5 de junho de 2026

The Economist: Trump é impulsivo, sem estratégia e deveria parar a guerra no Irã

Revista critica falta de clareza na Operação Fúria Épica e alerta para riscos econômicos globais caso Trump não limite os ataques

A revista The Economist publicou nesta quinta (5) um editorial a respeito da guerra dos Estados Unidos-Israel no Irã. A publicação fez duras críticas ao papel do presidente Donald Trump no mais novo conflito no Oriente Médio. Segundo a The Economist, Trump entrou na guerra sem um objetivo claro e sem convencer a maioria dos americanos. Deveria encerrar encerrar a empreitada em breve, antes que a guerra gere prejuízos para os EUA e a economia mundial.

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O texto fala expressamente que Trump deveria agir com “menos fúria” e “mais planejamento”, em alusão ao nome dado para a operação de bombardeio do Irã: “Fúria Épica”. The Economist afirmou que assassinar o aiatolá Ali Khamenei pode ter sido anunciado por Trump como a primeira grande missão. Mas a medida não foi suficiente para alcançar a mudança do regime iraniano, o que significa que “a operação não está atingindo seus objetivos políticos”.

“Sobreviver seria uma vitória para o regime iraniano. Até agora, está conseguindo. Longe de ruir, o regime está se apressando em intensificar o conflito horizontalmente — uma maneira elegante de dizer que está atacando em todas as direções”, pontuou a revista.

“Seria melhor para o Sr. Trump restringir seus objetivos de guerra. Sua meta deveria ser degradar as capacidades militares do Irã e, então, parar“, recomendou The Economist.

“Nesta guerra, o objetivo de Israel é claro: demolir a ameaça representada pelo regime iraniano. Em contrapartida, o Sr. Trump e seu gabinete têm apresentado uma série de declarações contraditórias (…). Estrategicamente, sua omissão em esclarecer o propósito da Operação Epic Fury representa sua maior vulnerabilidade”, disparou.

The Economist disse que há um risco de que Trump resista em sair da guerra enquanto “mercados e as pesquisas lhe negarem a aclamação que tanto almeja”. “Ele pode ser tentado a buscar uma vitória inegável bombardeando o regime até a sua completa destruição. Mas, mesmo com o poderio militar americano, ele pode não ter sucesso. Enquanto isso, todos esses riscos continuariam a prejudicar a região e a economia mundial.”

Leia o artigo completo aqui.

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