
Jornal GGN – O cenário de convergência da taxa de inflação para a meta de 4,5% no fim de 2016 tem se fortalecido, segundo aponta a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Na ocasião, o colegiado aumentou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Com o reajuste, a Selic retornou ao nível de outubro de 2006.
Segundo informações da Agência Brasil, a autoridade monetária tem prometido que, no ano que vem, a inflação ficará dentro da meta, mas para este ano a expectativa é que a meta seja ultrapassada. A projeção do BC para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano é 9%. A meta de inflação é 4,5%, com limite superior de 6,5%. O comitê explicou que este ano a inflação está elevada devido ao realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais e dos administrados em relação aos livres.
“Esses ajustes de preços fazem com que a inflação se eleve no curto prazo e tenda a permanecer elevada em 2015, necessitando determinação e perseverança para impedir sua transmissão para prazos mais longos”, reforçou o BC. Para o colegiado, a estratégia de aumento dos juros fará com que a inflação siga para a meta no próximo ano. “Os avanços alcançados no combate à inflação – a exemplo de sinais benignos vindos de indicadores de expectativas de médio e longo prazo – mostram que a estratégia de política monetária está na direção correta”, avaliou o Banco Central, na ata do Copom.
Para o comitê, os riscos remanescentes para que as projeções de inflação do Copom atinjam com segurança o objetivo de 4,5% no final de 2016 são condizentes ao efeito defasado e cumulativo das últimas elevações da taxa básica de juros, a Selic. Mas o comitê ressalta que precisa se manter “vigilante em caso de desvios significativos das projeções de inflação em relação à meta”.
Segundo o comitê, o ritmo de expansão da atividade doméstica, neste ano, é inferior ao potencial. “Em particular, o investimento tem-se retraído, influenciado, principalmente, pela ocorrência de eventos não econômicos [como casos de corrupção investigados pela Polícia Federal], e o consumo privado mostra sinais de maior moderação em linha com recentes dados de crédito, emprego e renda”, acrescentou o Copom. Entretanto, para o comitê, “depois de um período necessário de ajustes, o ritmo de atividade tende a se intensificar, na medida em que a confiança de firmas e famílias se fortaleça”.
(Com Agência Brasil)
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