Xadrez de como Bolsonaro herdou a rede neopentecostal de Eduardo Cunha, por Luis Nassif

Para entender o bolsonarismo, peça central é a questão da religião, especialmente do ativismo econômico e político das chamadas religiões neopentecostais.

Peça 1 – Bolsonaro e Eduardo Cunha

Para entender o bolsonarismo, peça central é a questão da religião, especialmente do ativismo econômico e político das chamadas religiões neopentecostais.

A base de apoio de Eduardo Cunha misturava religião, milícias e um mundo de negócios: igrejas, contrabando, produção clandestina de cigarros, tráfico de armas, segurança privada de novos ricos que precisam andar nas sombras, produção e distribuição de música e literatura religiosa, shows e eventos artísticos, etc. Apesar dessa confluência, obviamente a vinculação de igrejas com crime é parcela menor desse universo.

Jair Bolsonaro herdou essa base. Mesmo antes de seu Partido 38 entrar em operação, significa que ele continuará tendo uma base de apoio razoável e estável no Congresso.

Cunha construiu sua rede de apoio no Congresso e no Estado do Rio financiando deputados. Mas a base de lançamento foram neopentecostais que ele convocava nos boletins diários da rádio Melodia FM, com o bordão “afinal de contas, o nosso povo merece respeito”.

Em janeiro de 2015, a eleição de Cunha para a presidência da Câmara Federal foi entusiasticamente apoiada pelos 90 deputados da bancada evangélica, e pela bancada ruralista.

Para ambos, Cunha acenou com a rejeição a qualquer tentativa de liberalização do aborto e de criminalização da homofobia. Para os ruralistas, a promessa para que o Congresso tenha poder de demarcar terras indígenas.

O entusiasmo poderia ser medido pelas palavras do Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC: “Cunha representa a possibilidade de termos uma Câmara independente onde serão colocados na pauta assuntos de interesse do Brasil e não somente do governo e do partido do governo”, disse ele.

Cunha pertencia à Igreja Sara Nossa Terra, com um milhão de fiéis. Trocou pela Assembleia de Deus, com 13 milhões. E obteve o apoio de dois dos principais líderes evangélicos do estado, o bispo Manoel Ferreira e o Pastor Everaldo.

Gilberto Carvalho, da Executiva do PT, atribuía a Cunha a articulação de uma ampla campanha difamatória contra o PT, em temas de fundo moral, disseminadas pelas igrejas evangélicas.

Essa estrutura fio inteiramente absorvida por Bolsonaro.

Peça 2 – a lavagem de dinheiro

Não se trata apenas da economia da fé. A possibilidade de ganho fácil em uma economia informal acabou atraindo muitos jovens ambiciosos também que encontraram um terreno fértil para a ilegalidade.

Trata-se de um território absolutamente informal, no qual as doações não são documentadas nem regularizadas. Fiéis de igrejas pentecostais mais sérias tentaram definir regras, como a necessidade de o doador registrar CPF, mas não conseguiram avançar.

Criou-se, então, um campo fértil para o embricamento entre igrejas e economia clandestina, doações e lavagem de dinheiro, como comprovou o próprio Eduardo Cunha e suas relações obscuras com a Refinaria de Manguinhos.

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Uma das denúncias da Lava Jato foi a de que a Igreja Evangélica Cristo em Casa fez um empréstimo de R$ 250 mil pra Cláudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, como forma de lavar dinheiro. A Igreja é presidida por Francisco Oliveira da Silva, ex-deputado federal e aliado de Cunha.

Na denúncia contra Cunha, o então Procurador Geral da República, Rodrigo Janot anotou que parte da propina a Cunha foi paga em doação para uma Assembleia de Deus em Campinas, presidida por Samuel Ferreira, irmão do pastor Abner Ferreira, presidente da Assembleia de Deus de Madureira, frequentada por Cunha.

Peça 3 – o empreendedorismo evangélico

É nesse quadro de informalidade, que se desenvolve o empreendedorismo evangélico, tendo como modelos os Jorge Paulo Lehmans da fé: Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (patrimônio de US$ 950 milhões), Valdemiro Santigo, da Igreja Mundial do Poder de Deus (US$ 440 milhões), Silas Malafaia (US$ 150 milhões), R.R.Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus (US$ 125 milhões), Estevam e Sônia Hernandes, da Igreja Renascer (US$ 65 milhões).

Reportagem da revista norte-americana Forbes, especializada em negócios, descreveu bem o fenômeno.

Os dois pontos centrais da expansão da economia evangélica foram a ascensão das novas classes sociais e as facilidades de ingresso no negócio religião, tudo pavimentado pela chamada teologia da prosperidade.

No Brasil, diz a revista, com os muito ricos e os muito pobres permanecendo firmemente católicos, a maioria dos evangélicos protestantes no Brasil está na classe média ascendente, seguindo a teologia da prosperidade.

O segundo ponto foi a flexibilização na formação dos pastores. As igrejas protestantes mais tradicionais exigem de seus pastores pelo menos o curso de mestrado. As Neopentecostais, como a Universal do Reino de Deus, oferecem cursos intensivos de formação de pastores por até US$ 350,00 e alguns dias de aula.

Segundo a revista, trata-se de um mercado com ampla expansão. Os católicos representam 64,6% da população, contra 92% em 1970. E os evangélicos passaram de 15,4% para 22,3% da população, ou 42,3 milhões de pessoas, em apenas uma década.

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Os novos pastores ganham bons salários – Malafaia paga até US$ 11 mil mensais para os pastores de maior talento -, mas também ganham poder. E o fascínio da riqueza fácil, mas a informalidade do setor, estimulou algumas aventuras mais agressivas no mundo da contravenção.

Peça 4 – o desenho do novo mercado

O caso do pastor Márcio Matos é bem significativo da resultante de uma atividade que mistura a economia da fé, informalidade, política e lavagem de dinheiro.

Matos é apontado como provável candidato a prefeito em Caxias pela REDE, de Marina Silva. É dono da Pentecostal Anabatista, com mais de 100 igrejas no Brasil, e uma em Miami, na Flórida.

É o maior distribuidor de cigarros na baixada Fluminense.

Ela e a esposa são donos de várias empresas ligadas a cigarro, a Clean Tabacos, a Quality Tabacos, a Gudang Tabacos do Brasil entre outras.

Seu empreendedorismo já foi enaltecido em um publieditorial (publicidade em forma de matéria, fornecida por terceiros) da revista Veja sobre a família Poncio, que controla distribuidora de tabacos, grife de roupa, agência de publicidade e marketing, empresa de aromatizantes, entre outras.

▫ A Operação Vícios

Em maio passado, a Justiça condenou diversas pessoas envolvidas em lavagem de dinheiro, e alvos da Operação Vícios, do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, deflagrada em 2015. Tratava-se de um esquema visando fraudar a Casa da Moeda e a Receita Federal, por uma empresa de nome SICPA Brasil Indústria de Tintas e Sistemas.

A SICPA prestava serviços de controle numérico e rastreamento de produção de bebidas. A partir de 2008 firmou com a Casa da Moeda um contrato de cinco anos, da ordem de R$ 3,3 bilhões, para execução de serviços relacionados ao Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal.

A licitação teria sido manipulada pelo auditor-fiscal Marcelo Fisch, que era coordenador geral de licitação. Seu cunhado Farid Raouf Merheb é conhecido doleiro de Brasilia. Entre suas atividades está a representação da Gudang Tabacos Brasil, do pastor Márcio, através da Duke Distribuidora.

▫ Operação Grande Rios

No dia 16 de abril passado, a Operação Grandes Rios, da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte e da Receita Federal, desnudou o esquema de lavagem de dinheiro de fabricantes de cigarros. Eram abertas fábricas de cigarros em nomes de “laranjas”, que acumulava passivos fiscais. Quando a Receita cancelava o registro de funcionamento, nova empresa era aberta em nome de “laranjas”. Os lucros eram lavados no Brasil e no exterior.

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Estimou-se que a fraude chegava a R$ 3,5 bilhões. A operação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco.

Não foram divulgados nomes das empresas e pessoas envolvidas. Mas o modo de operação era significativo dos personagens que se entrecruzam nesse mercado cinzento.

Peça 5 – o apoio de Bolsonaro

Bolsonaro já acenou várias vezes com benefícios e estímulos à economia da fé.

Uma dessas medidas foi o apoio da Apex (Agência Brasileira de Promoção das Exportações) para a internacionalização do aplicativo Atos6, uma “plataforma cristã”, criada para auxiliar igrejas evangélicas no “recebimento de doações recorrentes online”.

É um aplicativo sofisticado, que permite doações, ofertas e dízimos em cartão de crédito e boleto bancário; pastoreio de membros da igreja e novos convertidos e uma integração com o Google Maps, para ajudar a identificar bairros adequados ao perfil dos cadastrados.

Outro lance, mais abrangente foi a promessa de um pacote para flexibilizar os compromissos das Igrejas com a Receita.

Foi anunciado um pacote desobrigando igrejas menores de se inscreverem no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ; e a elevação (de 1,2 milhão para 4,8 milhões de reais) do piso de arrecadação para que uma igreja seja obrigada a informar suas movimentações financeiras diárias.

Peça 6 – a rede Bolsonaro

No início do governo Bolsonaro, havia muita resistência das Igrejas evangélicas não-pentecostais, ao modelo desenvolvido por Eduardo Cunha. Gradativamente, passou a haver uma adesão cada vez mais ampla a Bolsonaro.

Hoje em dia, além do apoio espontâneo de segmentos a classe média e empresariais, o bolsonarismo conta com as seguintes redes de propagação, atuando em nível nacional.

 

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40 comentários

  1. Vamos retirar a imunidade tributária de todas as igrejas!
    Por que nós brasileiros não nós organizamos, desde já, para redigir a nova constituição do próximo período democrático?
    Vamos deixar, uma vez mais, que esse pacto social seja imposto por pessoas que não tem nada a ver conosco, por via indireta, no nosso sistema pseudo-democrático?
    Nos inspiremos na Islândia onde o povo participou diretamente na redação de uma nova constituição e, também, deu uma banana para os bancos, negando-lhes socorro e, ao contrário do que os arautos do mercado disseram, superaram a crise muito rapidamente, sem maiores sacrifícios.
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    • “Vamos” quem, meu caro? A Islândia tem a população de uma cidade média brasileira e todo mundo por lá é meio parente. Não é tão difícil levantar o pessoal contra meia dúzia de ricaços espertalhões. Aqui, se você quiser fazer uma nova Constituição, o “povo” que mais se organizará para palpitar sobre ela provavelmente será o dos pastores. Não dá a ideia que pode ser pior.

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      • Bolsonaro, o espertalhão que usa o termo democracia da boca para fora. E esses pastores evangélicos vão queimar no fogo do Inferno. Sinto muito, mas a sociedade brasileira vai do caos para o caos maior.

  2. …E escolas particulares…

    Biblia e “coaching”…Isso resume a ideologia boçalnara…

    Poucos entenderam a guinada “liberal” do Zero Zero. É assim que vão “partir pra cima” da rede publica de Escolas e Universidades, “taokey”?

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  3. Estou muito envergonhada com o que acabei de ler, sou cristã afastada desse sistema religioso que envergonha a cruz de Cristo e o Seu Evangelho,esses líderes corruptos vão pagar caro por tudo que fazem,tenho certeza disso.Jesus disse que seríamos a luz do mundo e o sal da terra,a igreja evangélica esta na escuridão eo sal esta insípido h´muito tempo

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  4. Estou muito envergonhada com o que acabei de ler, sou cristã afastada desse sistema religioso que envergonha a cruz de Cristo e o Seu Evangelho,esses líderes corruptos vão pagar caro por tudo que fazem,tenho certeza disso.Jesus disse que seríamos a luz do mundo e o sal da terra,a igreja evangélica esta na escuridão eo sal esta insípido ha´muito tempo

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  5. A complexa rede precisa ser compreendida por diversos fatores, um deles é apresentado no xadrez..

    O xadrez ajuda a elucidar parte do fenômeno do bolsonarismo, ao cruzar dados entre diversos grupos chega a um ponto comum, algo que unifica o grupo, dando origem a algo novo, no caso chegamos ao bolsonarismo.
    Porém, é preciso ir além, entender as fissuras possíveis em cada grupo, pequenas formas de resistências no interior destes grupos e avançar ali também, mas para isso é preciso compreender como se organizam, o que não é muito diferente de outros momentos e outras organizações, partindo de queixas comuns que são compartilhadas em diversos locais por membros dos grupos, não se fabrica isso, se agrupa aos poucos, levando pra um lado ou outro.
    Outro ponto interessante é o cruzamento dos membros dos grupos, pois o mesmo sujeito que atira no clube de tiro frequenta a igreja x com o segurança privado que atua num conjunto de pequenos comércios como segurança armado e motorizado. Os membros das forças de segurança habitam residenciais populares na maior parte das cidades, rodeados de pequenas igrejas pentecostais e outras, seus vizinhos às frequentam, seus parentes e amigos do bairro também. Junto com isso temos pequenos comércios que atuam diretamente voltados para este público, negligenciado por muito tempo por grandes redes de varejo que não atendiam as demandas populares, uma rede complexa que une amizade, fidelidade, proteção e precisa de lealdade para que tudo funcione.
    Assim, se encontram na padaria da esquina, nos postos de saúde e upas espalhados pelos bairros, seus filhos frequentam as mesmas escolas do bairro, na porta da escola se encontram para buscar os filhos com medo do retorno e da questão da segurança, abrindo espaço para o debate do medo, da insegurança, da criminalidade, das drogas. Caso precisem de algo nas madrugadas frias, precisam recorrer ao vizinho mais próximo, ao pastor da igreja da esquina que sempre tem algo para oferecer, aos irmãos que se apoiam nas horas mais complexas, uma rede que mantém assim a fidelidade como única forma de sobrevivência.
    A elite já possui sua rede formada, é preciso ver que também se utiliza hoje dos mesmos mecanismos de ajuda, frequentam igrejas mais sofisticadas, compram roupas para igreja em lojas modernas, se autoajudam na doença, é comum na maioria das cidades que se agrupem via rede social diversas categorias, que em caso de acidente ou qualquer fatalidade, cada membro da categoria deposita um valor xx, que permite ao infortunado passar pela crise financeira causada pelo acidente, o que nos remete as antigas sociedades mútuas da classe trabalhadora hoje reproduzida pela elite via rede social, e como se opor ao grupo que pode te auxiliar em caso de infortuno, uma rede complexa e quase secreta funciona entre muitas categorias, basta olhar para elas e ver como funcionam e porque o bolsonarismo conseguiu tanto sucesso no meio, mesmo muitos ali discordando de posições defendidas por outros membros, mas a fidelidade, a promessa de ajuda futura fala mais alto.
    Ao estudar esta rede complexa, que um dia foi parte da classe trabalhadora, levando a construir tantos mecanismos de resistências no permite compreender como ocorre o fenômeno do bolsonarismo, é preciso compreender isso nas grandes e pequenas cidades. O xadrez lança uma pequena luz sobre tudo isso, mas completado com dados da base da pirâmide permite avançar ainda mais e entender a capilaridade do bolsonarismo. Existe como explica E.P.Thompson outra economia, a economia moral das multidões, é ali que temos que ler, é ali que precisamos compreender como se desenvolve o avanço do bolsonarismo, é um trabalho complexo, exige tempo, e tem sido feito por muita gente na universidade, mas precisa se feito também por nós, por gente de fora, que compreenda tudo isso, é preciso debater isso nos sindicatos, associações, e é preciso fazer como Nassif tem feito, tentar compreender o processo que esta em curso. Que venha outros e outros, o xadrez é essencial para avançar na compreensão.

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    • A esquerda precisa reativar suas redes de apoio em regiões mais pobres e
      de periferia. Um apoio que não seja apenas físico, mas principalmente
      psicossocial. De preferência com um arcabouço ideológico de base que ensine fundamentos como capital x trabalho, em contraponto à teologia da prosperidade.

  6. Bota nesse angú outras religiões e seitas exotéricas e de alienígenas. No ano passado ouvi pessoalmente no estado do PR de católicos que padres diziam em suas missas que o dito cidadão era a encarnação de JC. Alguns destes católicos queriam denunciar esta propaganda política dentro das igrejas. Vi mensagens de espíritas(kardecistas) disseminando pela web que o Iluminado era o tal cavaleiro montado num cavalo banco previsto numa suposta psicografia de Chico Xavier que iria dar um “norte” ao brasil(continuo escrevendo em minúsculo). Pelo YT tem um vídeo de um “mito” do espiritismo que chama o seu xerife de venerando presidente(antes das denúncias do Intercept). Um outro vídeo do apresentador de TV Amaury Júnior(acho que é esse o nome) uma astróloga diz que o cidadão é um ser de 5ª dimensão!!! Existe um blog de portugal que trata de assuntos de extraterrestres e óvnis que faz uma sopa de informações e teorias de conspiração(muito influenciada por blogs e fóruns norte americanos). No início o cidadão era taxado por um SER DE LUZ(cof, cof,cof!!!). Basta pesquisar que irão ver que o alcance do cidadão não está somente nas pentecostais. As únicas correntes religiosas que eu acho que estão imunes são as matizes africanas – umbanda e candomblé.(não é um encarnado bunda suja que engana um preto velho ou uma pombagira, por exemplo)!

  7. e esses caras de pau televangélicos e reiigiosos de araque ainda têm o cinismo de chamar seus críticos de ímpios..
    conheci um que não conseguia dissertar sobre quase nada, mas de repente virou pastor evangelico…
    quando vi o cara repetindo aqueles versículos bíblicos com afetação quase insana no pátio de uma escola me assustei.
    quem tem coragem de ser crítico de quem vendeu a alma ao demonio, literalmente?
    até mefistófeles tem medo dessa gente…

  8. com essa estrutura, mais as milicias, nas áreas controladas, nao será dificil para o coiso coletar assinaturas e legalizar seu partido… a respeito do avanço evangelico, vale checar a venda de parte da rede Wall Mart e como estao procedendo em relacao à receita … ” igreja prebeteriana do brasil” comprou …. compra do cartao foi para essa razao social… BB confimou.. e como igreja, no Brasil, tem certas “benesses” e ausência de fiscalizacao (ide a Cunha) nao é de mal tom nao ficar ligado… lavagem, sonegacao… nao esuqecer da falta de controle e impostos…

  9. De tudo o que eu já experienciei vindo dessa tal de teologia da prosperidade, só tenho a dizer o seguinte…
    tanto aqui como além, só existe um lugar de onde alguém pode prometer o paraíso na terra, do inferno

    tantos lugares, diferentes formas de sentir Deus, de se sentir bem, e estes enganadores do inferno a corromper o ensino bíblico para que o fiel sinta apenas no bolso

    pais que permite esta praga no ponto mais alto do poder não tem futuro

  10. O Marcos Coimbra, responsavel pelo instituto VoxPopulis, fez um artigo interessante sobre as últimas eleições. Ele chamou a atenção para um setor da sociedade que deu a vitoria ao Bolsonaro: 70% das mulheres evangélicas pobres votaram no atual presidente. O mais curioso é que se o Lula tivesse disputado a eleição praticamente todas votariam nele.

    O Lula talvez seja a única liderança capaz de atrair o apoio dos evangélicos cooptados pelos pastores bolsonaristas. Ele tem um papel decisivo para conter a influência dos pastores fascistas no Brasil.

  11. CONSEGs em SP-capital, criados nos anos 80 pra tentar melhorar a interação entre sociedade PM e Policial Civil (fora prefeituras) fazem campanha aberta todo mês pró bolsonaristas ..fora atuarem em seus grupos nas redes sociais com o mote, LULA ladrão e PT corrupto. Pra eles, o grande embate se dará em 2020 com o domínio das prefeituras.

  12. CONSEGs em SP-capital, criados nos anos 80 pra tentar melhorar a interação entre sociedade PM e Policial Civil (fora prefeituras) fazem campanha aberta todo mês pró bolsonaristas ..fora atuarem em seus grupos nas redes sociais com o mote, LULA ladrão e PT corrupto. Pra eles, o grande embate se dará em 2020 com o domínio das prefeituras.

  13. CONSEGs em SP-capital, criados nos anos 80 pra tentar melhorar a interação entre sociedade, PM e Policial Civil (fora prefeituras) fazem campanha aberta todo mês pró bolsonaristas ..fora atuarem em seus grupos nas redes sociais espalhando FAKEs e com o mote, LULA ladrão e PT corrupto. Pra eles, o grande embate se dará em 2020 com o domínio das prefeituras.

  14. Primeiro dizer que essa rede que engolfa evagélicos, milícias, submundo policial, contraventores só poderia ter nascido no Rio de Janeiro, estado fértil para esse tipo de fenômeno.

    Foi no RJ que houve o ‘milagre’ da transformação da repressão na ditadura em indústria do jogo do bicho.

    Por outro lado, inexiste, hoje, a dicotomia estado x iniciativa privada; os empresários ou seus representantes já estão no centro do estado na condição de prefeitos, governadores e presidente destruindo o estado e implementado uma pax totalmente neoliberal.

    E, por fim, a maior das desgraças brasileiras da modernidade a ascensão de uma massiva classe média evangélica que faz o papel de infantaria dos objetivos empresariais acrescentando um conservadorismo de costumes.

    A continuar assim caminhamos a passos largos para nos tornarmos um misto de Israel com o Chile de pinochet.

  15. O submundo dos negocios esta à vista de todos. Eh uma mistura de politica com religião, trafico, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, encargos trabalhistas etc. O governo dos milicianos, tem um lado bom, como diria pollyana, trouxe à tona toda a sujeira desse mundo entre empresarios, pastores e politicos.

  16. alguém ainda se ilude ser possível superar esta deterioração estrutural, cfe. exposto na excelente matéria, a não através de mudanças também estruturais?

    não esqueçamos a aliança de Lula com José Alencar, o empresário amigo e membro da IURD – além de notório monarquista.

    ao se puxar o fio do novelo amarrando a todos atuando na economia subterrânea, chegaremos ao coração das trevas da lumpenburguesia brasileira: banqueiros e exportadores de commodities.

    a economia visível se reduziu a mera fachada desta rede intrincada de todo tipo de negócios ilícitos.

    este é o nível de degradação do Capitalismo contemporâneo e, em especial, da classe dominante no Brasil.
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  17. Por falar em religião, pense em alguém indignado com a hipocrisia, não com a minha, mas com a dos religiosos carolas. Explico.
    Uma das bandeiras do Bolsonaro eram os costumes: mamadeiras de piroca nas escolas e outras fake news correlatas. Pois bem. Muitos Bolsominions votaram no Bolsonaro por causa disso. São pessoas que se vestem, se penteiam, se olham no espelho, passam bem passado o pano e vão para as igrejas com a bíblia debaixo do sovaco. E lá oram aos berros, de olhos fechados, dão glórias ao pai, etc.

    Pois bem. Esse tipo de gente hipócrita que todos os Domingos está nas igrejas louvando o Senhor, se aglomeraram numa casa vinha à minha para assistirem ao jogo do Flamengo contra o River Plate. Encheram a travessa com seus carrões. Um deles estacionado em frente à minha casa. Estavam todos silenciosos. Quando o Flamengo empatou, começou a gritaria. Quando o Flamengo virou o jogo, eles saíram prá rua, ligaram com intensidade máxima o som do carro que estava na frente da minha casa. Eu tive que parar de estudar matemática por causa do barulho infernal. Minha Filha queria descansar para ir fazer o vestibular no dia seguinte mas durma-se com um barulho daqueles. Eram músicas muito nojentas, tipo: Bota a calcinha pro lado, vou socar na bucetinha. Isso na rua, onde moram crianças e adolescentes.

    Apesar dos decibéis acima do permitido, tivemos que aguentar aquela putaria toda na frente da nossa casa, pois a rua é pública e os pais dos patricinhos e mauricinhas são poderosos. Dá prá ver pelos carrões e pelo som automotivo neles instalados. Entretanto, para que a minha Filha de 9 anos não ficasse exposta àquela imoralidade de pessoas que elegeram o Bolsonaro por causa, entre outras coisas dos costumes, levei-a para a casa de uma amiga, que fica a uma quadra lá de casa e pedi à amiga que ficasse com ela até às 10 horas da noite. Eu voltei prá casa e ficamos a ouvir, eu minha mulher e minhas filhas adolescentes àquelas letras imundas e àquele barulho infernal. Deu 10 horas, achei que parariam. Não paráram. Tinha que ir buscar minha Filha. Saí e perguntei quem era o dono daquele carro. Uns 4 pitbulls me cercaram e perguntaram o que é que eu queria. Eu disse que queria que eles parassem, pois já eram 10 horas e eu tinha que ir buscar minha filha de 9 anos que levei prá casa da minha amiga em razão das letras imundas das ‘músicas’. Eles perguntaram se eu era o dono da rua e nisso chegaram mais pitbulls. Eu fiquei completamente cercado. Então o filho do vizinho interveio e resolveram parar a música. Eu fui buscar minha filha. Na volta, eles me encararam ameaçadoramente. Segui meu caminho entrei em casa e ficamos lá. Nisso o som recomeça baixinho e a todo momento eles aumentam o volume. Tive que sair novamente para falar com eles. Como eles estavam bastante agressivos, pedi para falar com os donos da casa. Eles não estavam lá. Falaram que iam parar. Eu disse-lhes: “Sim, eu sei que vocês vão parar, pois vocês não vão ficar o resto da vida aqui com essas imundícies. Mas quando é que vocês vão parar?”

    Nisso o filho do vizinho diz: “Te acalma, fica frio que as coisas não são do jeito que tu queres, não. Fica frio, que a gente vai parar”.

    Eu retruquei: “Eu não estou frio, pois quem aguenta umas imundícies dessas está gelado. Mas vamos parar com esse som agora”.

    Eles me cercaram mais agressivamente do que na primeira abordagem. Nisso o meu enteado fica do meu lado, eles o empurram. Eu digo a eles que párem de agredir ao meu enteado. Eles páram e nós entramos na nossa casa (na verdade, da CEF). O dono do carro diz que vai arrebentar o portão e nos matar. Nisso minha mulher intervem e diz a ele:

    “Vem, Tribufú, vem derrubar esse portão! Como é que vocês estão errados e ainda querem nos agredir, derrubar nosso portão?”

    Eles ligam seus carrões e saem cantando pneus.

    São Patricinhos e Mauricinhas que sempre estão bem engomadinhos, com suas bíblias debaixo dos seus sovacos fedorentos, que votaram no Bolsonaro por causa dos costumes. São t]ao hipócritas quanto o Mito que elegeram, o qual acha que os costumes são liberais demais mas usava o auxílio-moradia para comer gente.

    Esse tipo de gente me enoja cada vez mais.

    Valeu, Gil! Gente hipócrita é assim mesmo. E eu estou com medo de ser abatido nas ruas por um daqueles pitbulls ou por alguém por eles pago para me abater. Se eu me for, a vida da minha família nunca foi boa, está pior, mas piorará ainda mais.

    Mas esses Idiotas hipócritas no passarán!

  18. todos estes grupos operando no submundo da economia informal, embora tenham seu projeto de negócios (do qual decorre um projeto de poder ainda sendo estruturado, mesmo em plena implementação) carecem de um projeto de sociedade.

    e sem um projeto de sociedade, nenhum projeto de poder se sustenta.

    esta é a grotesca, mórbida e monstruosa decadência do Capitalismo em crise sistêmica.

    o Imperium já não oferce nenhum New Deal ou Plano Marshall, muito menos qualquer Aliança para o Progresso: apenas pilhagens e saques, golpes e tiranias.
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  19. Informado no artigo: “…tendo como modelos os Jorge Paulo Lehmans da fé: Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (patrimônio de US$ 950 milhões), Valdemiro Santigo, da Igreja Mundial do Poder de Deus (US$ 440 milhões), Silas Malafaia (US$ 150 milhões), R.R.Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus (US$ 125 milhões), Estevam e Sônia Hernandes, da Igreja Renascer (US$ 65 milhões).”
    Porra, falam tanto em “seguir o dinheiro”. Por que não fazem com a grana destes calhordas?

  20. Para se entender o Brasil fascista, é preciso entender quem são, o que querem, e o que pensam os evangélicos. Entender a tendencia fascista em militares retrógrados, policiais brutalizados, e ricaços gananciosos e materialistas é fácil. As pessoas das demais religiões se dividiram no voto, mas a faixa evangélica praticante votou fechada no Bolsonaro. mais do que isso, se trata de um grupo coeso, com uma forte identidade e filosofia, e um grupo que anda assumindo com orgulho as causas mais retrógradas, materialistas e egoístas. Não vai se entender o que está brutalizando o Brasil sem se entender as motivações, crenças e objetivos desse grupo cada vez mais homogêneo em pontos centrais. Tem que se prestar no fato de que há muita demagogia neste grupo, pois, se entrevistados, a auto-imagem que estas pessoas terão de si mesmas será muito diferente da que será obtida se analisarmos seus atos e fatos. Tenho apra mim que, muito do sucesso do neo-pentecostalismo é que ele não só aceita, como defende, glamouriza e mesmo santifica todo egoísmo, ganancia e materialismo imediatista do capitalismo vigente. Nestas igrejas defensoras da teologia da prosperidade, ser um canalha inescrupuloso que tem limites morais muito flexíveis para enriquecer passa a ser bem visto, o que faz bem a pessoas que resolveram abraçar preconceitos e a ganancia materialista.

    • disse tudo…
      mas já prevendo algum tipo de controle no uso da televisão, eles se espalharam por todos os bairros, dificultando bastante qualquer tipo de acompanhamento de abusos e de exploração social

      pela TV, e desde que surgiram, meados de 1950, já há registros de alguns que se declararam capazes até de matar homossexuais, por exemplo, em nome ou com autorização de Deus e, pasme, dos pais

      se declaram isso pela TV, imagina nos templos, onde colocam seguranças para impedir a entrada de pessoas estranhas à fé cega

  21. As igrejas evangélicas neopentecostais que atuam no Brasil devem o seu sucesso à exploração de um nicho de mercado, por elas descoberto. Trata-se da venda do perdão divino ao “rebotalho”. Explica-se: as Igrejas Católica e as Evangélicas tradicionais sempre “venderam” o perdão divino para os ricos e poderosos: reis despóticos, banqueiros usurários, chefes de Estado corruptos e genocidas, fazendeiros escravagistas e assassinos, financistas corruptos de toda ordem, herdeiros de grandes fortunas deformados morais etc etc etc.

    O que as evangélicas neopentecostais que atuam no Brasil descobriram é que a venda do perdão divino ao rebotalho era uma oportunidade de negócio com uma imensa fatia desse mercado, que era desprezada pelos dois principais expoentes da fé cristã.

    E então abraçaram com avidez esse nicho, representado por traficantes de drogas e armas, assaltantes de bancos, matadores de aluguel, doleiros, estelionatários, contrabandistas, fraudadores, falsificadores, mercadores do sexo, estupradores, pedófilos, praticantes de furtos em geral, golpistas de toda ordem, funcionários públicos corrompidos, vendedores de pareceres e sentenças, assassinos de ocasião, gente que vive de pequenos expedientes etc etc etc.

    São crimes em que os agentes não têm pruridos de sujar as mãos – ao contrário da pseudoelite, que delega a execução dos crimes mais bárbaros (e paga migalhas por isso) justamente ao rebotalho da sociedade, que vive ainda num estágio de barbárie intelectual, social, sanitária, moral e em tudo o mais.

    As neopentecostais perceberam que nesse nicho – pela enorme quantidade de agentes – circulavam grandes somas. E se fosse aplicado a ele algumas regras, organização e estrutura seria possível fazer render muito mais. E onde há mais dinheiro, pela lógica direta das neopentecostais, há muito mais dízimo!

    Foi o que fizeram; ajudaram a profissionalizar as atividades criminosas do “rebotalho”, grupo social que, hoje, pelo nível de sofisticação das práticas alcançado, já não cabe mais no substantivo.

    A retribuição financeira dos agentes criminosos desse nicho de mercado às igrejas neopentecostais se expressa nos palácios por elas erguidos nas principais capitais brasileiras, na ostentação de riqueza de seus líderes (embarcações de luxo, aviões e helicópteros com que se deslocam pelo mundo, mansões e fazendas etc).

    Um dado bastante ilustrativo dessa venda e compra do perdão divino foi a descoberta da doação de R$ 100 mil que um traficante deu ao pastor Silas Malafaia há não muito tempo, descoberta pela Polícia Federal.

    O perdão divino, nos casos dos crimes praticados pelo “rebotalho”, se assemelha, por exemplo, à remissão que empresários e banqueiros fraudulentos sempre buscaram em padres católicos e em pastores evangélicos tradicionais para cauterizar suas consciências ante o desemprego, a miséria, as mortes causadas por suas fraudes.

    Mas há um outro viés a ser estudado, e que decorre da migração de comunidades antes chamadas “macumbeiras” para o evangelhismo neopentecostal. É o recurso à proteção divina para o corpo, que, diferente do que ocorre com os criminosos da pseusdoelite, sofre uma exposição direta no exercício da prática criminosa.

    Antepassados desse grupo social recorriam às divindades da Umbanda, especialmente, para ter o “corpo fechado” em situações de troca de tiros com a polícia, ou eventualmente com as suas vítimas, mas também com adversários no mercado do crime. Hoje, antes de embarcarem em SUVs, armados com escopetas e munição pesada para dinamitar caixas de agências bancárias, interceptar carros fortes, transportar drogas e armas, executar pessoas como a juíza Patrícia Acioli, os criminosos dão-se as mãos, cerram os olhos, elevam o pensamento e clamam pela proteção de Nosso Senhor Jesus Cristo na missão que têm a cumprir.

    Parte do butim vai para as mãos de pastores na forma de dízimo, em agradecimento ao “corpo fechado” pelo deus que derrubou as muralhas de Jericó.

    • beleza de aula, muito obrigado…
      todos já tiraram e muitos ainda tiram proveito do perdão, porque muitos fiéis ainda acreditam que o perdão vem de se cumprir o que foi recomendado pelo padre, pastor ou donos do pedaço ou dos terrreiros…………………….

      muitos não são informados de que o perdão vem do ato de confessar, vem da da própria pessoa, e não da obrigação de se fazer qualquer coisa para merecê-lo………………………..

      “em escritos escondidos deve constar que não cabe a ninguém intervir diretamente nos pecados”

    • beleza de aula, muito obrigado…
      todos já tiraram e muitos ainda tiram proveito do perdão, porque muitos fiéis ainda acreditam que o perdão vem de se cumprir o que foi exigido pelo padre, pastor ou donos do pedaço ou dos terrreiros…………………….

      acredito que muitos não são informados de que o perdão vem do ato de confessar, de reconhecer que pecou, enfim, vem da da própria pessoa, e não da obrigação de se fazer ou pagar qualquer coisa
      para merecê-lo…………………………..

      “em escritos escondidos deve constar que não cabe a ninguém intervir diretamente nos pecados”

  22. O Brasil está contaminado totalmente, estes neopentecostais se infiltraram em todas as instituição pública no Brasil contaminado os três Poderes da República e criaram o quarto poder o da Mídia.
    Esta engrenagem vai destruir o Brasil, pois eles não aceitam os diferentes, são absolutistas e ditatoriais.

  23. Evangelistão do pó?
    Esqueceu de mencionar o tráfico de drogas feito por estas igrejas.
    Esta sim é a fonte maior de suas receitas.

  24. Insisto, não há diferença entre os neo e os pentecostais. Todos já aderiram a “teologia da prosperidade” e estão até a médula com Bolsonaro. Os ditos pentecostais são apenas mais dissimulados no apoio. Repito, os evangélicos das igrejas tradicionais (batista, presbiteriana e metodistas) também são partes integrantes desta perversão.

  25. Num país de ignorantes como este, terreno fértil para golpistas e estelionatários, uma Bíblia no sovaco e uma boa lábia fazem “milagres”.

  26. Assustador! Não só pela competência inegável à OCRIM. Mas pelo fato de se sabendo disso, vai- se a luta contra inimigo que nada mais é do que efeito. O inimigo mesmo é estas organizações que comandam estas igrejas e nem sabemos, conhecemos e se quer enchergamos ele.

  27. + comentários

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