5 de junho de 2026

Os crimes envolvendo Chico Rodrigues, o aliado de Bolsonaro com dinheiro na cueca

Senador afastado é investigado por operar como "gestor paralelo" da Secretaria de Saúde de Roraima e usar duas assessoras de seu gabinete na empresa privada do filho e suplente

Jornal GGN – O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, levantou o sigilo do inquérito que investiga a participação do senador afastado Chico Rodrigues em esquemas de corrupção que desviaram recursos do enfrentamento à Covid-19. Chico é o aliado e ex-vice-líder do governo Jair Bolsonaro que só perdeu o cargo depois de ter sido flagrado pela Polícia Federal com R$ 33 mil nas vestes íntimas, parte disso dentro da cueca, entre as nádegas.

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De acordo com as informações já levantadas pela PF, há pelo menos três números de investigação contra Chico. Um diz respeito a uma empresa contratada por Roraima para fornecer álcool em gel para higienização e esterilização das mãos durante a pandemia. Mensagens mostram que o senador afastado tinha interesse pessoal nos pagamentos à empresa, que inclusive forneceu álcool inapropriado ao Estado: álcool 65%, indicado para limpar móveis, não as mãos.

A empresa para a qual Chico cobrava pessoalmente de funcionários do Estado o adiantamento do pagamento é Haiplan Construções Comércio e Serviços Ltda, que tem como sócios Júlio Rodrigues Ferreira, marido de Gilce de Olliveira Pinto, que seria o contato do senador.

Para a PF, Chico Rodrigues agia como um “gestor paralelo” da Secretaria de Saúde de Roraima.

Ele também ficava em cima de outro contrato do Estado, com a empresa Quantum Empreendimentos em Saúde, que tem como sócio Jean Frank Padilha Lobato, apontado como “operador do senador”. Ele é casado com uma funcionária do gabinete de Chico Rodrigues.

DESVIO DE FUNÇÃO

A terceira linha de investigação da PF é o uso de assessoras do gabinete de Chico Rodrigues pela empresa privada de seu filho e suplente, Pedro Rodrigues.

Para a PF, “a estrutura parlamentar do senador, o que inclui a atividade de suas assessoras Adriana e Cláudia, está sendo utilizada para a administração da empresa privada de seu filho Pedro, a San Sebastian, o que evidencia, no mínimo, o desvio de função de suas assessoras parlamentares”. A informação é do G1 desta quinta (22).

Após o escândalo da busca e apreensão com dinheiro na cueca, Chico Rodrigues pediu licença de 120 dias do Senado.

 

 

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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