5 de junho de 2026

Genial/Quaest: Para 77% dos eleitores, apoios conquistados por Lula e Bolsonaro não influenciam no voto

Entre os eleitores de Bolsonaro, o índice é ainda maior: 85% não são influenciados por apoios

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta (13) mostra que a maioria dos eleitores não é influenciada pelos apoios conquistados pelos candidatos à Presidência da República Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno em 30 de outubro.

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Segundo o estudo, 77% dizem que o apoio recebido pelos candidatos não interfere no voto. Para outros 14%, o apoio conquistado por Lula faz com que o eleitor sinta mais vontade de votar no petista. E outros 6% disseram que os apoios declarados a Bolsonaro influencia seu voto.

Após o final do primeiro turno, Bolsonaro conseguiu arregimentar apoio de vários governadores, sobretudo no Sul e Sudeste, onde ficam os maiores colégios eleitorais. Lula, por sua vez, arrematou o apoio da terceira via, com Simone Tebet (MDB) e o PDT de Ciro Gomes somando-se à frente ampla contra Bolsonaro.

Em entrevista à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no dia 10 de outubro, o CEO da Quaest, Felipe Nunes, disse que o principal nome do segundo turno poderia ser Romeu Zema (Novo), reeleito no primeiro turno para governar o segundo maior colégio eleitoral e o principal “swing state” do País neste eleição.

No primeiro turno, Lula venceu Bolsonaro em Minas com diferença de 563 mil votos. Na visão de Nunes, se Bolsonaro virar a eleição em Minas, deve ser reeleito presidente. Se perder, Lula será o presidente eleito.

Nunes ponderou, no entanto, que seria preciso considerar o peso que o apoio de Zema terá no final. O cientista político acrescentou que os eleitores brasileiros estão cada vez mais independentes de lideranças políticas. E foi exatamente isso o que a Genial/Quaest desta semana trouxe de resultado:

Entre os eleitores de Bolsonaro, o índice de indiferença em relação aos apoios anunciados na semana passada é ainda maior que a média, de 84%. Já entre Lula, 26% dizem que ficaram com mais vontade de votar no petista após as novas alianças.

Os dados da Quaest

A pesquisa Genial/Quaest desta quinta-feira (13) mostrou que Lula tem 53% (-1) dos votos totais no segundo turno, enquanto Bolsonaro tem 47% (+1). O estudo agora tem um filtro novo, o likely voter, que visa captar e excluir o eleitor inclinado a não votar no dia da eleição.

No Nordeste, Lula sobe 6 pontos percentuais e tem entre 66% e 70% dos votos. Bolsonaro tem entre 22% e 26%. No Sudeste, o presidente abre 5 pontos sobre Lula e tem entre 44% e 48%; ex-presidente tem entre 39% e 43%.

Entre os eleitores que votaram em Ciro no primeiro turno, 54% pretendem votar em Lula, e 21% em Bolsonaro. Entre os eleitores que votaram em Tebet, 28% votam em Bolsonaro e 25% em Lula, enquanto 31% pretendem votar em branco, anular ou não votar.

Rejeição de Bolsonaro mantém-se em 50%; a de Lula oscilou dentro da margem de erro e está em 42%.

94% dos eleitores de Bolsonaro e 93% dos que votam em Lula consideram seu voto definitivo.

Leia a pesquisa abaixo:

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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1 Comentário
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  1. Ricardo Viana

    14 de outubro de 2022 1:13 am

    Cara articulista, Caro Nassif, trabalhei por mais de 30 anos com processamento e análise de pesquisas de mercado e políticas em alguns Institutos no Estado do Pará, principalmente, Acertar , Veritate e Insight. Em todo esse período nunca observei algo parecido com o ocorrido no 1o. turno da eleição presidencial. Falo da votação de Bolsonaro. O referido encontrava-se com intenção de voto ,praticamente, imóvel flutuando dentro da margem de erro. De repente ao abrir as urnas um crescimento de 5,6,7 e até 8 pontos percentuais em relação a cada instituto. A votação de Lula não varia tanto fora da margem de erro. Nada natural explica isso. Só uma coisa explica: compra de voto. Faço um alerta. Por favor, repassem a campanha de Lula. Vão tentar comprar 10 milhões de votos no 2o. turno ao preço de 1 bihão de reais. A apreensão de 2,5 mihões de reais no Pará pela PRF corrobora minha tese. E uma pequena amostra. Imagino que os alvos serão as grandes metrópoles, o nordeste (onde cada voto vale dois) e o norte.

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