temos uma justiça seletiva e classista, com regras claras para pobre e vasta jurisprudência para quem, ao longo do tempo, tenha conseguido pagar advogados e transitar con recursos. A segurança jurídica não pode valer apenas para garantir um “contrato” assinado, mas para garantir a justiça às pessoas, e isso não existe há muito tempo.

Ponto de partida - a era dos factoides soltos

Não acho que tenha havido pacto algum da mídia. O “mercado” da informação era outro, 30 anos atrás, antes da era da internet, e havia alguma disputa por qualidade e veracidade nas noticias locais (já as internacionais vinham empacotadas a partir de centrais dominadas há algum tempo pelo poder econômico e financeiro global). O leitor era exigente e havia opiniões diferentes. Como esse mercado precisa sobreviver comercialmente, a mídia foi procurando a forma de manter alguma fidelidade entre os consumidores locais e, principalmente, a fidelidade de poucos e ricos anunciantes. Deste modo, o cartel foi criando-se naturalmente, reduzindo os leitores e concentrando-se os anunciantes, sendo ambos os grupos citados representantes das oligarquias e do poder econômico. Assim, não daria outra, para sobreviver qualquer grupo de mídia teve que aderir à ideologia destes grupos dominantes. Isso acontece em todos os lugares do mundo, não apenas no Brasil. Não há mais “contraditório” nem liberdade, mas apenas o uso da informação como instrumento do poder. Nasce o PIG.

Segundo passo - o julgamento do mensalão.

O aparelho de justiça não está livre de contaminação política, até pelo perfil pessoal dos chamados “meritocráticos”, em todos os poderes paralelos da República, estruturados ideologicamente bem longe do “brejo da cruz” (ou afastados do brejo, mesmo nascendo nele). Principalmente no STF, não acho que exista perfil de gente que siga a pauta enviesada da imprensa, pelo contrário, e acho isso mais grave, pois mesmo a imprensa não direcione necessariamente o veredito esperado pelo Juiz este acaba achando a “literatura jurídica” que lhe permite condenar de acordo a sua convicção pessoal, moldada num mundo paralelo e distante da realidade de milhões de brasileiros que são julgados desta forma. O perfil do Supremo é variado, mas traz gente com formação jurídica e pouco ou nada de formação pessoal, de vida, de convivência com a sociedade brasileira que julga. Há outros com perfil acadêmico excessivo, com a sua vida inteira dentro da zona de conforto, e que exprime teses de doutorado cada vez que deve ser simples para opinar. A politização da justiça, notadamente tendo um marco com o “mensalão”, veio pela inexperiência do STF, ao misturar ações políticas, usos e costumes do Caixa “2” pela parte da política nacional e, principalmente, ao misturar delitos comuns com ações políticas. Faltou a visão geral do assunto, separando o ilícito e o crime de cada um.  Robin Hood não passa para a história como um ladrão, dentro do contexto geral da história. O STF não conseguiu montar o contexto geral, separando: grandes empreiteiras “obrigadas” a agirem assim, políticos agindo em nome do partido, políticos agindo pelo enriquecimento pessoal, operadores e doleiros com frutos da corrupção pessoal depositada no exterior, e etc. Hoje, ser amigo do Lula é um crime. A justiça não consegue separar conceitualmente os crimes de Eduardo Cunha com a inocência de João Paulo Cunha quem pega 50 mil da tesouraria do partido para pagar contas de campanha, ainda mandando a sua mulher a trocar o cheque no banco.

Terceiro passo - A campanha negativa a partir de 2012

A mídia seguiu o seu caminho de supervivência econômica, agindo como porta voz dos interesses do poder econômico global. Apenas isso. Não acho que o judiciário seja pautado pela imprensa. A parcialidade dos julgamentos devem-se á convicção meritocrática dos supremos juízes, que começaram a ver com nojo um operário de presidente, um palhaço de deputado, ou um jogador de futebol no senado. Ocorre hoje um sentimento de repulsa em todos os organismos paralelos de poder, em relação á classe política. Isso é o que move as ações de hoje. Antigamente o político bebia uísque nos mesmos salões da “meritocracia”. Hoje a classe política desandou, perdeu a etiqueta, e qualquer pobre eleito fica pressionando empreiteiras por fundos de campanha, algo então tolerado apenas para gente finíssima.

Quarto passo - o fator Gilmar Mendes.

Diferentemente de muitos outros do STF, o Gilmar é mais calejado na vida real, onde existe a malandragem. O Gilmar assume o seu papel, já outros se escondem com palavras bonitas. Abomino a atitude desse Ministro, mas, pelo menos, sabemos com quem estamos lidando.

Quinto passo - a Lava Jato

Não concordo com Nassif. Não acho que o Juiz Moro e os Procuradores sejam pautados pela mídia. Pelo contrário, acho que estes usam a mídia, vazando informações e gravações, justamente para que a mídia divulgue e seja criada consciência no eleitor e povo em geral. Este sim é o alvo da equipe da Lava Jato: ganhar a compreensão e simpatia da população, e usam a mídia para isso.

Sexto passo – a campanha do impeachment

O impeachment não é mais que um percurso, por onde atravessa a Lava Jato. O STF e os meritocráticos apenas observam maior fervura no caldo político, o que favorece a captura de barangos e intrusos nos salões elegantes que sempre mandaram no Brasil. A primeira tentativa deste golpe (que ainda vigora) é a tentativa tucana de desconhecer as eleições e de tentar abortar o Governo, visando 2018 e impedir a volta de Lula. O PSDB saiu-se muito bem durante o processo do Collor, pegando o bastão de comando da parte do Itamar (popular) e colocando o pacote do plano real embaixo do braço do FHC, o Delfim programado para as próximas eleições. Ocorre que, no seu afobamento, sofreram um golpe dentro do golpe, com o PMDB se adiantando e pegando o governo para sim, para proteger corruptos. Como fica tudo agora? O PSDB pega o bastão de um governo antipopular? O risco da volta do PT continua e, mais ainda, a própria Dilma poderá voltar maior do que saiu. Houve então um golpe dentro de outro, e os tucanos ficaram como gatunos que entram a roubar numa loja e encontram PMDB que entraram primeiro; fazer o que, vão gritar pega ladrão? Ou racham o botim? Essa é a “ficha” que alguns dizem que ainda não caiu no ninho tucano.

  A reação instintiva das ruas

Quem acompanha a vida dos jovens, com esse facebook e whatsapp e não sei que mais, verá que o jovem se está abrindo ao mundo político e à responsabilidade social com base nas suas próprias informações, longe do PIG. É sim um fenômeno interessantíssimo.

Nesse item devo concordar com o Nassif, pois dessa avalanche surge finalmente o melhor do Brasil: a moçada que descobriu a nova política, não mais atrelada a partidos, mas a bandeiras. O Brasil moderno está em plena efervescência. Não sei se a ponto de derrubar o castelo de manipulações erigido nos últimos anos, mas certamente para confrontar o atraso em um ponto qualquer do futuro. Os novos “meritocráticos” irão chegar ao poder paralelo com nova visão de mundo e de informação. Em breve veremos outro perfil de procuradores, Juizes, de ministros do STF e, principalmente, de políticos em Brasília e em todo o país.

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Clever Mendes de Oliveira

É preciso fazer mais o contraponto e mostrar omissões

 

Alexis (domingo, 05/06/2016 às 08:00)

Você promete um contraponto ao ótimo texto de Luis Nassif, mas passa batido no que Luis Nassif omite e finda o seu comentário repetindo o término do post de Luis Nassif naquilo que o texto de Luis Nassif realmente mereceria um contraponto, pois a falta de vínculo com partidos políticos é uma característica do fascismo com o qual a esquerda não se deve pactuar.

É bem verdade que a bandeira contra o machismo é uma bandeira planetária e que deveria ser apartidária. Além disso, há na esquerda e mesmo no PT ainda resquícios do machismo que devem ser combatidos de forma suprapartidária e assim a manifestação pelos direitos da mulher não precisaria ter um viés partidário, mas não se deve a partir daí excluir os partidos dessa luta.

Aqui, no entanto, eu vou apenas, primeiro, remeter para o meu comentário enviado sábado, 04/06/2016 às 15:58 para Juliano Santos junto ao comentário dele enviado sábado, 04/06/2016 às 11:25, para o post “TRE confirma que Temer está inelegível por oito anos” de sábado, 04/06/2016 às 09:07, que pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/noticia/tre-confirma-que-temer-esta-inelegivel-por-oito-anos

Fiz essa remissão porque lá comento um pouco como a esquerda está diversionista não centrando naquilo que é mais importante. Algo que já fizera em outro comentário a outro post com mais detalhe, mas que agora não me foi possível o encontrar.

E segundo, lembrar que quando e se tiver tempo, eu volto para trazer um contraponto ao artigo de Luis Nassif e ao fato de ter considerado que você não fez referências às omissões que o Luis Nassif me parece ter cometido.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 05/06/2016

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Severino Pontes da Silva

Qual a hora da entrevista?

Qual a hora da entrevista?

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Essa semana fui a São Paulo e

Essa semana fui a São Paulo e até consegui entender o sentido de patriotismo dos coxinhas.

O motorista do taxi estava ouvindo a Jovem Pan e no ar estava o Marco Antônio Villa. Achava que na rádio ele fazia um papel parecido com o que ele faz no Jornal da Cultura, anti petista mas com argumentações minimamente civilizadas, mas no rádio o papel que ele faz é de um alucinado, gritando, batendo na mesa, chamando o Lula de bandido pelo menos duas vezes a cada minuto. Me lembrou muito o Gil Gomes (sem ironia) clamando à população o justiçamento contra  ladrões e criminosos. 

Ele berrava dizendo qu o Brasil havia deixado de virar uma Venezuela, que os empresários que de alguma maneira tiverm lucro e apoiaram o governo na era Lula deveriam ser punidos, exigindo do governo Temer a aceleração do processo de impeachment. Tudo isso aos berros! Uma coisa pavorosa.

Tudo isso sob o lastro de professor doutor da Universidade Federal de São Carlos. Esse título o chancela a ser o "especialista" com bagagem intelectual que a mídia precisa pra reafirmar sua opinião sob a população.

Agora imagine esse taxista ouvindo todo dia esse Gil Gomes com pós doutorado, a classe média que se julga bem informada pelo doutor. sendo instigada dia a dia a combater um governo que iria deixar a sua casa sem papel higiênico... Resulta nas manifestações pelo país. Se um pofessor universitário se presta a isso, imagine o que acontece nas rádios e televisões locais pelo Brasil.

Muita gente foi levada por esse tipo de imprensa a apoiar o golpe travestido de impeachment com a maior boa vontade do mundo.

Mas agora é tarde.

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Sabe o que é isso? É a

Sabe o que é isso? É a arrogância do paulista (especialmente do paulistano) encontrando eco.

Normalmente, paulista se acha pertencente a uma casta superior à do resto dos brasileiros. E, diante disso, o preconceito latente contra tudo o que não representa os "valores" que o sustentam é descartado.

Ser anti-petista é um destes valores. E é por isso que a imprensa paulista (deixando aqui de fora de todo o eixo sul-sudeste, que também se enquadra), consegue cooptar e manipular a mente dos midiotas paulistas.

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"O jornal de ontem mentiu. O de hoje está mentindo. O de amanhã não será mais verossímil."

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jose antonio santosjj

tem toda a razão.

A radio fascista é insuportavel.

Ela não é conservadora, ela é manipuladora da pior especie.

O que me surpreende é haver pessoas que a escuta.

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saulogeo

Decrépita Pan.

A Pan virou uma rede monopolista de rádio em todo o Brasil.

Sabe que em um governo democrático, isto não vai poder continuar.

Um dos motivos para ser tão virulenta e radical.

Só vomitando....

 

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Nassif, pergunte a Dilma se

Nassif, pergunte a Dilma se ela perder no senado se pretende recorrer ao STF.

E se perder no STF, se pretende recorrer a algum orgão internacional, pelo menos para denunciar o golpe e para que fique registrado na história.

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Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

As tropas Nazistas chegaram quase até Moscou, chegaram quase...

As tropas Nazistas chegaram quase até Moscou, chegaram quase a dominar Stalingrado, chegaram quase a dobrar o povo de Leningrado, porém no momento em que o povo russo resolveu dar um fim nesta invasão as até então invencíveis tropas germânicas começaram a retroceder, a retroceder, e terminaram em Berlim!

Meu tio morreu na Itália defendendo a democracia, mas sua morte não foi em vão.

 

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