4 de junho de 2026

Papa Francisco denuncia Israel chamando ataque a igreja de “terrorismo”

O chefe da Igreja Católica expressou a sua dor pelo ataque dos soldados israelenses à única paróquia católica em Gaza deixando sete mortes
Foto: Vatican News

O Papa Francisco denunciou neste domingo (17) o ataque israelense a uma Igreja Católica em Gaza e acusou Israel de usar táticas terroristas durante a sua agressão ao território palestino.

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“Alguns dizem que é guerra. Sim, é uma guerra, mas também terrorismo”, declarou. 

Segundo o Sumo Pontífice, civis desarmados estão sujeitos a bombardeios e tiroteios, e isso acontece até dentro de igrejas onde não há terroristas, mas sim famílias, crianças, doentes ou deficientes, freiras.

O chefe da Igreja Católica expressou a sua dor pelo ataque dos soldados israelenses à única paróquia católica em Gaza. “Continuo recebendo notícias muito sérias e dolorosas de Gaza”, declarou.

No sábado (16), um atirador militar israelense invadiu o templo da Sagrada Família, na Faixa de Gaza, e disparou contra os refugiados abrigados no seu interior. No ataque, duas mulheres católicas foram mortas e outras sete ficaram feridas.

Ataques recorrentes

Desde o início da agressão contra a Faixa de Gaza, em 7 de Outubro, Israel tem atacado extensivamente igrejas, hospitais, centros médicos e escolas que, de acordo com as leis da guerra, deveriam estar imunes a qualquer bombardeio e ataque.

A ampla ofensiva contra a Palestina deixou até agora quase 19 mil civis mortos, a maioria crianças e mulheres, enquanto mais de 54 mil pessoas ficaram feridas, em números atualizados.

Já na Cisjordânia, o Ministério da Saúde palestino informou que o número de mortos pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), desde o início de 2023, atingiu 505, incluindo 111 crianças. Desde 7 de outubro passado, morreram 297 pessoas, entre elas 70 crianças.

Com informações da TeleSur

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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