STF e TSE terão que acelerar a cassação de Bolsonaro, por Luis Nassif

Por tudo isso, o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) terão que rever sua agenda. A demora em decidir sobre os destinos de Bolsonaro servirá para alimentar ainda mais a serpente da guerra civil.

Premissa 1 – Bolsonaro não vai parar até dar o golpe ou ser deposto.

Premissa 2 – a cada dia que passar, sem reação, as milícias bolsonarianas se tornarão mais atrevidas. Ontem e hoje as manifestações em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal) foram de ameaças explícitas aos Ministros, especialmente a Alexandre de Moraes. Ou seja, o inquérito para coibir os abusos digitais está sendo enfrentado com ampliação da violência presencial. No limite, haverá atentados por parte de grupos paramilitares. Há pelo menos três manifestações nesse sentido, o grupo de Sara Winter, os neonazistas reunidos ontem na Paulista e associações de defensores de armas.

Premissa 3 – até por efeito demonstração dos Estados Unidos, se ampliarão as manifestações anti-Bolsonaro. Por isso, aumentam as possibilidades de grandes conflitos de rua, com envolvimento cada vez maior ds batalhões de choque das Polícias Militares, criando uma simbiose preocupante com os movimentos de ultradireita.

Hoje foi o ensaio do que virá pela frente. Bolsonaro comparecendo às manifestações, o Terça Livre dobrando a aposta contra o Supremo, Sara Winter juntando milicianos na frente da corte.

Por tudo isso, o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) terão que rever sua agenda. A demora em decidir sobre os destinos de Bolsonaro servirá para alimentar ainda mais a serpente da guerra civil.

A próxima semana mostrará essa mudança no ritmo dos trabalhos .

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23 comentários

  1. Pela reação violenta da PM contra os que estavam na avenida a pedir a volta da Democracia. a demora do TSE pode e certamente vai criar um novo(?) Bolsonaro em cada Estado…
    é pela falta de comando sobre a PM que podemos ver quantos governadores no fundo do fundo querem ser Bolsonaro

    enquanto a luta não for de povão sofrido contra fascistas de toda espécie, não se resolve nada neste país

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  2. Pela reação violenta da PM contra os que estavam na avenida a pedir a volta da Democracia. a demora do TSE pode e certamente vai criar um novo(?) Bolsonaro em cada Estado…
    é pela falta de comando sobre a PM que podemos ver quantos governadores no fundo do fundo querem ser Bolsonaro

    enquanto a luta não for de povão sofrido contra fascistas de toda espécie, não se resolve nada neste país

    • Os governadores estão sendo muito tolerantes com essas manifestações fascistas, até mesmo os que estão tendo caixões com seus nomes carregados por esse pessoal.

  3. Está atrasada a hora em que os congressistas brasileiros devem estar unidos em uma frente democrática. A defesa intransigente das instituições democráticas é tarefa para todos os parlamentares que defendem esse ideal societário. As lideranças todas devem traçar um plano de ação unidos às instituições da sociedade civil.

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  4. Nassif, estou comentando com base em comentários que li no Viomundo e com base na foto do ouvidor da policia militar paulista, aqui no GGN, leituras estas que parecem mostrar uma policia paulista atacando os antifascistas e protegendo os fascistas que estavam hoje na avenida paulista. Se for isso mesmo, é preciso, urgentemente, pegar no pé de Dória, governador paulista, exigindo dele uma explicação para essa postura com tendência fascista de policia militar de são paulo.

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  5. Já tô vendo o STF e TSE colocando o guizo no gato…que ingenuidade esse post do Nassif . Se TSE não tirou o Temer – que não tinha popularidade pra ser síndico de um prédio -, não serão eles que tirarão um presidente que ainda tem 33 por cento de apoio. Além do mais, cassar a chapa é tirar os militares do poder – e creio que eles gostaram de sentir novamente o que é mandar sobre o destino do país. Sim, TSE e STF vão rever sua agenda pra jogar essa decisão pras calendas gregas, pois é claro que é muito mais fácil os 11 fantasiados de Batman criticarem através da fala do que ter a coragem de colocar a mão nesse vespeiro – que, aliás, contribuíram muito pra chegar nesse pesadelo. TSE e STF estão dizendo “Me incluam fora disso!”. Bolsonaro só sofrerá impeachment pelo congresso se sua popularidade estiver em 15 por cento e com tendência a cair. E mais um detalhe = ele pode até sofrer impeachment, mas não vai sair sem derramar sangue, pois o exército dele, ao contrário do Stédile, não vai vender barato a queda do “Micto” . A única forma, que vejo, desse verme sair do poder sem que haja um caos sanguinolento seria haver uma costura política em que Bolsonaro renunciaria e em troca disso os filhos deles se livrariam de todas as encrencas – bastando pra isso colocar a justiça em andamento passo de tartaruga.

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    • O tse não tirou temer porque, com o avanço do impeachment de Dilma, queria justamente que temer assumisse! Passado recente, não podemos esquecer a dinâmica tão facilmente! Vamos relembrar? TSE arquiva a prestação de contas da chapa Dilma/ temer, com ressalvas. Lavajato “evolui” e expõe J&S e doações. GM, que comandava o TSE, sempre pro-tucano, se empolgou com docs da lavajato contrários ao PT e reabriu o processo das contas, com provas emprestadas. Mas queria preservar seu amigo temer, a ponto de tentar emplacar uma tese de separar as contas do vice (nunca ocorrera). A tese, forçada e casuista demais, foi pro ralo quando apareceram doações de cheques do caixa único pra campanha, via temer. O impeachment ganhou força, encorpou e se concretizou mais veloz. O vice assumiria pelo impeachment da presidenta. O mesmo GM que ressuscitara o processo com documentos que à época qualificou como “escandalosos”, “cleptocráticos”, cuidou de enterrar a ação. Do contrário, temer tb seria cassado. Isso ocorreu ontem! Não podemos nos dar ao luxo de perder a memória de fatos relevantes tão rapidamente, senão estaremos condenados a repetir os erros indefinidamente.

  6. Decidam-se, mitomerda ou somos70porcento. O tempo urge. Vamos para a rua. elesw recuarão,bandidos e covardes que são.

  7. Sobre a ação da PM, era mais do que claro de que lado ela estaria. Se nos antifascitas só houvesse um grupo no estilo Mães da Praça de Maio, elas apanhariam também. O que fica claro pra mim é que hoje, na prática, as PMS estaduais não obedecem aos seus respectivos governadores. As PMS ouvem o Micto. Aqui em São Paulo pra mim isso é claro desde o dia em que, ano passado, Doria foi a uma reunião de PMS e eles o vaiaram – quebra de hierarquia inadmissível numa democracia. O que Bolsonaro quer é ter seu próprio exercito, pois ele sabe que uma parte do alto comando das forças armadas o despreza e isso é um empecilho pra ele ter a certeza total do apoio das Forças Armadas . Tendo a PM como assecla, quero ver STF e TSE ter peito de tirá-lo do poder – pois ambos sabem que se isso acontecer as PMS não abaixarão a cabeça e irão cordeiramente pra casa como a esquerda fez depois da consumação daquele circo de horrores que foi o impeachment de Dilma

  8. Prezado Nassif,
    Há mais de 1 mês, a partir da página 2 de seu blog, o conteúdo apresentado é o mesmo. Há um bug no software que traz sempre as mesmas notícias, impedindo seus leitores de ter acesso a conteúdo recente se tiver de clicar nos botões de paginação.

  9. Francamente, não vejo por que a esquerda deve ir para as ruas lutar contras os fascista de extrema direita. Fascistas que a própria direita tirou das catacumbas, para lhe auxiliar na destruição da esquerda. Está guerra não nos pertence. Em briga de marido e mulher de direita, não devemos meter a colher. Deixemos que se devorem um ao outro. Nesse tempo vamos pensar em como construir
    uma imprensa e uma justiça plural, imparcial e republicana. Em um exército e polícia que estejam a serviço de todos e do interesse nacional. Depois nos preocuparemos em derrotar o sobrevivente dessa família infernal.

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    • já defendi isso aí também, que a esquerda deveria ficar de fora, mas depois me dei conta de que ela estaria se afastando também, e cada vez mais, do seu eu mais profundo, os excluídos de verdade da sociedade, os quais chamei de povão sofrido…………………………………..
      o que a PM fez hoje foi para matar a Marielle mais uma vez………….esta sim uma excluída de verdade

      Esta palhaçada de movimento das torcidas foi coisa combinada. Tá nos vídeos, tanto no Rio como em Sampa, e só não vê quem não quer

  10. O Sr. Luis Nassif (assim como todos nós que somos críticos do atual des-governo) expressa um desejo veemente pela saída do atual presidente da república, mas parece que nesse anseio ele se deixa levar muito irrefletidamente pelas suas aspirações, como por exemplo: 1- Quando joga toda a responsabilidade pelos rumos de um possível processo de impeachment do presidente nas mãos do judiciário brasileiro (judiciário que todos nós sabemos ao que serve, como também do que e por quem é constituído: ele foi o grande fomentador do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff e um dos grandes responsáveis por lançar o país no caos em que se encontra hoje. Isto serve para deixar claro que qualquer ação afirmativa do STF contra o presidente não se deve à um senso de dever na defesa da constituição e democracia nacionais, mas pura e simplesmente ao instinto político de defesa de suas posições jurídico-políticas determinantes no país, e de tudo o que daí decorre para eles, sob a forma de privilégios e prestígios. É preciso não esquecer também o real espectro das suas orientações políticas. Não obstante tudo isso, esperar que ele, o judiciário, assuma solitariamente a frente de batalha ultrapassando mesmo atribuições suas, é esperar demais). 2- Quando parece passar por alto a covardia do congresso e isenta-lo da devida participação em uma frente pela destituição do atual governo. É claro que desse congresso medíocre não se pode e não se deve esperar nada, mas pelo menos deve-se exigir (e o Sr. Luis Nassif deveria fazê-lo) o mínimo de coragem e tomada de posição dos ditos partidos de “esquerda” (se é que eles ainda existem no país) como também das ditas lideranças progressistas do país (incluindo aí o próprio ex-presidente Lula e todas as lideranças do PT, sem cair no argumento, que na verdade vira uma desculpa para a omissão, de que há uma rejeição muito grande contra o partido).
    3- Quando parece querer alienar do campo de ação decisório a participação política popular contra o governo, aparentemente por medo das possível consequências violentas como, por exemplo, uma guerra civil (em prol de um estreito e estrito institucionalismo). Isto estando claro que já vivemos sob uma ditadura e que a realidade do conflito civil é evidente.

  11. O tempo de salvar Instituições passou. Entramos no período de as Instituições salvarem as pessoas que estão lutando contra o Fascismo nas ruas do país. As eleições de 2018 devem ser anuladas. Os Fascistas destituídos e presos. Sem isso poderá haver um banho de sangue de inocentes. Os acontecimentos de São Paulo e Rio de Janeiro indica isso. Criminosos civis e militares, deverão ser punidos severamente. O povo não deve conceder anistia.

  12. Nassif: então você acordou… E dai? Você sabe que o papo é outro e que o buraco é mais em baixo. A troca da RepúblicaDosCoroneis pela RepúblicaDaTogaSuja seria total desastre. Sem a Bastilha no chão tudo é inútil…

  13. Ou as instituições cumprem seu papel e pagam pra ver (a eleição manipulada) ou o blefe do golpe levará todas as fichas da mesa.
    Antes que todas as instituições sejam completamente aparelhadas e a sociedade fique sem cacife.
    Já tem polícia protegendo fascista e atacando democratas.
    Já tem presidente da Fundação Palmares metendo o pau no Zumbi.
    Já tem antiministros em todos os ministérios.
    No próximo domingo teremos um despresidente caindo de para-quedas num cavalo alado pousando no centro de uma milícia armada para “meter medo”.
    No meio de uma pandemia sem paralelo em 100 anos.
    Onde o “direito de ir e vir” de uns atropela o dever de não servir de ponte à doença para os demais.
    Por isso, e muito mais, há urgência!

  14. A volta dos militares

    Em resposta a FHC, o General Hamilton Mourão tuitou:

    “Quanto à afirmação: ‘os responsáveis pelos erros do Governo, queiram ou não, serão os militares’; convido o ex-presidente FHC a refletir sobre a História do Brasil e verificar se não são eles que, mais uma vez, servindo ao Estado, mantêm a estabilidade institucional do País.”

    Esse debate, analisado do ponto de vista weberiano, traz a seguinte reflexão.

    Os militares, como toda burocracia, lutam pelo poder. E, sendo uma burocracia armada, carregam uma virtude e um vício.

    A virtude é terem a capacidade de se impor sobre as demais forças burocráticas, de modo a impedir rompimentos e, assim, garantir a unidade do Estado-Nação Brasileiro.

    O vício é deixar que o poder das armas os faça cair no canto da sereia burocrática, de lutar indefinidamente por mais poder.

    E o problema de se cair nesse vício autocrático é a sua disfuncionalidade numa democracia liberal. Isso porque o arranjo institucional desse sistema prevê que o poder executivo seja gerido pela burocracia político-partidária (“poder civil”) eleita democraticamente.

    Dito isso, retoma-se o twitter do General Mourão ao príncipe dos sociólogos.

    Ora, se as Forças Armadas exercendo o poder executivo é uma disfuncionalidade, isso significa que há um desarranjo no sistema de freios e contrapesos institucional.

    Posto isso, onde está a raiz dessa distorção?

    Está no subterrâneo, ou melhor, na desigualdade estrutural da sociedade brasileira. Em outras palavras, num país extremamente desigual, o voto livre tende a desequilibrar o poder em favor da maioria mais pobre da população. Isso, porém, não é aceito pela minoria rica e poderosa. E, ao não aceitar esse resultado, esses poucos, ricos e poderosos, partem para a desestabilização do sistema institucional em vigor. E uma de suas estratégias para isso é, justamente, apelar às Forças Armadas com o seguinte discurso:
    “Venham nos salvar dessa ‘bagunça’ criada pelos governos … (um palavrão da moda) – eleitos pela maioria pobre da população”. Essa última parte não expressa, só pensada.

    Nesse caso, está certo o General quando diz que os “erros do governo” não são dos militares. E ele também está certo quando diz que os militares garantem a “estabilidade institucional do País”. Faltou apenas acrescentar, quando as “forças civis” os desestabilizam, muitas vezes, em aliança com forças internacionais.

    Faltou ainda o General dizer ao ex-presidente que a culpa da “volta dos militares ao poder” e do mau governo em curso, é daqueles que conspiraram contra a democracia, por exemplo, não aceitando o resultado das eleições de 2014. Ou ainda, que a culpa é daqueles que não aceitaram que os pobres entrassem no orçamento. Não aceitaram o Bolsa Família, o Luz para todos e as cisternas no semiárido. Não aceitaram que houvesse saúde, previdência e educação de qualidade para todos. Não aceitaram os aumentos reais do salário mínimo. Não aceitaram que todos pudessem andar de avião, viajar ao exterior e ter um carro na garagem. Não aceitaram que as empregadas domésticas tivessem os mesmos direitos de todo trabalhador. Não aceitaram, associando-se a interesses estrangeiros, que o Brasil construísse livremente suas alianças estratégicas e descobrisse, explorasse e beneficiasse seu próprio petróleo.

    Enfim, é preciso concordar que a culpa dos “erros do governo” não é dos militares, mas da ganância de uma minoria rica que não aceita um jogo democrático cujo resultado é a ascensão dos mais pobres e um país mais rico e soberano. E, por não aceitar o resultado desse jogo democrático, essa minoria rica ameaça invadir o campo e, assim, apela à segurança do estádio para que ela volte a por a “casa em ordem”, restabelecendo os velhos e bons tempos coloniais da exportação de commodities com sua “casa grande e senzala”.

  15. A PM ontem na Paulista atacando os movimentos pela democracia exige pronta e rápida punição por Dória dos oficias e militares envolvidos sob pena de perda de controle das tropas cooptadas pelo bolsonarismo…

  16. E tomem “notas de repúdio” de quem deveria tomar atitudes.
    A Feghali e o presidente da OAB são mestres em tais “notas de repúdio”.

  17. + comentários

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