PNAD Covid: Desemprego bate recorde e atinge 14% em setembro

Jornal GGN – A taxa de desemprego no Brasil chegou a 14% em setembro, o maior patamar da série histórica da Pnad Covid elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para medir o impacto da covid-19 sobre o mercado de trabalho do país.

A população desocupada manteve o ritmo de crescimento dos últimos meses e também bateu o recorde da série, chegando a 13,5 milhões em setembro – alta de 4,3% no mês e de 33,1% desde o começo da pesquisa. “Há um aumento da população desocupada ao longo de todos esses meses. Esse crescimento se dá em função tanto das pessoas que perderam suas ocupações, quanto das pessoas que começam a sair do distanciamento social e voltam a pressionar o mercado de trabalho”, afirma Maria Lucia Vieira, coordenadora da pesquisa.

Segundo o IBGE, cerca de 82,9 milhões de pessoas estavam ocupadas em setembro, alta de 1% frente ao mês anterior, mas 1,7% abaixo do visto em maio. Dos 82,9 milhões de pessoas ocupadas, 93,5% não estavam afastados do trabalho que tinham. Destes, 10,4% estavam trabalhando de forma remota. Segundo a coordenadora da pesquisa, os dados seguem abaixo do visto em maio (84,4 milhões), mas mostram uma leve recuperação.

Com isso, a força de trabalho, soma da população ocupada e desocupada, passou de 94,5 milhões, em maio, para 96,4 milhões em setembro. O número de pessoas fora da força de trabalho caiu 1,5% em relação a agosto, chegando a 74,1 milhões. Já a taxa de desemprego passou de 13,6%, em agosto, para 14%, a maior da série histórica da pesquisa.

O número de pessoas fora da força de trabalho passou de 75,2 milhões em agosto para 74,1 milhões em setembro, caindo 1,5% em relação ao mês anterior.

O Acre apresentou a maior proporção de pessoas ocupadas afastadas do trabalho que tinham devido ao distanciamento social, com um total de 9,8%. Todas as unidades da federação registraram quedas no percentual de pessoas ocupadas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social em setembro, frente a agosto.

Entre os 5,4 milhões de trabalhadores afastados do trabalho que tinham na semana de referência, 1,1 milhão (ou 19,8%) estavam sem a remuneração do trabalho.

 

 

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