10 de junho de 2026

Irmãos Brazão e delegado mandaram matar Marielle, dizem ministro e chefe da PF

“Triunfo expressivo contra criminalidade”, afirma Lewandowski em entrevista coletiva ao lado do chefe da Polícia Federal sobre o caso
Foto: Jamile Ferraris/MJSP

A revelação dos nomes de Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa no envolvimento da morte da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes encerra uma fase na investigação do caso ocorrido em 2018.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, “entendemos que esses são os mandantes – com a investigação apontando não só os mandantes como executores e intermediários que, de alguma forma, tem ligação com o crime. Isso não invalida que outras ações possam ser adotadas”.

De acordo com Rodrigues, a motivação da morte de Marielle precisa ser olhada em contexto. “O que há são várias situações que envolvem a vereadora e que levaram a esse grupo de oposição, que envolve também a questão de milícia, disputa de território, regularização de empreendimentos”.

“Esse trabalho, pelo que se encerra até que venham eventualmente novos elementos – mas neste momento nós temos bem claro os executores desse crime odioso, hediondo, por ser um crime de natureza claramente política”, afirma o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em entrevista coletiva realizada neste domingo (24/03).

Lewandowski anunciou neste domingo que, em suas investigações, a Polícia Federal identificou os mandantes do crime e os demais envolvidos nesta questão, listando as seguintes ações executadas pelos investigadores:

 – Prisões de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro; Chiquinho Brazão, deputado federal; e prisão de Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Departamento de Homicídios;

 – Cumprimento de medidas cautelares contra os três presos e Erica Andrade, esposa de Rivaldo Barbosa; Giniton Lages, delegado da Polícia Civil e ex-chefe do departamento de Homicídios; Marco Antônio de Barros Pinto e Robson Calixto da Fonseca.

De acordo com Lewandowski, as medidas cautelares consistem em busca e apreensão nas casas, locais de trabalho, veículos – menos nas dependências do Congresso; arresto de bens e valores; congelamento de contas bancárias; acesso ao conteúdo de dados e dispositivos eletrônicos; apreensão de documentos encontrados e submetidos a busca e apreensão.

“Todos são obrigados a usar tornozeleira eletrônica, entregar passaporte, e estão proibidos de se comunicar com demais investigados”, afirma o ministro. “Os policiais suspeitos de envolvimento tiveram determinada a suspensão das respectivas funções públicas e suspensão da posse e do porte de arma”.

Os irmãos Brazão e Barbosa estão presos no Rio de Janeiro e foram submetidos a um exame no aeroporto do Galeão pela equipe do IML (Instituto Médico Legal) para verificação de suas condições de saúde física e mental.

Os três devem chegar a Brasília em avião da Polícia Federal por volta das 16h30, e serão encaminhados ao Presídio Federal de Brasília, onde estarão à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF).

O julgamento do caso ficará a cargo da Primeira Turma do STF, composta pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes (que também é o atual presidente), além dos ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Veja abaixo a íntegra da entrevista coletiva do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

5 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Argos

    24 de março de 2024 3:11 pm

    Crime com motivação “complexa”, “difusa” e que tem que ter suas causas “contextualizadas”?

    Sem uma prova material, uma mensagem, um áudio ou transferência bancária qualquer?

    Olha, eu quero acreditar, mas não dá?

    Irmãos Brazão e um chefe de polícia planejando e mandando executar um delito dessa natureza por “questões políticas”, associadas as uma alegada questão fundiária, que nunca fez parte da agenda da vítima?

    Olha, vou repetir, isso é uma vergonha, uma ação bem parecida com os antigos PowerPoint recentes.

  2. Argos

    24 de março de 2024 3:12 pm

    Crime com motivação “complexa”, “difusa” e que tem que ter suas causas “contextualizadas”?

    Sem uma prova material, uma mensagem, um áudio ou transferência bancária qualquer?

    Olha, eu quero acreditar, mas não dá?

    Irmãos Brazão e um chefe de polícia planejando e mandando executar um delito dessa natureza por “questões políticas”, associadas a uma alegada questão fundiária, que nunca fez parte da agenda da vítima?

    Olha, vou repetir, isso é uma vergonha, uma ação bem parecida com os antigos PowerPoint recentes.

  3. Eliane Figueiredo

    24 de março de 2024 4:53 pm

    O nome do chefe da PF é Andrei.

  4. WWagner

    25 de março de 2024 1:09 pm

    E ainda não sabem o porque da queda do Lula nas pesquisas..
    O preço dos alimentos , os impostos altos, juros e o ” passapa-
    nismo instalado no Planalto , onde Ministros se preocupam em
    colocações para suas esposas.
    O Ministro Lewandowski está exposto , por uma equipe amadora
    que já o colocou em má situação em Mossoró , onde pautado
    pela Globo , se deslocou até o Presídio em busca de fugitivos .
    Ora , isso não é papel de um Ministro , que atraiu para si o fra-
    casso das buscas . Isso é papel da Policia !!!
    Agora se expõe novamente , dando por encerrado um Crime que
    não foi esclarecido , faltando o ” motivo” , pois o que disse o Mi-
    nistro ( Mariele era contra os negócios imobíliarios ), não convence
    pois o Projeto já havia sido APROVADO !!!

  5. Celso P. Pimenta

    28 de agosto de 2024 7:54 pm

    Está genérica demais a suposta motivação dos acusados. Achei um vexame público do ministro da justiça e do DG da PF trazer a público conclusões tão capengas e, talvez, apressadas.

Recomendados para você

Recomendados