Do UOL, em São Paulo 17/09/201416h17 > Atualizada 17/09/201417h21

Os funcionários da USP (Universidade de São Paulo) decidiram pela continuidade da greve após reunião realizada na manhã desta quarta-feira (17) com a comissão de negociação da reitoria. A paralisação já dura mais de 100 dias.
De acordo com o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo), não houve acordo sobre a questão da reposição dos dias parados e, por isso, a greve permanece.
A universidade propõe que todas as horas não trabalhadas sejam repostas pelos grevistas. Já o sindicato defende que existam mutirões de trabalho para desafogar os setores mais prejudicados.
Outro ponto levantado pelos servidores durante a reunião foi a falta de reajuste de benefícios, como vale-alimentação, vale-refeição e auxílio creche. Segundo o sindicato, há 16 meses os valores são os mesmos.
Neste momento, ocorre audiência entre o Sintusp e a reitoria no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo. Uma nova reunião com a comissão de negociação está marcada para amanhã (18), no período da manhã. O Cruesp (Conselho dos Reitores das Universidades Paulistas) também marcou um encontro para esta quinta, às 16h.
Abono e reajuste
O Conselho Universitário da USP (Universidade de São Paulo) aprovou, em reunião realizada na terça (16), o abono salarial de 28,6% para funcionários e professores da instituição. O pagamento é referente à reposição dos salários que deveriam ter sido reajustados em maio.
Segundo a assessoria de imprensa da USP, ainda não há data para o pagamento do abono.
No começo do mês, o conselho de reitores das três universidades estaduais de São Paulo ofereceu 5,2% de reajuste para professores e servidores. O aumento deve ser dividido em duas parcelas – a primeira neste mês e a segunda em dezembro. Esse valor cobre apenas a perda inflacionária do último ano. Os sindicatos já aceitaram o reajuste.
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