10 de junho de 2026

“Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça”, afirma juíza ao condenar homem

Magistrada condenou réu primário a 14 anos de prisão após relacionar raça como motivo para integrar crime organizado

Do Migalhas

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça, agia de forma extremamente discreta”. Com estas palavras e atribuindo à raça do acusado sua ligação com o crime, a juíza de Direito Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª vara Criminal de Curitiba/PR, condenou um homem a 14 anos e 2 meses de prisão por integrar uma organização criminosa e praticar furtos.

A magistrada também condenou outras oito pessoas. Conforme sentença, o grupo praticou furtos entre janeiro de 2016 e julho de 2018.

O homem condenado, cujo apelido é “Negrinho”, atuava diretamente na prática dos crimes, especialmente para acobertar fugas. Conforme a sentença, ele era responsável por dar cobertura ao grupo, sendo aquele que muitas vezes jogava uma jaqueta sobre a pessoa que acabara de cometer o delito. Também agia furtando bolsas de senhoras e praticando os furtos e roubos na saída de instituições bancárias.

Nos autos, o réu narrou que tem passagens policiais em São Paulo e Rio de Janeiro e nunca praticou os furtos com violência.

Ao decidir pela condenação do homem, a magistrada pontuou que ele é réu primário e que sobre sua conduta social nada se sabe, mas que integra do grupo criminoso devido à sua raça. E, quanto a motivação para a realização dos crimes, a juíza afirmou que “seguramente está a obtenção fácil de dinheiro, o que é comum nesta espécie de crime”.

  • Processo: 0017441-07.2018.8.16.0013

A advogada Thayse Pozzobon defende o condenado pela magistrada.

Veja a decisão.

Como romper com a ideia errada de que o punitivismo é a solução para os males do Brasil

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Carlos Elisio

    12 de agosto de 2020 12:22 pm

    Como no humorístico Escolinha do Professor Raimundo, quando faltava “isso” pra ganhar o 10 vinha a bobagem.
    Mas a turma de Curitiba nunca decepciona…

  2. Lúcio Vieira

    12 de agosto de 2020 12:52 pm

    Suspeito que uma justiça financiada pela nação, quando assimila a pobreza das convicções preconceituosas e desonestas, não tem mais serventia. Torna-se um gasto desnecessário e absurdo. Posso dizer SEGURAMENTE que é um ato torpe e tosco de roubar da sociedade (ao subtrair-lhe impostos e mal utilizá-los) para lhe violentar. É isto que os vão tornando cada vez mais livres para retirarem altos salários e formarem uma malta onde todos se protegem. Células cancerosas a ruir as entranhas sociais, são o caminho para o fim.

  3. Curto e grosso

    12 de agosto de 2020 12:59 pm

    É o tipo de situação em que a juíza deveria ser suspensa e fazer umas leituras “mais adequadas”. Para o cargo, ela não serve, ao menos, no momento.

  4. peregrino

    12 de agosto de 2020 1:19 pm

    Tudo indica que juíza ficou parada no tempo…
    lá pros idos do ano do descobrimento, 1500

  5. jcordeiro

    12 de agosto de 2020 1:36 pm

    Nassif: mas esse “pensamento” da DD. Magistrada não é coisa de se estranhar no sul de Pindorama. Isso é corrente na Elite e na grande maioria da Magistratura (como um todo). O arianismo no mais puro de seus ideais. O pedido de desculpa é só prá mascarar e enrustir o sentimento mais profundo desse pessoal do SulMaravilha. E é uma pena, pois no pedaço tem gente boa que não acaba mais. Maldito esse Joio que empesteia a safra do trigo…

  6. Sebastião Farias

    12 de agosto de 2020 2:03 pm

    A incoerência ficou mesmo fora de controle da justiça. Porque ela não detalhou essa raça criminosa identificada por ela? Quer dizer que, do parecer dessa juíza endiante, quaisquer raça será motivo e amparo para justificar um crime?

  7. Antonio Francisco das Neves

    12 de agosto de 2020 4:20 pm

    Trecho ambíguo de decisão no Paraná causa polêmica racial

    https://www.conjur.com.br/2020-ago-12/trecho-ambiguo-decisao-parana-causa-polemica-racial

Recomendados para você

Recomendados