PF investiga “núcleo de confiança” de Dilma, diz jornal

Procurada, Dilma ressaltou que Palocci é um "mentiroso costumaz" e que suas delações são fantasiosas e sem nenhuma prova

Foto: Divulgação

Jornal GGN – Folha de S. Paulo destacou na manhã desta quarta (11) que ao investigar Guido Mantega e Graça Foster com base na delação de Antonio Palocci, a Polícia Federal tem na mira o “núcleo de confiança” de Dilma Rousseff. O inquérito apura suposto caixa 2 para campanhas da ex-presidente da República.

O jornal frisou que as “investigações anteriores da Lava Jato foram focadas principalmente no entorno de Lula”, e agora o alvo é o governo Dilma.

Palocci, o único ex-petista graúdo a fazer delação premiada, acusou Graça Foster e Guido Mantega de terem usado os negócios da Petrobras para “arrecadar fundos para a campanha” de Dilma.

No final de agosto, a PF fez buscas na casa de Foster. Mantega foi poupado pela Justiça porque “já havia sido alvo de medida semelhante [nos passado] com resultados infrutíferos.”

Palocci afirma que o governo Dilma teria transformado o banqueiro André Esteves em um dos principais beneficiários de investimentos do pré-sal em troca de R$ 5 milhões para a campanha de 2014.

Palocci afirmou ter sido informado por Lula que “entre Graça Foster e Guido Mantega havia um fluxo de informações permanentes, de modo que a então presidente da Petrobras passava listas de empresas que a estatal auxiliava ou que acabara de efetuar grandes pagamentos”, frisou a Folha.

Pelo relato do delator, Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, seria o responsável por se encontrar com Esteves e recolher os R$ 5 milhões para pagar fornecedores de campanha. Kontic nega e Palocci “não apresentou documentos que comprovem seu relato aos policiais.”

Leia também:  Lewandowski: Delação cheia de "conjectura, ilação e presunção" não autoriza recebimento de denúncia

Para implicar Dilma, Palocci ainda narrou que uma viagem de férias da petista para a Bahia, ao custo de R$ 250 mil, foi paga por ele com dinheiro de seus esquemas de corrupção.

Foster, ex-presidente da Petrobras, é acusada pela PF de ter “acobertado atividades ilícitas na Petrobras, sobretudo envolvendo contratos internacionais da estatal.”

Procurada, Dilma ressaltou que Palocci é um “mentiroso costumaz” e que suas delações são fantasiosas e sem nenhuma prova.

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6 comentários

  1. Só uma coisa a acrescentar: não existe a palavra “costumaz”, no sentido de costumeiro. O termo é “contumaz”.

  2. Confesso que não entendi a postagem.Se foi por uma questão de informação ou se onde há fumaça há fogo.

  3. Desde que vi deflagrada a operação que disse com meus botões e não somente que o alvo era Dilma Rousseff. Qualquer pelo em ovo vale quando se trata de “petralhas”.

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  4. Já passou dos limites essa operação política.

    Todos já deveriam estar na cadeia. Não há mais o que se falar em provas, em índicios.
    Ora, mesmo depois de tudo que já foi revelado ainda está operando, e mantém gente presa.

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