10 de junho de 2026

TSE nega acordo para que Forças Armadas façam checagem paralela de votos com “acesso diferenciado”

Segundo o TSE, fazer contagem paralela a partir da somatória dos boletins das urnas não será exclusividade dos militares
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Alexandre de Moraes, durante sessão plenária para análise de embargos de declaração em representação, recursos ordinários e recursos especiais eleitorais referentes às Eleições 2018.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nota à imprensa no começo da tarde desta segunda (12) negando “acordo” para que as Forças Armadas façam checagem paralela de votos com “acesso diferenciado” aos resultados das urnas, conforme desejado pelo governo Bolsonaro.

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A Folha de S. Paulo publicou reportagem afirmando que um acordo teria sido feito entre o ministro da Defesa, General Paulo Sérgio, e o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, para garantir aos militares acesso aos dados brutos, em tempo real, e com uma amostra de 385 urnas, que supostamente resultaria numa análise com 95% de confiabilidade.

Porém, em nota, o TSE informou que “não houve nenhuma alteração do que definido no primeiro semestre, nem qualquer acordo com as Forças Armadas ou entidades fiscalizadoras para permitir acesso diferenciado em tempo real aos dados enviados para a totalização do pleito eleitoral pelos TREs, cuja realização é competência constitucional da Justiça Eleitoral”, diz a nota.

No comunicado, o TSE explicou que os militares terão acesso aos boletins das urnas, como qualquer cidadão ou entidade fiscalizadora, e não aos dados brutos que são enviados aos TREs. Acessar boletins de urnas não é novidade para essas eleições, nem exclusividade dos militares, portanto.

O que é novidade em 2022 é que o boletim de urna será digitalizado mais rapidamente, tornando o acesso “em tempo real”. Antes, era necessário dirigir-se às sessões eleitorais para pegar o extrato.

“O TSE reitera informação amplamente divulgada em junho passado sobre a contagem de votos, a partir da somatória dos BUs, ser possível há várias eleições e que para o pleito deste ano, foi implementada a novidade de publicação dos boletins de urnas pela rede mundial de computadores, após o encerramento da votação para acesso amplo e irrestrito de todas as entidades fiscalizadoras e do público em geral, aponta a nota.

O TSE apontou também que qualquer pessoa, ou instituição fiscalizadora, ou mesmo as Forças Armadas, se assim quiserem, podem fazer a contagem de votos com a amostragem que achar adequada.

“Independentemente dessa possibilidade, como ocorre há diversas eleições, qualquer interessado poderá ir às seções eleitorais e somar livremente os BUs de uma, de dez, de trezentas ou de todas as urnas.”

Após a polêmica tomar corpo, o TSE publicou uma nova nota, às 13h55, com mais informações sobre como funciona a checagem paralela de votos.

Leia abaixo a nota completa do TSE:

O Tribunal Superior Eleitoral informa, em relação à apuração das eleições 2022, que não houve nenhuma alteração do que definido no primeiro semestre, nem qualquer acordo com as Forças Armadas ou entidades fiscalizadoras para permitir acesso diferenciado em tempo real aos dados enviados para a totalização do pleito eleitoral pelos TREs, cuja realização é competência constitucional da Justiça Eleitoral.

O TSE reitera informação amplamente divulgada em junho passado (https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2022/Junho/nota-de-esclarecimento-contagem-simultanea-de-votos-ja-e-possivel) sobre a contagem de votos, a partir da somatória dos BUs, ser possível há várias eleições e que para o pleito deste ano, foi implementada a novidade de publicação dos boletins de urnas pela rede mundial de computadores, após o encerramento da votação para acesso amplo e irrestrito de todas as entidades fiscalizadoras e do público em geral.

Independentemente dessa possibilidade, como ocorre há diversas eleições, qualquer interessado poderá ir às seções eleitorais e somar livremente os BUs de uma, de dez, de trezentas ou de todas as urnas.

Johnny Negreiros

Estudante de Jornalismo na ESPM. Estagiário desde abril de 2022.

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