8 de junho de 2026

Witzel anuncia pré-candidatura ao governo do Rio após cinco anos de inelegibilidade

Ex-governador foi afastado definitivamente do cargo em 30 de abril de 2021, condenado por crimes de responsabilidade envolvendo corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Wilson Witzel anunciou pré-candidatura ao governo do Rio pelo Democratas após fim da inelegibilidade por impeachment.
Ex-governador promete política de segurança com tolerância zero e criação de Secretaria Estadual da Capelania.
Witzel foi afastado em 2021 por corrupção e lavagem; acusa impeachment de tentativa de silenciamento.

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O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel lançou nesta segunda-feira (8) sua pré-candidatura ao governo fluminense pelo Democratas. O anúncio marca o retorno do ex-juiz federal à política eleitoral após cumprir o período de inelegibilidade decorrente de seu impeachment, concluído em 2021.

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“Eles me derrubaram, mas não me quebraram. Não por vaidade, mas porque o povo fluminense merece mais do que medo, abandono e omissão”, afirmou em comunicado divulgado pela pré-campanha.

Witzel prometeu, caso eleito, adotar uma política de segurança pública baseada em tolerância zero ao crime, defender o enquadramento de criminosos armados com fuzis como terroristas e criar uma Secretaria Estadual da Capelania. Em tom religioso e combativo, encerrou sua declaração afirmando que “juiz conhece a lei, militar conhece a missão, e Deus conhece o meu coração.”

Impeachment

Witzel foi afastado definitivamente do cargo em 30 de abril de 2021, condenado por crimes de responsabilidade envolvendo corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O pedido de impeachment partiu dos então deputados estaduais Luiz Paulo e Lucinha, ambos do PSDB à época, com base em informações levantadas pela Operação Placebo, da Polícia Federal, que investigava irregularidades em contratos da área da saúde no estado.

Antes mesmo da conclusão do processo político, Witzel já havia sido afastado do cargo por decisão do ministro Benedito Gonçalves, relator das investigações no Superior Tribunal de Justiça.

Um dos elementos centrais do caso foi a delação do ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, que apontou a existência de um esquema de desvios e atribuiu ao então governador participação nas irregularidades.

Segundo o Ministério Público Federal, teria sido montada uma organização criminosa dentro do governo estadual, com grupos disputando influência sobre áreas estratégicas da administração mediante o pagamento de vantagens a agentes públicos, com foco especial no controle da secretaria de saúde para favorecer empresas contratadas pelo estado.

Em seu comunicado de retorno, Witzel classificou o impeachment como uma tentativa do “sistema” de silenciá-lo.

*Com informações da CNN.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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