Prefeitos de BH só investiram 20% do orçamento contra enchentes

Dos R$ 3,7 bilhões destinados a investimentos entre 2013 e 2019, apenas R$ 740 milhões foram efetivamente empregados na área por Márcio Lacerda e Alexandre Kalil

Funcionários da prefeitura de Belo Horizonte durante limpeza nas ruas da cidade por causas das fortes chuvas na capital mineira. Foto: Secom (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – O poder público tem investido pouco em medidas que podem ajudar a amenizar os problemas com enchentes, e o que houve em Belo Horizonte é um exemplo disso. Em sete anos, os governos do atual prefeito, Alexandre Kalil (PSD), e de seu antecessor, Márcio Lacerda (sem partido), direcionaram apenas 20% do previsto em obras e ações contra alagamentos.

As despesas projetadas pela capital mineira para iniciativas de prevenção contra temporais chegaram a R$ 3,7 bilhões no período de 2013 a 2019, mas apenas R$ 750 milhões foram realmente empenhados – isto é, precisam ser executados em obras e outras iniciativas. Os dados foram compilados a pedido do jornal O Globo pela equipe do vereador Gabriel Azevedo (sem partido).

Os únicos anos em que o valor investido pela prefeitura ultrapassou o patamar de 20% foram 2017 (22%) e 2019 (50% até agosto), ambos na gestão Kalil. Em 2016, último ano da gestão Lacerda, o investimento foi de 10% do orçamento previsto.

Embora a prefeitura de Belo Horizonte afirme que tem atuado de maneira permanente para diminuir os riscos e prevenir os alagamentos, o professor de Engenharia Hidráulica e Recurso Hídricos da UFMG, Nilo Nascimento, diz que as enchentes são decorrentes “da falta de planejamento do poder público e do adensamento populacional em áreas suscetíveis a inundações”. A canalização dos córregos é outro problema, uma vez que a medida afeta o curso das águas e prejudica a absorção da água da chuva no solo.

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2 comentários

  1. Em que pese a negligência dos prefeitos,os grandes culpados somos nós,eleitores.
    Culpados por não cobrar que serviços básicos sejam executados.Culpados por enaltecer somente os serviços que aparecem e esquecer por completo os serviços de saneamento,drenagem incluída.
    Culpados por vermos a especulação imobiliária impor leis de uso e ocupação do solo que provocam a concentração de pessoas,a impermeabilização do solo e o consequente aumento da temperatura local.
    Culpados por não darmos a devida atenção as questões ambientais,nas cidades,sobretudo,por canalizarmos córregos e destruirmos as matas ciliares.
    Culpados por deixarmos que imbecis governem nossas cidades,estados e país sem se preocupar minimamente com a questão urbanística,sobretudo as moradia para as pessoas de baixa ou nenhuma renda.
    Enfim,somos culpados!

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