Rodrigo Maia em situação difícil dentro do DEM

Em entrevista, ex-presidente da Câmara troca acusações e diz que partido ‘voltou ao que era na década de 1980’ ao se aliar a Bolsonaro

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados - via fotospublicas.com

Jornal GGN – A eleição de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara dos Deputados gerou crise dentro do DEM, com o deputado Rodrigo Maia (RJ) fazendo críticas abertas ao partido e trocando acusações com o presidente da sigla, ACM Neto, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Maia afirma que o partido voltou a ser o que era na década de 1980, “quando o presidente do partido aceita inclusive apoiar o Bolsonaro”, ressaltando que “o DEM decidiu majoritariamente por um caminho, voltando a ser de direita ou extrema-direita, que é ser um aliado de Bolsonaro”.

Maia também afirma na entrevista que vai fazer o pedido de desfiliação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Hoje posso dizer que sou oposição ao presidente Bolsonaro. Quando era presidente da Câmara, não podia dizer. Mas agora quero um partido que eu possa dormir tranquilo de que não apoiará [o presidente]”, disse.

O ex-presidente da Câmara responsabiliza o DEM pela derrota de Baleia Rossi (MDB-SP) na eleição na Câmara – o partido abandonou o bloco criado por Maia em torno da candidatura de Rossi e optou pela neutralidade, mas a maioria dos deputados do partido votou no candidato apoiado por Bolsonaro, que venceu a disputa.

Segundo o jornal Correio Braziliense, ACM Neto afirma em nota oficial que Maia tenta transferir a responsabilidade por seus erros políticos para a presidência do partido após ter tentado, até a última hora, “conseguir o aval do Supremo Tribunal Federal (STF) para se perpetuar no cargo de presidente da Câmara”.

“No empenho em transferir as responsabilidades pelo seu fracasso, Rodrigo Maia tenta negar que insistiu, até o último momento, na possibilidade de conseguir o aval do Supremo Tribunal Federal (STF) para se perpetuar no cargo de presidente da Câmara”, acrescenta o comunicado.

 

Leia Também
“Graças a Deus mudou o comando da Câmara”, disse Bolsonaro sobre impeachment
Reforma administrativa será enviada ao CCJ nesta terça-feira
Congresso discute 14 projetos que prorrogam auxílio emergencial

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

1 comentário

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome