“Vai esperar chegar o oxigênio. Não tem o que fazer”, disse Pazuello em Manaus

Pacientes morrem por asfixia em hospitais de Manaus enquanto o ministro da Saúde apenas aguarda que a oferta e demanda se ajustem sozinhas

Jornal GGN – Na última segunda-feira (11), em passagem por Manaus, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que irmão da própria cunhada está internado em hospital que enfrenta escassez de oxigênio e, numa postura fatalista, disse que não poderá fazer nada a respeito. “Não tem o que fazer”, disparou o ministro. “Você e todo mundo vai esperar chegar o oxigênio”.

Nesta quinta (14), Pazuello (e o Brasil) assiste a uma tragédia humanitária: pacientes internados em hospitais federais em Manaus estão morrendo por asfixia porque não há oxigênio suficiente para passar o dia.

A empresa que abastece os hospitais de Manaus, a White Martins, informou que está negociando importar oxigênio da Venezuela para dar conta da demanda da capital. A ajuda que Pazuello forneceu foi de acionar a FAB para fazer o transporte de oxigênio adquiridos em outros estados. Não há notícia de que o ministro tenha negociado um cilindro sequer.

Na primeira onda da pandemia de Covid-19, Manaus consumia, por dia, no máximo, 30 metros cúbicos de oxigênio. Agora, na segunda onda, o volume cresceu para 75 metros cúbicos, de acordo com o governo estadual. A White Martins admite que não consegue produzir nem metade da quantidade necessária diariamente.

Abaixo, o vídeo de Pazuello.

 

 

 

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