Vereador acusado de racismo faz registro de cidadão “antirracista” em cartório: “cara de pau”, diz advogada

Vereador disse durante sessão da Câmara que varrer uma rua que está molhada é "coisa de preto". Parlamentares pedem cassação

A situação é inusitada. O vereador Camilo Cristófaro (sem partido), da Câmara de São Paulo, registrou em cartório que não é um cidadão racista. A iniciativa ocorreu após vereadoras do PSOL pediram a abertura de um processo no Conselho de Ética da Casa, para apurar uma fala racista proferida pelo parlamentar durante uma sessão. Cristófaro declarou que varrer uma rua molhada é “coisa de preto”.

Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Se você acredita que o GGN tem papel relevante nesta batalha, junte-se a nós. Apoie via www.catarse.me/jornalggn

“Ele teve a cara de pau de firmar uma escritura pública declarando que não é racista. Esse documento não tem validade nenhuma”, declarou a covereadora Paula Nunes, advogada criminalista e integrante da Bancada Feminista, que é um mandato coletivo em São Paulo. “Camilo, seu dias estão contados. Você vai ser cassado.”

No último dia 17, o corregedor-geral da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Gilberto Nascimento (PSC), nomeou a vereadora Elaine Mineiro, do Quilombo Periférico (PSOL), como relatora do processo contra o vereador Cristófaro. Mineiro será responsável por reunir todas as representações ou denúncias contra Cristófaro. Ela terá 10 dias, desde a nomeação, para apresentar um relatório a respeito da conduta do parlamentar.

Leia também:

Sob suspeita de parcialidade, sessão para cassar vereador Renato Freitas (PT) é suspensa pela Justiça do Paraná

0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador