22 de junho de 2026

TJ-MG quer comprar salmão e filé mignon para lanches de desembargadores

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Jornal GGN – Publicado nesta segunda-feira (26), edital do Tribunal de Justiça de Minas Gerais prevê a contratação de alimentos como filé mignon Friboi,  filé de salmão, carne de sol e pães de queijo para “a confeccção de lanches para os desembargadores, juízes, tribunais do júri e eventos institucionais”. O edital também especifica as marcas dos alimentos e a estimativa de gastos fica na casa de R$ 1,7 milhão.

Determinados itens dos lanches do TJ mineiro começaram a aparecer após a posse do atual presidente, o desembargador Pedro Bitencourt, em junho do ano passado. Em fevereiro deste ano, o desembargador Doorgal Gustavo de Andrada divulgou uma carta aos criticando a atual gestão e insinuando que teriam sido realizados almoços com dinheiro público.

Enviado por Adilsonbb

Do Estadão

Tribunal de Minas quer comprar salmão e filé mignon para ‘lanches’ de desembargadores

POR MATEUS COUTINHO
 
Carnes de primeira são alguns dos alimentos que começaram a aparecer nas licitações do TJMG desde que a atual gestão tomou posse, no ano passado; edital deste ano prevê gastos de R$ 1,7 milhão com os lanches

96 kg de filé mignon Friboi, 50 kg de filé de salmão e 96 kg de carne de sol. Isso e mais 600 kg de arroz e 32 kg de feijão carioca são alguns dos ingredientes que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG]) vai adquirir com dinheiro público para o “lanche” dos juízes e desembargadores da Corte no próximo ano.

Os números dos alimentos “de primeira” constam do edital do TJMG publicado nesta segunda-feira, 26, que prevê a contratação, por 12 meses, de seis lotes de alimentos, incluindo bolos, frutas, pães de queijo e refrigerantes, para “a confecção de lanches para os desembargadores, juízes, tribunais do júri e eventos institucionais”, segundo a licitação 121/2015 do TJMG. O edital ainda prevê as marcas dos alimentos, sendo que o filé mignon e a carne seca devem ser Friboi e o filé de salmão, sem espinhas e escamas, deve ser da marca Atlântico.

Documento

A estimativa é de que os gastos com os “lanches” fiquem em torno de R$ 1,7 milhão. Itens como arroz e feijão, além do filé mignon, do filé de salmão, só começaram a surgir na lista de “lanches” da corte após a posse do atual presidente do TJMG, desembargador Pedro Bitencourt, em junho do ano passado. A carne seca apareceu pela primeira vez no edital neste ano.

Os editais para fornecimento de lanches antes de 2010 não constam na página do TJMG na internet. Questionado, o Tribunal não explicou quais lanches seriam feitos com os ingredientes citados acima e nem se houve a licitação de arroz feijão e das carnes “nobres” antes de 2010.

Os alimentos vão todos para a copa do edifício do Tribunal localizado na Rua Goiás, região central da capital mineira onde fica também a Presidência da corte. No mesmo prédio ainda há um salão onde são realizados alguns eventos institucionais do Judiciário mineiro. Com isso, os 906 juízes de primeira instância que atuam no interior do Estado não são contemplados com os lanches.

VEJA OUTRAS CARNES QUE APARECEM NO EDITAL DO TJMG DESTE ANO:

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Insinuação. Enquanto a gestão atual da corte faz licitação para alimentos até então inéditos, em fevereiro deste ano, o desembargador Doorgal Gustavo de Andrada divulgou uma carta aos servidores da corte com duras críticas a atual gestão e ironizando uma reunião que teria ocorrido no Órgão Especial do TJ às vésperas do carnaval deste ano entre Pedro Bitencourt e dois desembargadores aliados. No documento, Doorgal insinua que teriam sido realizados almoços com dinheiro público no edifício do Tribunal.

“Sobre os três, não se levantavam acusações de estarem envolvidos em: (…) manter com dinheiro público uma cozinha no Tribunal para uso exclusivo pessoal-familiar, e para fornecer almoço a desembargadores ‘confiáveis’ (com talheres de prata)”, ironizou o magistrado no documento. O uso das estruturas públicas e a alimentação com os recursos da corte, caso confirmados, poderiam configurar crime de improbidade administrativa, já que os desembargadores e juízes do Tribunal contam com um auxílio-alimentação de R$ 751.

Por meio de nota, a assessoria do TJMG afirmou que Pedro Bitencourt trabalha 12 horas por dia “despachando” no tribunal e que, ocasionalmente, faz refeições em seu gabinete. O texto ainda diz que Bitencourt abriu mão de seu auxílio-alimentação e que não oferece refeições no salão do tribunal.

“O presidente do tribunal cumpre expediente de mais de doze horas diárias despachando no tribunal. Por isso, em algumas ocasiões almoça no gabinete. Importante destacar que o presidente abriu mão do auxílio alimentação a que legalmente faz jus e não oferece almoço no salão do tribunal.”, afirma a nota.

‘Ajustes’. A assessoria do Tribunal informou ainda que os alimentos que chegam ao prédio sede do TJMG são destinados a produção de lanches para “todas as unidades do poder judiciário da capital”. “Também são fornecidos lanches para a realização das sessões do Júri, eventos institucionais, cursos, treinamento e mutirões. A variação no número de itens deve-se a ajustes feitos anualmente”, segue o texto.

O Sindicato dos Servidores de Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais, contudo, questiona a versão do Tribunal e, por meio de nota, alegou que “nos cursos, mutirões e outras atividades que impedem o deslocamento do servidor para lanche ou refeição, nunca foi servido salmão, iogurte grego light ou qualquer outra sofisticada alimentação.”

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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10 Comentários
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  1. Francisco Santos

    29 de outubro de 2015 11:20 am

    Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades…

  2. KURK

    29 de outubro de 2015 11:54 am

    Ambrosia, né? Tá certo é a

    Ambrosia, né? Tá certo é a realeza ou o olímpio….. Pobre Brasil.

  3. Jorge Leite Pinto

    29 de outubro de 2015 12:04 pm

    E os brioches??? Assim não

    E os brioches??? Assim não pode, assim não dá!

    Esse pessoal está brincando de testar a paciência da galera. Já partiram pro acinte. Quando o pau comer não poderão reclamar…

  4. Ninguém

    29 de outubro de 2015 12:05 pm

    O que mais espanta é que, se

    O que mais espanta é que, se perguntar a cada um desses juízes e desembargadores, eles vão achar perfeitamente natural e correto que o Estado arque com o “lanchinho” judiciário. Não enxergam o menor problema nisso.

  5. Fábio de Oliveira Ribeiro

    29 de outubro de 2015 12:55 pm

    Estes malácas não são

    Estes malácas não são desembargadores e sim cupins togados que devoram todo o orçamento do Tribunal, literalmente. Ha, ha, ha…

  6. Vergonha

    29 de outubro de 2015 1:15 pm

    TJMG

    Para um presidente que julga a greve dos servidores irregular somente porque não foi possível retirar a cola utilizada para afixar cartazes na porta do tribunal e desconta os dias de greve, fazer isso é a coisa mais normal do mundo. Esse poder judiciário brasileiro é podre.

  7. CHELO

    29 de outubro de 2015 1:31 pm

    A crise não chegou no Poder

    A crise não chegou no Poder Judiciário….

  8. MarFig

    29 de outubro de 2015 3:18 pm

    Se ao menos esses inúteis

    Se ao menos esses inúteis servissem pra alguma coisa.

  9. Leo V

    29 de outubro de 2015 3:28 pm

    Eles tem mérito pra comer

    Eles tem mérito pra comer salmão com dinheiro do Estado.

    Já os miseráveis do bolsa-família…

  10. Fabio !

    29 de outubro de 2015 5:34 pm

    .

    Eles têm toda razão …… quer dizer ,  filet mignon tem que ser da FRIBOI mesmo . Eu só compro desse !

    Com meu dinheiro , é claro .

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