A saída de Lula joga inúmeras peças novas no tabuleiro político, e muitas indagações no ar.

Peça 1 – recuperação da cidadania

Os primeiros momentos de liberdade de Lula mostraram o despertar da cidadania em parte relevante do país, não apenas naqueles 1/3 que foram alijados do jogo político pela Lava Jato e expulsos de cada espaço de política pública por Bolsonaro. A festa política de ontem não ficou restrita a petistas e lulistas, mas a um espectro da opinião pública liberal, inconformada com o jogo político cujo exemplo maior é o Ministério da Justiça de Sérgio Moro.

Mais que isso, pela primeira vez, em um cenário político rarefeito, há um contraponto à altura do bolsonarismo, uma liderança capaz de aglutinar forças contra o avanço do autoritarismo. Mas, ao mesmo tempo, fornece combustível para o discurso terraplanista do bolsonarismo. Esse será o desafio dos próximos meses.

Peça 2 – social democracia x ultradireita

Monta-se uma polarização inédita na política brasileira. Com esvaziamento do centro-direita, pela perda de substância do PSDB, o jogo ficou entre a socialdemocracia de Lula e a ultradireita de Bolsonaro.

As saudações à libertação de Lula por Bernie Sanders, pré-candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, e de lideranças trabalhistas europeias, como Jeremy Corbyn, da Inglaterra, além da maratona de visitas de personalidades mundiais à cela da Polícia Federal, comprovam que Lula se tornou uma das referências máximas da socialdemocracia e do trabalhismo mundial.

A reação contra a barbárie tem sido a tentativa de revigoramento da social-democracia norte-americana e europeia, visando prepara-la para os novos tempos, como um contraponto ao neoliberalismo selvagem e aos avanços da ultradireita.

Há um princípio conhecido: políticas sociais inclusivas, papel pró-ativo do Estado, participação maior da sociedade civil nas definições de políticas públicas, combate às desigualdades sociais. E um ingrediente novo: o aprofundamento da democracia em todas as instâncias nacionais, das políticas municipais às federais, e aos próprios partidos políticos.

Na outra ponta, se tem governos autocráticos, de ultra-direita que, no caso brasileiro, está aparelhando as principais instituições do Estado, tem ligações fortes com as milícias do Rio de Janeiro, uma pauta moral contra todas as minorias e nenhum respeito pelo mais básico dos direitos humanos: o direito à vida.

Há uma tentativa de criar uma terceira via indefinida, com o mercado atuando fortemente em favor de Bolsonaro, tendo a cenoura das reformas; mas, ao mesmo tempo, tentando criar uma nova alternativa com pitadas sociais, em torno de Luciano Hulk.

A libertação de Lula insere definitivamente o Brasil na grande disputa global, entre socialdemocracia e ultradireita.

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Peça 3 – as instituições

Aí se entra em um terreno movediço.

A saída do Lula se deveu a uma vitória apertada, no Supremo Tribunal Federal (STF), do garantismo sobre o punitivismo, 6 a 5. Mesmo sendo apertada, a votação mostrou, pela primeira vez, uma corte menos vulnerável às pressões da mídia e da ultradireita.

Esse fato se deve, em grande parte, à Vazajato, mas, também, à constatação de que a flexibilização da Constituição e a leniência com os abusos da Lava Jato criaram o caos jurídico no país e o atropelo da hierarquia dos poderes.

O próximo grande desafio será o julgamento da suspeição de Sérgio Moro pela 2ª Turma. Esse é o grande julgamento porque, havendo maioria pela suspeição, liberaria Lula para as próximas eleições.

O que levou garantistas como Fachin e Luis Roberto Barroso a abraçarem o punitivismo mais tosco não foram os ecos da rua – que, em qualquer período da história, sempre foi punitivista -, mas o jogo político, de utilizar a bandeira da Lava Jato para inviabilizar politicamente o lulismo.

O julgamento será pela 2ª Turma. Do lado garantista, há Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Do lado punitivista, Edson Fachin e Carmen Lúcia. O tertius será Celso de Mello, que ainda é uma incógnita.

Celso de Mello é um juiz imune a quase toda forma de pressão externa. Segue a linha dos antigos juristas, de não se expor publicamente. Não recebe políticos, advogados, não se expõe nas redes sociais, tem uma vida social restrita e não usa o Supremo como palanque. Mas é vulnerável às suas próprias idiossincrasias. E uma delas é o PT e Lula. Fosse qualquer outro caso, não vacilaria em votar pela procedência das denúncias sobre a parcialidade de Moro.

Com a candidatura de Lula em jogo, seu voto será a grande incógnita.

Peça 4 – a mídia

A mídia corporativa está em uma sinuca de bico.

Havendo um mínimo de inteligência estratégica, trataria de se comportar como um território de mediação, deixando de lado o jogo de criminalização dos movimentos populares, desmistificando o risco Lula, e ampliando a discussão sobre os desafios para a retomada da democracia.

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Por enquanto, a estratégia em curso consiste em montar falsos paralelismos entre Bolsonaro e Lula, apresentados como radicais de direita e esquerda, para vender a ideia do centro moderado e virtuoso.

Por isso mesmo, durante algum tempo vai insistir no discurso da anticorrupção, tentando constranger o STF. É aposta de alto risco. Se empinar de novo o fantasma da cubanização, quem vai alçar voo serão as milícias de Bolsonaro.

E há uma diferença fundamental nos embates contra Lula e contra Bolsonaro. Contra Lula, havia as barreiras institucionais, de um Ministério Público, Polícia Federal e Judiciário francamente antilulistas. Contra Bolsonaro, o jogo é outro. O bolsonarismo já se infiltrou em todas as instituições. Turbinar o antilulismo será dar alimento aos corvos.

Todos esses pontos terão que ser levados em consideração por um setor que, mesmo quando era mais forte, nunca dispôs de uma visão estratégica mais apurada.

Hoje em dia, a Globo se sente ameaçada pelo avanço do bolsonarismo; e se pela de medo com a  volta de Lula. Seu único consolo é o discurso de que a maior prova de sua imparcialidade foi ter se comportado com parcialidade em relação aos dois lados, em dois momentos distintos.

A arrogância foi seu maior pecado, que a levou à pretensão de ser um poder, superior à própria Presidência da República. E os exemplos maiores foram as conclamações para as grandes passeatas a favor do impeachment e a supina arrogância do Jornal Nacional nas eleições, nas entrevistas com os candidatos.

Peça 5 – os próximos passos

Tudo indica que a estratégia de Lula terá dois momentos.

O primeiro, o de fortalecer suas hostes, reanimar o PT, assumir o protagonismo do antibolsonarismo e atrair para sua órbita os demais partidos de esquerda, que balançam entre ele e Ciro Gomes.  Para tanto, recorrerá – como está recorrendo – a uma retórica de guerra.

Demarcado o seu território, o segundo tempo será o das negociações. Aí haverá uma flexibilização do arco de esquerdas, no qual Lula terá que atuar como articulador e mediador, não especificamente como petista. Consolidada essa etapa, as negociações terão que buscar um espectro mais amplo, do centro e do centro-direita.

De certo modo, uma derrota no julgamento da suspeição de Sérgio Moro, não alterará significativamente sua rota. Os processos continuarão e a Lei da Ficha Limpa – uma excrescência apoiada pelo governo do PT, apesar de todas as contraindicações apontadas na época – o impedirá de se candidatar à presidência em 2022. Mas não será problema porque o papel que Lula se conferiu  é o do grande articulador político, não necessariamente o de candidato a um novo mandato presidencial.

Resta saber como será a revanche dos porões, que se manifestará em duas frentes. Uma delas será a de acelerar os julgamentos dos processos atuais. Na véspera do voto final de Toffoli sobre a segunda instância, com sua malícia eficaz e discreta (ao contrário do populismo vazio de Barroso), Fachin propunha uma saída honrosa: a do STF considerar que o trânsito em julgado se encerraria com o voto do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que teve em Felix Fischer um grande aliado da Lava Jato. Ao estender o conceito até a palavra final do STF, os 6 do  STF, de certo modo, consideraram que a politização também havia chegado no STJ. Por isso mesmo, a palavra final será do Supremo.

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A segunda frente, será das guerrilhas dos porões.

A operação da Polícia Federal de Moro, pretendendo condução coercitiva de Dilma Rousseff e do próprio Lula (ainda que preso) é o sinal mais evidente da reedição dos atentados dos anos 70, que se seguiram à derrota de Silvio Frota na sucessão de Ernesto Geisel. Lá, se jogavam bombas contra pessoas e bancas de revistas; aqui, se jogam petardos contra as instituições. Em ambos os casos, o objetivo é impedir a volta da democracia.

Será uma guerra diuturna, no qual as instituições serão novamente desafiadas pelos porões, agora na forma da Polícia Federal, de alguns procuradores e juízes de primeira instância mancomunados. E a grande âncora democrática será a coragem do companheiro (:;) Gilmar Mendes.

O desafio maior será nos próximos meses, período em que Lula recorrerá, mais do que nunca, à retórica de guerra e os porões tentarão, mais do que nunca, impedir a marcha da normalização democrática.

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22 comentários

  1. A saída para o retorno da democracia brasileira é óbvia: A COMPLETA ELIMINAÇÃO dos “porões”. Não se pode tolerar criminosos como Moro e Dallagnol no comando das instituições, nem traidores da própria pátria como o general Heleno. Ou vocês liquidam de uma vez por todas “as viúvas da ditadura”, ou a democracia no Brasil ficará para sempre sob ameaça.

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  2. Diziam que se o Lula fosse libertado, milhares de bandidos seriam beneficiados. Ora, os bandidos são beneficiados com a liberdade do Aécio Neves, por exemplo, pois sobra mais espaço nas celas.
    Então, não vão prender o Joesley Neves?

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  3. Lembrete: Bolsonaro pode nomear de 2 a 4 ministros do supremo em seu mandato.
    Esperar até 2022, implica sérios riscos democráticos.
    Ele vai tentar aparelhar o STF tb.

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    • Fato extremamente importante a ser observado. Mais um ministro da corja fascista no supremo, e a coisa se complica demais. Lamentavelmente, tempo não está a favor.

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    • Passou batido a nomeação de Alexandre de Moraes com a sinistra morte de Teori.
      Qual a legitimidade de um ministro do STF ser nomeado pelo Golpista Temer ?? Onde está a justiça nesse processo ??

      O Bolsonaro está apenas sendo usado no momento em que Bancos Privados +Rede Globo+PSDB+Bandidos da Justiça estão mais unidos que nunca.

      O grande desafio do PT vai ser desenhar/pintar de forma muito compreensível para milhões de alfabetizados funcionais o crime que está em curso contra nosso pais e nosso povo.

  4. No meu entendimento, a análise do Nassif tem um erro fundamental: Lula jamais deixará de agir como petista e ser um articulador do campo progressista. Nassif expressa o mesmo desejo do ex-governador Ricardo Coutinho em entrevista hoje no GGN. Ricardo Coutinho reafirma o entendimento de vários partidos que gostariam que Lula fosse um articulador suprapartidário, pois não aceitam mais a Hegemonia impositiva do PT.
    Penso que Lula jamais permitirá que a estrela do PT saia do ponto mais alto do firmamento e se nivele aos demais, transformando-se numa “estrela do mar”. Lula já deixou isso claro nas várias entrevistas que deu ainda na prisão. É só lembrar de sua afirmação de que só existe UM partido no Brasil: o PT; os demais são apenas siglas.
    No seu discurso de hoje Lula avisou que vai pegar Haddad pelas mãos e apresentá-lo ao Brasil como seu candidato à Presidência. Lula vai assumir o papel de Dora do filme Central do Brasil, como ele disse que gostaria de fazer com o “rebelde” Ciro. Haddad é sempre prestativo.
    E como ficam as “siglas” do campo progressistas ? Devem se comportar como sempre fizeram: adesão àquele que é “O” partido. Afinal, com seu cacife político, Lula é o dono da bola e o dono do apito. Compete aos demais jogar o seu jogo.
    Devemos reconhecer que é legítimo que Lula use o seu cacife político da forma que julgar mais adequada. Porém, que isso se faça claramente, sem hipocrisia.

  5. Vai passar, mas…
    única coisa que o Lula não pode fazer é perder a paz interior com a liberdade

    voz contida que se liberta em raiva não resolve nada

    chega de guerreiros; que venham os pacificadores

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  6. Prezado Luis Nassif
    Gostaria de registrar que, aos 67 anos, na noite de ontem, dormi agasalhada no lençol da esperança.

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  7. No fringir dos ovos o PT tem que fazer algumas coisas com urgência:
    1. Abandonar o republicanismo e tratar a direitada com inimiga mortal;
    2. Abandonar qualquer ilusão com o judiciário. PF e MP, assumidamente fascistas e anti-petistas;
    3. Saber que sua base é o povo pobre. Mas nunca esquecer que esse mesmo povo está disposto a traição, porque acredita piamente no Pastor mais próximo e na Rede Globo;
    4. Abandonar as ilusões com a classe média. Desde sempre fascista e inimiga;
    5. Mudar de estrategistas políticos, todos infantis pelo que vi. Precisam de um pessoal mais casca-grossa e mais preparado. Recomendo começar chamando o Rui Costa Pimenta.
    2013, 2016 e 2018 deixaram bem claro que não se pode mais ter ilusões.

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  8. -> A libertação de Lula insere definitivamente o Brasil na grande disputa global, entre socialdemocracia e ultradireita.
    -> Aí haverá uma flexibilização do arco de esquerdas, no qual Lula terá que atuar como articulador e mediador, não especificamente como petista.

    Lula sai do cativeiro político fisicamente rejuvenescido. mas e politicamente? Lula livre? liberto inclusive de si mesmo e do Lulismo?

    ou ainda, e mais uma vez, disposto a repetir o mesmo caminho de erros, ilusões e má-fé? sempre perdido na repetição entre a farsa e a tragédia?

    a História da Esquerda na América Latina tem sido a exasperante repetição de um mesmo padrão, invariavelmente fracassado às custas de enorme sacrifícios – principalmente para o grosso da população.

    uma Esquerda incapaz de assimilar a impossibilidade da via de conciliação com as versões em cada país da lumpenburguesia latino-americana, tampouco da viabilidade do vanguardismo armado.

    é no Peru o exemplo mais contundente deste padrão.

    no final dos anos 1980, para a Esquerda peruana pareciam abertas as grande alamedas para uma sociedade livre. a social-democracia do Apra estava no governo, e a maior força de oposição era a Iquierda Unida, franca favorita à sucessão.

    na área rural, o vanguardismo armado da seita terrorista Sendero Luminoso regava a Revolução não só com o sangue dos camponeses mas inclusive pelo assassinato de lideranças políticas de Esquerda – entre as quais Maria Elena Moyano, exemplarmente dinamitada na frente de seus filhos.

    como se sabe, em 1990 Fujimori se elege como candidato anti-sistema, impulsionado pela palavra de ordem: “Vote não ao choque!” – contrapondo-se à proposta de Vargas Llosa.

    mas Fujimori era apenas contra o choque alheio, e logo tratou de impor o seu: o FujiShock. pelo qual o neoliberalismo só se viabilizaria através do terrorismo de Estado, impondo o auto-golpe de 1992.

    até hoje o Peru não se libertou da maldição a que foi condenado pelo duplo fracasso da Esquerda, tanto pela via conciliatória (em suas duas versões, tanto do Apra quanto Izquierda Unida) como do vanguardismo armado.

    qualquer semelhança com o Brasil, e demais países da AL, não se trata de mera coincidência.
    .

      • -> ou uma nova esquerda 100% unida ou nada, ou repetição dos mesmo erros do passado

        é justamente uma “Esquerda unida” como fim em si mesmo, o motivo dos erros do passado. união da Esquerda se dá em torno de plataforma concreta e, principalmente, na luta – caso contrário é puro engodo.

        a perda de rumo da Esquerda no Peru, como na Colômbia e agora na Bolívia, é resultado justamente de sua postura de conciliação com a classe dominante.
        .

  9. Concordo com muitos argumentos e discordo de alguns……

    Entretanto, o que me intriga é o seguinte: vão aceitar o veredito das urnas? Sinceramente, acredito que não, vem patacoada por aí, cai mais um avião, mais uma fakeada, mais um ministro sinistro balançando as contas de campanha………não vejo paz no país…….mas sempre tem as urnas “invioláveis” para garantir a lisura do pleito, não é……

    • Na Bolívia não aceitaram…
      ou melhor, a OEA não aceitou e atiçou a polícia e a elite contra Evo alegando que apesar de não ter havido fraude, houve falta de precisão na contagem dos votos. Que exatidão canalha

      o mesmo que dizer: e por nada haver que houvesse, decidimos chamar a polícia, os milicianos e os mercenários americanos para fazer de conta que havia

      Bom dia Brazil do futuro próximo!

  10. É preciso q Lula peça um direito de resposta à BBC news BR. pois na entrevista de Bannon (estrategista de Bolsonaro)desceu a lenha levianamente em Lula,é assim q começa,montam uma mentira,divulgam na rede oficial fascista Facebook e whatsapp e quando vemos…colou,inclusive igrejas tb têm um sistema assim difamatória do Lula,se possível faça um VÍDIO*(termo brasileiro e não live)será muito bom pq haverá muita repercussão e muitos saberão quem é q comanda Bolsonaro e suas ligações com os EUA,este país traíra dos “amigos”, oportunidade única,Viva o Brasil !!!

  11. os democratas deverão afiar seus poderes até meio sobrenaturais
    para convencer a população de que a política progressista e
    de inclusão social etc e tal é melhor pra todo mundo, como
    já foi comprovado nos governos de lula e dilma,
    apesar dessa vociferação criminosa da direita infame
    ()desde o golpe de 2013 dando as cartas).

  12. a inútil viagem circular de Evo Morales:

    Evo Morales foi eleito em 2005 no bojo da mais radical mobilização popular na América latina no início do séc. XXI, caracterizando uma conjuntura revolucionária.

    priorizando a via parlamentar/institucional e sabotando a construção do Poder Popular e da autonomia indígena, Evo se escorou em alianças com o setor exportador de commodities, inclusive os narcotraficantes.

    agora o espectro da contra-revolução assombra a Bolívia.

    a História da América Latina, a nossa História, é a de uma Revolução negada.

    O operário do lucro expoente
    E a parte excedente não lhe é revertida
    Se aderirmos aos jogos políticos
    Seremos síndicos da massa falida

    “Massa Falida” – Duduca e Dalvan
    música citada por Lula em seu primeiro discurso após ser libertado,
    em 08/11/2019, na Vígilia Lula Livre, em Curitiba
    .

  13. Não resta duvida que após a patriótica e corajosa atuação da Lava Jato o povo acordou e nunca mais, com as Graças de Deus, vai admitir ser “roubado” seja pela direita ou esquerda ou por quem quer que seja. O povo merece respeito. A Lava Jato com certeza nunca vai ser esquecida pelo sofrido povo brasileiro.

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