O caso da exploração mineral da Serra do Curral, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, ganhou novos contornos diante da suspeita de fraude na concessão efetuada pelo governo de Romeu Zema (Novo).
Nesta quarta-feira, a Polícia Federal indiciou as empresas Gute Sicht e Fleurs Global, responsáveis pelo projeto de mineração, por descumprimento das regras ambientais necessárias para a aprovação das concessões.
As investigações só foram iniciadas após o flagra de caminhoneiros com cargas aparentemente ilegais de minérios e de terra, registrado pela Polícia Militar de Meio Ambiente.
Além das empresas precisarem seguir critérios mais rigorosos do que os exigidos pelo governo, as autorizações concedidas foram consideradas entregues por meios precários.
“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn “
Segundo laudo relacionado ao caso, as empresas precisariam aderir à “modalidades de licenciamento de maior relevância, com apresentação de todas as fases (LP, LI e LO), o que não ocorreu”.
Tais siglas estão relacionadas a diferentes fases do processo de licenciamento – entre as exigências, estão as compensações exigidas das empresas, como a recuperação da vegetação nativa.
Mesmo com irregularidades, as duas empresas trabalham na Serra do Curral por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) concedido pelo governo do estado.
A Serra do Curral é considerada um dos cartões-postais de Minas Gerais, e possui altos indicadores de fauna e flora, parte deles sob preservação – mas uma parte da área pode ser explorada por mineradoras.
Com informações do G1 Minas e da Folha de São Paulo.
Deixe um comentário