Pressão dos caminhoneiros vai afetar tributação sobre diesel

Paulo Guedes sinaliza compensação do que seria aumento de arrecadação com corte de tributos para atender demanda após ameaça de greve

Paulo Guedes, ministro da Economia. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A ameaça de paralisação dos caminhoneiros levou o governo federal a anunciar medidas para reduzir os impostos dos combustíveis: o ministro da Economia, Paulo Guedes, mostrou que está disposto a buscar opções para cortar a cobrança do PIS e Cofins sobre o diesel – ambos representam R$ 0,35 no preço do litro.

“Temos algumas medidas, mas no curtíssimo prazo, em uma ou duas semanas, estamos revendo os parâmetros. Se o crescimento da economia for maior, de 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto), vamos fazer a redução de alguns centavos na bomba para os caminhoneiros. Esse é um dos enfoques que estamos examinando, claro que tem a questão jurídica”, explicou Guedes, em coletiva com vários ministros e o presidente da República, Jair Bolsonaro, onde também apontou a “urgência” do assunto.

Segundo o jornal Correio Braziliense, a ideia de Guedes é atacar a questão através da compensação. “A arrecadação deve subir bastante, poderíamos até ir para um superavit primário — não este ano, mas com a recuperação econômica — mas preferimos usar esse aumento para aliviar impostos federais. Não dá para esperar a reforma tributária, devido à urgência da questão para os caminhoneiros”, disse, em meio a elogios ao trabalho dos caminhoneiros – a adesão à última paralisação ficou abaixo do esperado.

 

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