Uma análise da lista tríplice para a PGR, por Luis Nassif

Os únicos presidentes que aceitaram a lista tríplice, mais que isso, indicaram o primeiro colocado na lista tríplice, foram alvos de ataques sem quartel dos procuradores.

Já discuti muito em casa sobre a lista tríplice para a escolha do Procurador Geral da República. O Procurador Geral da República é o único cargo com poderes para processar o presidente da República. Por isso mesmo, não pode ser um poder à parte, respondendo somente a quem o elegeu: a própria corporação.

Já a companheira Eugenia Gonzaga acha que a lista tríplice é essencial para impedir o desvirtuamento do MPF pelo Executivo.

Até agora, os fatos sempre me deram razão. Os únicos presidentes que aceitaram a lista tríplice, mais que isso, indicaram o primeiro colocado na lista tríplice, foram alvos de ataques sem quartel dos procuradores.

No mensalão, o PGR Antonio Fernando de Souza, e o sucessor Roberto Gurgel, fabricaram a história do desvio de recursos da Visanet, e dos pagamentos mensais, em conluio com o ex-procurador e Ministro do STF Joaquim Barbosa, exclusivamente para experimentar o poder que foi conferido ao MPF, com essa excrescência não prevista na Constituição. Para os filhos de Januário o exemplo veio daí.

Com Dilma, manteve-se essa distorção de indicar o primeiro da lista. Deu no que deu.

Por outro lado, sem lista tríplice, vai se cair em um Geraldo Brindeiro, o “engavetador geral da República”, ou, agora, em um recém paginado Augusto Aras.

Acabamos chegando a um meio termo.

O presidente da República tem dois poderes para exercer, caso se mantenha a lista tríplice. O primeiro, relativo, o de poder escolher qualquer um dos três eleitos – na verdade, a Constituição permite escolher qualquer subprocurador.  Com a lista tríplice, o poder do Presidente deixa de ser discricionário, ainda mais em um país sem critério, que elege um Bolsonaro. O poder maior do Presidente, no entanto, é o de poder demitir o PGR a qualquer momento.

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Na verdade, o MPF derrubou Dilma porque faltou a ela e, especialmente, ao seu Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, noções básicas de exercício de poder.

Dilma escudou-se no álibi de Cardozo, de que a Lava Jato era isenta e só pegaria os culpados. Achou que a Lava Jato a ajudaria a se livrar de Eduardo Cunha, Michel Temer, Eliseu Padilha, poupando ela, a virtuosa. Na recondução de Janot, teve uma oportunidade de ouro de indicar uma pessoa íntegra para a PGR, sem atropelar a lista: Ela Wiecko, a segunda colocada, mas persistiu no erro.

No auge da campanha de imprensa, que precedeu a Lava Jato, entrevistei o ex-primeiro ministro espanhol Felipe Gonzales, que me deu uma explicação absolutamente objetiva sobre o poder presidencial:

– Não existe nada mais poderoso, em uma democracia, que a caneta do presidente. Tem apenas que saber usá-la.

O insignificante Michel Temer mostrou como exercer o poder, resistindo à delação da JBS. Provou que, com todos os problemas, o Poder Executivo não é indefeso. Apenas exige que seja bem exercido.

Infelizmente, Dilma e o próprio PT não tiveram a menor visão e pulso para reprimir a rebelião dos concursados.

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Lição de poder deu Sarney, quando impiedosamente atacado pela mídia, que antes tinha derrubado Renan..... Quando todos esperavam um discurso de renuncia, deu uma banana pra mídia que nunca mais o incomodou..... já Dilma, demitiu sete ministros em seguida, só resistindo quando chegou em seu amigo...ali demonstrou fraqueza, e pior, total falta de solidariedade.......o mínimo que se pode oferecer a pessoa acusada é o benefício da dúvida.....como o mundo dá voltas, já sabemos o que aconteceu depois.....

Naldo

Uma vírgula não caberia no comentário de Nassif,especialmente quando quando enfatiza de maneira incontestável que a Presidenta Dilma Rousseff e seu impagável Ministro da Justiça Zé Cardoso "não tinham as noções básicas do exercício do poder".Ouso acrescentar que as escolhas tanto de Lula e principalmente de Dilma para a PGR,foram os elementos fundamentais para a instalação do estado de anarquia e barbárie que estamos vivenciando.

Dermeval Santos Lopes Júnior

o ato "Ditadura Nunca Mais", realizado na ABI no Rio de Janeiro na última terça-feira (03/09/2019), foi revelador dos motivos entre a incongruência da palavra de ordem com a realidade dos fatos. a bem da verdade, a Ditadura não apenas está de volta, como nunca se foi... sem deixar de fazer justiça à participação de alguns dos integrantes da mesa, entre eles Eugênia Gonzaga e Vitória Grabois, a quase totalidade das intervenções dispensou solenemente o acerto de contas com o fracasso da Justiça de transição. os Presidentes civis, todos eles, de Sarney a Dilma, passando por Lula e FHC, incluindo Collor, todos nos devem desculpas. e devemos exigí-las. o ponto alto do evento foi a presença de um grupos de alunos, acompanhados de seu professor, de uma escola pública de Oswaldo Cruz, bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. e nesta presença reside a solução para o impasse tanto da escolha do PGR, quanto não só de todas as demais escolhas como do próprio processo de gestão pública: tudo dever estar sob estrito controle da participação popular. formou-se um palco imenso, sendo a ele chamados diversos representantes (sendo alguns apenas de si mesmos), aplicando-se ali a lógica das "frentes amplas". estas quase sempre tão abrangentes de modo que nada, ou quase nada, conseguem confrontar dos grandes interesses beneficiados e garantidos pelos procedimentos de exceção: desde o AI-5 ao "guarda da esquina". embora anunciados ao microfone, e aplaudidos mais de uma vez efusivamente, ao grupo de alunos não foi dada a palavra. quando seria óbvio que é justamente da participação deles, e dos demais, que depende o êxito da palavra de ordem: "Ditadura Nunca Mais!". vídeo: Seminário: Direito à Verdade - 2014 - Ilhabela-SP https://www.youtube.com/watch?v=6oopfilswYk .

47 comentários

  1. Lição de poder deu Sarney, quando impiedosamente atacado pela mídia, que antes tinha derrubado Renan…..

    Quando todos esperavam um discurso de renuncia, deu uma banana pra mídia que nunca mais o incomodou…..

    já Dilma, demitiu sete ministros em seguida, só resistindo quando chegou em seu amigo…ali demonstrou fraqueza, e pior, total falta de solidariedade…….o mínimo que se pode oferecer a pessoa acusada é o benefício da dúvida…..como o mundo dá voltas, já sabemos o que aconteceu depois…..

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    • O texto não ataca o PT, mas chama atenção para fatos que, se não for feita uma boa auto-crítica, vão se repetir se um dia for permitido ao PT voltar a governar.

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    • Penso que o texto deixa claro que a culpa não é do PT, mas que ele tem sua culpa em parcela da lambança, o que me parece claro e evidente…

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    • Nesse caso, não se trata de atribuir culpa ao PT. Trata-se de uma constatação da realidade objetiva de fatos que revelam a interpretação equivocada de quem estava no Palácio do Planalto (Dilma, Mercadante e Zé Cardozo), investidos de poderes legítimos, atribuídos por mandado popular, diante da movimentação da abominação que devorava as entranhas da institucionalidade e que, mercê dessa visão obtusa, ou por oportunismo, ou por omissão, ou sabe-se lá por que, deixou de agir e enfrentar a monstruosidade. O PT fez cara de paisagem diante dos sintomas da formação do GOLPE que já emitiam sinais antes de 2012. Ignorou os alertas para não lançar a candidatura do tucano Arlindo Chinaglia, que serviria apenas para emprestar legitimidade à eleição fraudada de Eduardo Cunha à presidência da Câmara. Recondução do sindicalista Janot era o mesmo que jogar gasolina no incêndio que queimava as principais lideranças petistas. Alguns, como Mercadante e Cardozo poderiam enxergar nisso oportunidade de abertura de caminhos para suas aspirações. O Zé Cardozo foi às páginas amarelas da VEJA em 2008 afirmar que O MENSALÃO EXISTIU, o que, ele e todos que tiveram acesso ao processo sabem que é uma rotunda mentira. Isso tudo não significa culpar quem quer que seja, mas, sim, enfrentar a necessidade de reconhecer erros e aprender com esse reconhecimento.

  2. Perfeita análise. Nunca os dois melhores presidentes da pós ditadura, Lula e Dilma, acreditaram nos avisos da trama que se armava contra eles. Que nunca mais a esquerda fale que tudo é teoria da conspiração, pois a conspiração existe e é cruel.

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    • Tão cruel que o Lula só sairá da prisão para o cemitério.
      Isto se não resolverem sepulta-lo dentro da cela onde ele está para que o povo não possa visitar nem o seu túmulo ou se não atirarem seu corpo em alto mar, assim como “fizeram com o Osama”.

  3. O problema é que as classes dominantes brasileiras e seus representantes na grande mídia dificilmente permitiriam que presidentes de esquerda peitassem o judiciário ou o MPF como Temer o fez ou como Bolsonaro está fazendo.

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    • As classes dominantes, apesar de seus inúmeros defeitos, não tem relação nenhuma com a falta de pulso do PT com o judiciário e o MPF, o que houve foi um erro estratégico, de preço muito alto, do partido vermelho!

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  4. Uma vírgula não caberia no comentário de Nassif,especialmente quando quando enfatiza de maneira incontestável que a Presidenta Dilma Rousseff e seu impagável Ministro da Justiça Zé Cardoso “não tinham as noções básicas do exercício do poder”.Ouso acrescentar que as escolhas tanto de Lula e principalmente de Dilma para a PGR,foram os elementos fundamentais para a instalação do estado de anarquia e barbárie que estamos vivenciando.

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    • Ouso dizer que as nomeações do PT para o STF foram fundamentais para a situação de anarquia e barbárie que estamos vivendo

  5. É de se perguntar se um partido com as origens do PT deveria agir de outra forma, desrespeitando a entidade que representa a categoria. Quem tem a aprender nesse episódio? Alguém já disse que a sociedade brasileira não merece um partido como o PT.

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  6. Lamentável essa análise. Como filiado ao PT, não aceito esses ataques à ex-Presidenta.
    O golpe, que se iniciou em 2013, pelo Congresso de vasta maioria de direita, conservador e composto pela elite (característica aliás de todos que o Brasil já elegeu), tinha pavor que o ex-Presidente Lula voltasse ao Poder em 2018. Esse ataque à ex-Presidente só favorece à direita. Por esse motivo é que, na verdade, hoje, com algumas exceções, Lula, Veríssimo, José Dirceu e Chico Buarque, nunca decepcionam. Outros, que admiro, como o Senhor, o falecido Paulo Henrique Amorim, de quando em vez, agem, enfraquecendo a luta em favor dos menos favorecidos e contra a elite que oprime a população desde o descobrimento.

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    • ISAIAS: a elite escravocrata atuou sim pra derrubar o PT. Mas o PT foi vítima TAMBÉM de seus próprios erros. Nassif, o saudoso PHAmorim e outros fazem a crítica necessária. Você está, como muitos, dominado pela falsa percepção de que o PT é o paraíso das virtudes. Não é. Leia com o espírito desarmado alguma entrevista recente de Gilberto Carvalho. Ele é amigo e foi secretário de Lula na presidência. Ele também faz críticas contundentes e reconhece erros cometidos. Penso que o PT precisa voltar às origens, recarregar as baterias com o poder popular e retornar com maior experiência ao enfrentamento político.

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    • Respeito sua opinião, apesar de ela ser o oposto da minha…Um dos maiores erros da história política do Lula foi ter indicado Dilma para sua sucessão e essa análise dentro do PT já é quase um consenso.

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  7. O MPF é quem deveria agir sem partidarismo e de forma republicana. Quem errou ? Quem agiu de forma republicana, respeitando as instituições e a lei ou quem se meteu até o pescoço numa disputa insana por um poder, que não lhe pertence?

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    • Num mundo ideal Luísa, concordo. O PT agiu corretamente ao ratificar o primeiro nome da lista tríplice. Porém, no mundo real, onde há coorporativismo pesado na classe jurídica, conservadorismo, uso do cargo público para ações políticas; não deveriam ter agido ‘republicanamente’. Em Roma aja segundo as leis fora de suas fronteiras como bárbaro.

  8. Uma análise da análise da lista tríplice : Previsão do passado. Lula e Dilma erraram, ponto. Lula e Dilma erraram porque, exercendo o poder de forma republicana, foram traídos, tal qual nas indicações para o STF. A culpa é muito mais dos traidores do que dos ex-presidentes. Se não tivessem sido traídos não teria havido prisão imotivada nem golpe e os dois ex-presidentes estariam hoje nos píncaros da glória e sendo elogiados por terem exercido o poder de forma republicana. Numa República a forma não republicana de exercer o poder é a ditatorial, pequeno porém, deixaria de ser República.

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  9. É triste, mas é verdade. Lula e Dilma não souberam exercer o poder que o povo lhe deu e deixaram que concursados o exercessem. Quando Haddad falou durante a campanha que faria a mesma coisa, o meu dedo tremeu. Pensei seriamente em não votar nele por isso.
    Nassif, fale para a companheira Eugênia que o que garante a atuação do MP não é a lista tríplice, mas a a autonomia e independência. A lista tríplice é golpe. Eu, cidadã e eleitora, não reconheço essa associação como representante de nada, a não ser de uma elite estamental. Eu não autorizo um presidente eleito com meu voto a abrir mão do poder que eu lhe deleguei para entregar a ninguém. Ministério público não é poder de estado, ponto.

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  10. o ato “Ditadura Nunca Mais”, realizado na ABI no Rio de Janeiro na última terça-feira (03/09/2019), foi revelador dos motivos entre a incongruência da palavra de ordem com a realidade dos fatos.

    a bem da verdade, a Ditadura não apenas está de volta, como nunca se foi…

    sem deixar de fazer justiça à participação de alguns dos integrantes da mesa, entre eles Eugênia Gonzaga e Vitória Grabois, a quase totalidade das intervenções dispensou solenemente o acerto de contas com o fracasso da Justiça de transição.

    os Presidentes civis, todos eles, de Sarney a Dilma, passando por Lula e FHC, incluindo Collor, todos nos devem desculpas.

    e devemos exigí-las.

    o ponto alto do evento foi a presença de um grupos de alunos, acompanhados de seu professor, de uma escola pública de Oswaldo Cruz, bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

    e nesta presença reside a solução para o impasse tanto da escolha do PGR, quanto não só de todas as demais escolhas como do próprio processo de gestão pública: tudo dever estar sob estrito controle da participação popular.

    formou-se um palco imenso, sendo a ele chamados diversos representantes (sendo alguns apenas de si mesmos), aplicando-se ali a lógica das “frentes amplas”.

    estas quase sempre tão abrangentes de modo que nada, ou quase nada, conseguem confrontar dos grandes interesses beneficiados e garantidos pelos procedimentos de exceção: desde o AI-5 ao “guarda da esquina”.

    embora anunciados ao microfone, e aplaudidos mais de uma vez efusivamente, ao grupo de alunos não foi dada a palavra.

    quando seria óbvio que é justamente da participação deles, e dos demais, que depende o êxito da palavra de ordem: “Ditadura Nunca Mais!”.

    vídeo: Seminário: Direito à Verdade – 2014 – Ilhabela-SP
    https://www.youtube.com/watch?v=6oopfilswYk
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  11. A Dilma ainda teve uma última chance de se salvar do golpe, antes de reconduzir o Janot. Pelo silêncio dele, no vazamento dos grampos, deveria concluir que ele fazia parte do golpe. Mas preferiu acreditar no republicanismo utópico do PT.

    • Quando houve o caso dos grampos ele já estava reconduzido.
      Já tinha ludibriado a Dilma e o PT para ser reconduzido.

  12. Essa lista tríplice é uma excrescência abominável. A única conexão da corporação dos procuradores federais com o sistema de pesos e contrapesos que equilibram a República é a prerrogativa presidencial de escolher quem indicará para pgr. Já é uma concessão à corporação que o indicado tenha de ser um procurador pois restringe a liberdade de escolha presidencial.

    • Talvez não seja uma excrescência, mas pela Constituição e por tudo que aconteceu até aqui, um presidente da República não está de forma nenhuma obrigado a respeitar ou seguir essa tal lista.
      Parece pertinente essa sua consideração de que escolher um procurador já é um parâmetro balizador para o presidente.
      E a verdade é que toda essa marra e exigências de procuradores não tem justificativa nem amparo legal.
      E talvez valha considerar um pouco de Maquiavel, de que ao príncipe (presidente) cabe entender bem o jogo político e saber exercer o poder.

  13. O.maior problema da esquerda é ser ingenua. se fosse o haddad teria escolhido alguem da triplice e sofreria durabte o mandato inteiro. O lula seguiu a indicacao da lista e esta ainde hj? A Dilma tb seguiu, e o q qconteceu? Quem sao os piores ministros dos supremos? Foram indicados por quem? O problema q eu nao vejo q a esquerda tenha aprendido a lição, , acredito q voltaremos ao poder e continuarao errando nas escolhas. Se pudessem aprender um pouquinho com bolsonaro de como se proteger do poder economico eu já ficaria feliz. Porq a esquerda é ingenua

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  14. Além de promover a soberania, o desenvolvimento e o respeito às questões socias as administrações petistas tiveram um outro mérito (embora de forma involuntária): expuseram o preconceito, a crueldade, a corrupção, a hipocrisia e o autoritarismo das instituicoes brasileiras. Judiciário, imprensa, ministério público, legislativo, forças armadas, todos esses poderes foram expostos e revelaram-se despreparados para conviver com um poder executivo exercido de forma democrática e republicana. No Brasil todos os poderes que constituem os pilares de uma republica tem a estatura moral, ética e intelectual de Jair Bolsonaro, com uma vantagem para o atual presidente, ele não é hipócrita. E todos trabalham para uma elite financeira ignorante, cruel e desrespeitosa com o país. Em suma, sofremos de “bolsonarite”. Bolsonaro não é consequencia, é causa.

  15. Certo Nassif, a escolha do PGR pela lista tríplice está provada como destruidora do poder executivo e outros bens da nação. O próprio MPF não tem mostrado o valor que lhe atribuíram na Constituição. Certas demonstrações se assemelham a organização criminosa, corporativista, lesa-pátria, partidária, patrimonialista. Hora de repensar, será que não é realmente “o monstro”?

  16. _COMPANHEIROS: a vida e a mente de um homem mau é sem escrúpulos, eu não sei como funciona, mas a vida e a mente de um homem de bem é um eterno tormento. Quem o bem cultiva, do mal não vive. O tenho presenciado nesses últimos anos é cultura do mal, do ódio e do sadismo, tudo com aprovação e aplausos provocativos de entes covardes.

  17. Exatamente Nassif mas com menos moderação. Nada de hipocrisia de lista triplice. Escolhe entre TODOS sub procuradores aquele q estará do nosso lado. Já não chega os trairas q surgem vai escolher mais trairas ?
    A mma coisa para ministros do STF.
    DILMA E LULA sofreram as consequências.

  18. Não só isso, mas também , sem qualquer verificação mais detalhada e em nome de um “desprendimento republicano”, o PT , ou Lula, ou Dilma, escolheram para os mais altos cargos, Joaquim Barbosa, Carmem Lúcia, Rosa Weber, Luiz Barroso, Fachin. e outros de que não me recordo. Para se ter uma ideia, Marco Antonio Mello, primo de Collor e indicado por este, toma decisões anos luz mais “republicanas” que aqueles, “amigos do PT”.

  19. O Nassif agora culpa a menina estrupada pela razão de que a saia dela era muito mais longa que outras e isto induziu o criminoso.
    O PT acertou. Traidores é a coisa mais comum do mundo nas altas esferas do governo, muito maior que nas dos políticos.
    O PT fez o certo. Traíram, mas se cobrou deles o preço da traição.
    Seria atacado do mesmo jeito.
    Lembram-se dos candidatos ao STF que eram petistas. Que fizeram? Tr………

  20. perdão por tudo que fiz corretamente!
    prometo errar mais ao gosto de
    voces quando voltar ao poder!
    (primeiro teremos de fazer a revolução)

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  21. Já fiz este comentário em outro post, no GGN

    Porém, acredito que caiba melhor aqui e, assim, renovo-o.

    Penso como é difícil de entender que a PF e a Procuradoria da República se volte contra um governo que a valorizou de forma nunca vista.

    Basta citar que no orçamento de 2002 ( FHC) o valor para as despesas da PF foi de 320 milhões de reais aproximadamente. E em 2015, foi de 5 bilhões e trezentos milhões de reais, aproximadamente. Quantas vezes mais os recursos se multiplicaram. Reclamam de que? Houve grandes melhorias na PF.

    E a Justiça Federal, onde, nos governos Lula/Dilma foram criadas centenas de varas, consequentemente de vagas para juízes e promotores? Para lembrar, no período de setembro de 2001 a agosto de 2002, a internet informa que os gastos com o pessoal foram de 1 bilhão e quatrocentos e trinta e dois milhões. Em 2015, foram de sete bilhões e trezentos milhões de reais. Ainda, com benefícios, mais 566 milhões de reais.E no total de despesas foi de 9 bilhões e setecentos milhões de reais. Também aqui os recursos se multiplicaram.

    E não falem em inflação, para justificar o péssimo desempenho do governo neoliberal, no que diz respeito a PF e ao Judiciário, quando ditou as regras para o País, pois o melhor parâmetro é o dólar e em 2002 chegou até 4 reais, quase igual em 2015.

    Ora o Governo Lula e Dilma quiseram abafar processos e investigações? Se foram, porque gastaram tanto com melhorias na polícia federal e na Justiça Federal?

    Ademais, não custa lembrar que em 2003, um projeto de senador Paim do PT foi aprovado e transformado na lei 10.763 de 12 novembro de 2003, devidamente sancionada pelo presidente Lula, aumentando e muito a pena para a corrupção que passou para 2 anos a 12 anos, além de estabelecer um regime de progressão de cumprimento de pena, sujeito à devolução do prejuízo causado.

    Ora, eles queriam corrupção no País?

    Agora, vem aí o prejuízo. Do jeito que vai, com certeza, cortes irão baixar em cima da PF e da Procuradoria Federal. Adeus à lista tríplice. Arrependimento? Ora bolas!?

  22. Parece me que o PT e Lula acreditaram na ilusão que a democracia se exerce sendo democrático. Os abutres se fartaram com essa ilusão! O agro Bonzo consegue ser mais sábio.
    Qdo o vento virá espeto que essas lições não seja esquecida.
    Ser Preto, mulher e homossexual não são sinônimos de progressistas.

  23. https://www.youtube.com/watch?v=7lXT8R0qChs&t=1080s

    Wadih Damous, em 16.08.2019, ao Cafezinho: “Essa história de nomear o primeiro da lista lá da associação de procuradores da república foi uma invenção do presidente Lula que vai morrer com ele e com a Dilma”

    Minuto 11:16 – “Mas, de qualquer maneira, tanto os nossos governos, quanto nossos ministros da justiça, não entenderam, acho que eles achavam que a luta de classes não aconteceu no aparelho de Estado. Acontece, e acontece de forma renhida. Essa história de nomear o primeiro da lista lá da associação de procuradores da república foi uma invenção do presidente Lula que irá morrer com ele e com a Dilma. Ninguém faz isso, nem é pra fazer. Foi um erro. Eu tive a oportunidade de de dizer isso ao presidente Lula. Eu pegaria essa lista da associação e jogaria na lata do lixo. Quem nomeia…se o Bolsonaro nomear alguém fora da lista estará agindo corretamente, que a Constituição permite que ele faça isso. E não acho que tenha nada de democrática essa história de nomear o primeiro da lista de uma corporação, de um sindicato de classes, como é a Associação Nacional dos Procuradores da República. Um sindicato como é o dos metalúrgicos, como é dos engenheiros.
    Então, acho que nosso grande erro foi ter a ilusão que a democracia estava consolidada e nós poderíamos aprofundar a democracia, sobretudo nos rumos dos direitos sociais, e achar que não haveria reação”.

    Minuto 14:45 – Essa questão de PGR, aquilo estava no DNA do presidente Lula, o que aconteceu foi o seguinte, no final das contas. O PT teve medo, o PT teve medo, os governos tiveram medo. O medo que Bolsonaro não tem, o PT teve em excesso. Medo, excesso de cautela, ministros da justiça absolutamente acoelhados diante de possíveis reações do aparelho de Estado. Repito, falar de fora, falar depois em retrospectiva é bem mais fácil, mas que o PT teve medo, teve.”

  24. Não deram certo os primeiros das listas pra pgr.

    Não deram certo as escolhas do stf também… mesmo sem lista.

    Será que é essa a questão?

  25. A escolha do pgr não deu certo. E a lista foi respeitada.

    As escolhas dos minostros do stf também não deu. E não tinha lista.

    Acho que a lista não é o denominador comum.

  26. Erros são ferramentas que devem ser consideradas e estudadas tanto os nossos quanto de outros, esse governo comete muitos resta saber se vamos usá-los como usaram os nossos. Pode demorar muito.

  27. E o Haddad estava prontinho para cometer o mesmíssimo e já surradíssimo erro, indicar o primeiro colocado da tal lista tríplice. Não aprenderam e não entenderam nadinha.

  28. + comentários

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