5 de junho de 2026

Se o petróleo baixar muito vai se descobrir quem derrubou as Torres Gêmeas.

O mundo, que se acostuma rapidamente com elevações de preços, parece no momento estar surpreso e a diminuição do preço do Petróleo.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O petróleo vem declinando mês a mês desde o fim do ano passado, depois do preço se manter acima de 100 dólares o barril durante quase 5 anos, ninguém ainda diz com certeza qual será a base do preço do petróleo no fim de 2015 e início de 2016.

Conforme o analista James West da ISI Evercore, empresa especializada em investimentos bancários o preço de sustentação do petróleo de xisto nos Estados Unidos, que era em torno de U$65,00 o barril, com a recessão do mercado, perdas nos salários dos trabalhadores que estão sendo demitidos em massa e diminuição dos custos de equipamentos e terceirizados conseguiu levar este preço a US$50,00 dólares o barril.

Entretanto o preço mergulha e chega no dia de hoje (14/12/2015) a US$36,31 o WTI e US$37,92 o Brent, entretanto outros óleos já estão sendo negociados a valores muito abaixo disto. Petróleos pesados como o petróleo Western Canada Select, o Iraquiano da Basrah, o pesado da Arábia Saudita. o Venezuelano estão sendo vendidos respectivamente a valores em torno de US$22, US$27, US$29 e US$32 o barril. Sem contar com o petróleo Iraniano que entrará no mercado no próximo mês.

Logo, provavelmente todas as empresas de petróleo obtido pelo fracking, excetuando as poucas que fizeram um hedge há mais tempo, estão trabalhando no prejuízo. Como muitos pensavam a Arábia Saudita estava junto com o governo Norte Americano apertar economicamente a Rússia, porém como esta fez a pouco um contrato de longo prazo com a China a preços baixos, ficou esta garantida parcialmente da queda do preço. Porém as empresas Norte Americanas estão indo para o buraco.

Somando as perdas em valor de mercado da Exxon Mobil Corp., Chevron Corp., a Royal Dutch Shell, BP e Total se chega a um valor de US$46 bilhões (isto há algumas semanas atrás, deve ter aumentado a perda ainda mais) sem contar com as empresas prestadoras de serviço, como a maior do mundo, a Schlumberger que perdeu quase 60% do seu valor de abril para cá.

Com a entrada forte no mês que vem do Irã, as perspectivas não são nada animadoras, principalmente para as empresas Norte Americanas de fracking, pois se os preços continuam no nível que estão ou ainda caem ainda mais (é possível), vai ser um crash geral no setor que terão reflexos não só nas empresas, mas no nível de renda do povo Norte-Americano.

Este último item parece interessante, os analistas e o governo Norte-Americano pensava que uma queda do preço do petróleo animaria o consumo, porém o que se tem notado que o pessoal estão pagando as dívidas que já tinham, no lugar de se endividar ainda mais.

Se a Arábia Saudita insistir em manter a produção e venda aquecida por um período de mais seis meses, talvez o governo Norte Americano noticie ao povo que quem derrubou as torres gêmeas não foi a Al Quaeda mas sim grupos extremistas encastelados no reino saudita e enviem tropas ou mesmo bombardeios para punir os facínoras e diminuírem a produção de petróleo do Reino.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados