Republicanos bloqueiam pedido de testemunhas em impeachment de Trump

Votação no Senado foi de 51 votos contra a convocação e 49 a favor; votação sinaliza virada para absolvição

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O Senado dos Estados Unidos votou pelo bloqueio da convocação de novas testemunhas no julgamento de impeachment do presidente Donald Trump, em uma votação apertada: foram 51 votos pelo bloqueio, contra 49 pela convocação.

De acordo com informações do jornal The New York Times, a votação sinalizou um ponto de virada para uma absolvição quase certa dentro de alguns dias, mas após a finalização do processo houve alguma confusão sobre o cronograma do final do julgamento – que ninguém sabe ao certo quando vai acontecer.

“Os senadores agora se reunirão com os gerentes da Câmara e com o conselho do presidente para determinar os próximos passos enquanto nos preparamos para concluir o julgamento nos próximos dias”, disse o senador Mitch McConnell, senador republicano e líder da maioria da bancada. Os únicos senadores republicanos que votaram pela convocação de testemunhas foram Mitt Romney e Susan Collins.

O debate sobre a convocação de novas testemunhas havia ganhado força após a divulgação de informações sobre o livro do ex-conselheiro de segurança nacional, John Bolton, que afirmou que Trump exerceu influência direta na retenção de recursos de segurança à Ucrânia para obter benefício político.

Donald Trump foi acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso, ao reter US$ 391 milhões em ajuda militar à Ucrânia, na tentativa de pressionar o presidente do país, Volodymyr Zelensky a anunciar uma investigação de corrupção contra o rival político democrata de Trump, Joe Biden.

4 comentários

  1. Livro: ‘Os Onze. O STF, seus bastidores e suas crises’. Felipe Recondo e Luiz Weber. Companhia das Letras, agosto/2019.

    Capítulo 10. Impeachment. Página 273:

    Mendes [Gilmar] viu a degradação do governo Collor e as consequências irreversíveis da perda de apoio no Congresso Nacional. Eà época ouviu de um ministro do Supremo uma frase que adotou como mantra: “Presidente da República não se mantém por liminar”. “Se o presidente tiver base, não passa impeachment nenhum. Se não tiver, passa qualquer coisa, inclusive sua decapitação”, acrescentou Mendes aos autores, ao relembrar os momentos tensos e pedagógicos daquele momento.

  2. Nenhuma novidade. O Senado dos EUA está apenas imitando o Senado brasileiro. A vergonhosa farsa urdida para salvar Trump é igual a que foi encenada para depor Dilma Rousseff. Os gringos não conseguem ser autênticos. E nós podemos ensiná-los, somos mestres em fraudes políticas.

  3. Barraram o “bigode”. Como leigo me pergunto se o depoimento caberia juridicamente. Trump sai fortalecido ou enfraquecido para a próxima eleição ?

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