Propina, rachadinha, violência doméstica: a ficha de Arthur Lira, o candidato de Bolsonaro à Câmara

Jornal revela que o deputado Arthur Lira espancou e ameaçou matar a ex-mulher após a separação, ao descobrir que ela estava em outro relacionamento

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Suposto recebimento de propina, desvio de salário de funcionários de gabinete (rachadinha), porte de arma, ocultação de patrimônio, violência doméstica e ameaça de assassinato. Folha de S. Paulo revelou nesta sexta (8) uma série de acusações que rodeiam o candidato de Jair Bolsonaro à presidência da Câmara, o deputado federal Arthur Lira, do PP.

A matéria resgata de início as ameaças de morte e agressões físicas que Lira teria desferido contra a ex-esposa, Jullyene.

Em um dos episódios, que ocorreu em 2006, Lira, “após ficar sabendo que ela estava se relacionando com outro homem, depois da separação, [Lira] foi até sua residência e a agrediu com tapas, chutes, pancadas”.

A mulher foi “arrastada pelos cabelos, tendo sido muito chutada no chão”, e quando perguntou o porquê daquilo, o deputado a chamou de “rapariga e puta”. Durante o ato, Lira “colocava a mão em sua boca para abafar seus gritos e dizia que mataria a declarante para ficar com os seus filhos”, relatou o diário.

A ex-esposa chegou a denunciar o deputado mas, anos depois, em 2015, ele foi inocentado porque ela voltou atrás na acusação e disse que denunciou “por vingança”.

Outros episódios de violência doméstica e processos relacionados a este tipo de crime são narrados pela Folha de S. Paulo, mas Lira ainda não foi condenado em nenhuma das ações. Até hoje ele diz que as acusações da ex-mulher são “infundadas”.

Ela também acusou o parlamentar de “ocultação de bens”: “segundo ela, o deputado tem um patrimônio de R$ 11 milhões.” O Ministério Público de Alagoas investiga o caso.

CORRUPÇÃO PASSIVA

Lira também coleciona acusações sobre corrupção. Mais precisamente, participação em esquemas que supostamente lhe renderam pagamento de propina ou desvio de recursos de gabinete – a famosa “rachadinha”, que também assombra o filho do presidente da República, Flávio Bolsonaro.

Segundo Folha, Lira ainda responde pelo “quadrilhão do PP”, por desvios na Petrobras. A Procuradoria-Geral da República também denunciou Lira em outras ocorrências. Em uma delas, por propina que estava em posse de um assessor, flagrado com R$ 106 mil em suborno em Congonhas.

No caso das rachadinhas, Lira também foi absolvido em dezembro de 2020, porque o juiz “aceitou a tese da defesa de que a Justiça Federal não deveria atuar no caso porque os fatos são relacionados a supostos desvios de recursos estaduais.”

No Superior Tribunal de Justiça, ele tenta desbloquear R$ 10,4 milhões que a Lava Jato conseguiu reter do deputado e de seu pai, Benedito de Lira, ex-senador pelo PP.

Lira deve disputar a eleição da Câmara com apoio de Jair Bolsonaro. Seu principal adversário até o momento é Baleia Rossi (MDB), com apoio da oposição ao governo.

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