Xadrez dos capítulos a serem acompanhados nos próximos dias, por Luis Nassif

Não há mais dúvidas de que, dependendo de sua vontade, os militares do Palácio não vão largar o osso. Provaram o gosto do cargo civil, a abertura de mercado para a família - como é o caso da filha do general Villas Boas, em cargo comissionado no Ministério da Família.

Os pontos centrais de acompanhamento político, para a montagem de qualquer cenário econômico.

Peça 1 – o fator militar

O Ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, deu a prova final da cooptação final dos militares do Palácio por Bolsonaro: a nomeação de militares em todos os cargos de confiança relevantes do Ministério da Saúde, além de levar adianta o protocolo de aplicação da hidrocloroquina no combate ao Covid-19 e endossar outras pirações bolsonarianas.

Não há mais dúvidas de que, dependendo de sua vontade, os militares do Palácio não vão largar o osso. Provaram o gosto do cargo civil, a abertura de mercado para a família – como é o caso da filha do general Villas Boas, em cargo comissionado no Ministério da Família.

Pelo cargo estão dispostos a tudo, até a bancar as alucinações de Bolsonaro e a abrir espaço para colegas militares, como forma de se fortalecer na corporação.

O jogo fica assim: ajudam Bolsonaro a cooptar o centrão e ganham cargos para cooptar colegas. A rigor, seguem a mesma lógica de sobrevivência dos políticos tradicionais.

Em caso de fracasso do governo Bolsonaro, arcarão com o desgaste e comprometerão o papel das Forças Armadas como agente moderador.

Peça 2 – as disputas políticas

O acordo com o centrão se fez através de Michel Temer. Estão de volta velhos templários como Carlos Marun, o braço direito de Eduardo Cunha, e o próprio Temer. Em breve voltarão à cena Eliseu Padilha e outros próceres da pior política brasileira.

Essa cooptação coloca Bolsonaro, por enquanto, a salvo de uma autorização da Câmara para a abertura de um processo de impeachment – há a necessidade de 2/3 de votos a favor.

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Mesmo assim, o desgaste de Bolsonaro é irreversível, por sua absoluta incapacidade de arrefecer os conflitos ou pensar estrategicamente. Mas o fator tempo ainda é uma incógnita. Ou seja, quanto desgaste a mais será necessário até que a balança penda a favor do impeachment?

Nas próximas semanas, a disputa central se dará no Judiciário.

Peça 3 – as disputas no Judiciário

Com os movimentos de hoje, o jogo fica na seguinte situação:

Contra Bolsonaro

Três inquéritos: o das rachadinhas, envolvendo Flávio Bolsonaro; o das Fakenews, envolvendo Carlos e o gabinete do ódio; as denúncias de Sérgio Moro, sobre a interferência de Bolsonaro na superintendência da Polícia Federal no Rio; e, agora, com a denúncia de Paulo Marinho sobre vazamento de operações da PF para Flávio. Moro agiu por conta própria. Marinho provavelmente estimulado por João Dória Jr.

O lance de Moro seguiu sua estratégia vitoriosa, desde o início de carreira. Baseia-se em evidências fracas para produzir uma denúncia – quando juiz, praticava a prisão. Aberto o inquérito, o alvo é submetido a toda sorte de investigações por parte dos vários órgãos de fiscalização, até achar alguma prova – que não precisa necessariamente estar ligada à denúncia original.

O circuito da mídia aquece a fogueira trazendo velhos e novos escândalos à tona, visando criar o clima de fervura que ajude a acender a pira do impeachment.

Nos próximos dias, a fogueira aumentará com a decisão do Ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), de liberar os vídeos da reunião de Ministério, as investigações sobre o vazador da PF.

Contra governadores

A contraofensiva de Bolsonaro se deu através do Procurador Geral da República Augusto Aras, denunciando dez governadores por crimes cometidos nas compras sem licitação nessa guertra contra o coronavirus. As denúncias atingem os governadores de São Paulo, João Dória Jr, e do Rio, Wilson Witzel.

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Seria um ato de coragem do PGR, se tivesse incluído nas denúncias as suspeitas envolvendo compras pelo governo federal, como é o caso de denúncias sobre compras dos Ministérios da Saúde e da Educação.

Como se sabe, qualquer denúncia criminal contra o Presidente só poderá ser iniciada pela PGR.

Aras joga a favor de Bolsonaro, mas não há garantias de que seu alinhamento seja incondicional. Dependendo do que apareça nas investigações, é até possível que leva adiante a denúncia.

Peça 4 – as disputas na economia

Apesar de, nas duas vezes em que recebeu empresários, Bolsonaro tenha manobrado  para jogar-los contra os demais poderes – Supremo e Congresso – a cada dia que passa fica mais clara a inoperância do governo no campo econômico.

A liberação de recursos para crédito esbarrou em uma dificuldade óbvia, apontada aqui de cara: não adiantaria disponibilizar recursos para bancos, se não resolvesse a questão do risco de crédito, que ficaria por conta dos bancos. A saída seria o Tesouro assumir a maior parte do risco, através do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

Até agora não saiu nada. As dificuldades impostas por Paulo Guedes – tanto na ajuda aos estados quanto às empresas – são tão recorrentes, que se fica sem saber se é questão de incompetência ou de boicote.

A atuação errática do governo o transformou em exterminados não apenas de CPF como de CNPJs. E, dependendo da demora em liberar recursos, exterminador também de governos estaduais, com implicações catastróficas sobre a saúda pública.

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Essa desorganização certamente pesará na decisão do STF de partir para as vias de fato.

Peça 5 – os próximos capítulos

Há informações de bolsonaristas praticando exercícios de guerrilha, além das carreatas e violência difusa. De qualquer modo, há sinais de esvaziamento do movimento, de isolamento dos ultra-radicais, movimento acelerado pela saída de Sérgio Moro, pelas cabeçadas continuadas de Bolsonaro e pela repressão à agressividade virtual e presencial dos bolsominions.

No curto prazo, Bolsonaro continua na defensiva e há espaço para alguma racionalização das frentes democráticas de todas as linhas.

No médio prazo, há uma enorme incógnita pela frente. A cada dia que passa, ao exército de desempregados e desassistidos se juntará uma enorme legião de pequenos e micro empresários quebrados.

Com os impasses políticos e a manutenção de Bolsonaro – e, especialmente, de Paulo Guedes – não há a menor possibilidade de uma recuperação da economia.

Em tempos de tormenta, há espaço para todo tipo de aventuras, dependendo da nova liderança que apareça, ou um conciliador – que não está no horizonte – ou algum candidato a déspota esclarecido.

No campo racional, a esperança vem do consórcio do Nordeste.

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18 comentários

  1. A declaração de Felipe Neto de que vai de amoedo ao ciro significa que a direita dita esclarecida decidiu cortar as asas dos radicais bolsonaristas enquanto permanece o boicote ao lulismo com sua “radical” ideia de inclusao social dos pobres, que essa mesma direita jamais aceitara. Enquanto o povão continua ludibriado pelos vendilhões do templo, promessas de meritocracia e empreendedorismo, nada nunca irá mudar.

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  2. O bolso é um Midas ao contrário: tudo o que toca vira lixo, para ficar num eufemismo brabo.

    Vai arrastando tudo para o esgoto de onde saiu. Já aconteceu com figuras e instituições relevantes, consideráveis e irrelevantes.

    Chegou a vez da milicada! Vão pagar um preço caríssimo pela adesão voraz a um governo atroz, em troca unicamente de salários e benesses dos cargos públicos.

    A conta de dois golpes vai ser paga com juros. Vão dar trabalho pra sair, mas cada dia a mais nesse desgoverno será um crédito a mais a saldar.

    Tão fu!

    Que bom!

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  3. Fica cada vez mais claro que as forças armadas brasileiras é uma instituição totalmente parasitária, suga grande quantidade de recursos do orçamento para um contingente relativamente pequeno de pessoas, desistiu da estratégia de defesa autônoma e soberana para ser força auxiliar das forças armadas dos EUA, além de passar a maioria do tempo fazendo futrica política e voltada “ao combate” de um imaginário inimigo interno comunista.

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  4. Assim seguem os figurantes de um governo de irresponsáveis. Diretor da Anvisa (VIGILÂNCIA SANITÁRIA) que participou de manifestações de desobediência contra o isolamento e contra as instituições brasileiras, que continuou tendo contato presencial (e transmitindo o vírus aos que o contataram) testa positivo.

    https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/05/19/diretor-da-anvisa-que-participou-de-manifestacao-testa-positivo-para-covid-19.htm

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  5. 1- O golpe segue FIRME ..147 generais na ATIVA ..outros 5.290 na reserva ..e isso, só no generalato, um contingente bem pago e alimentado que esta devidamente cooptado.
    2- A primeira família de generais a MAMAR recentemente foi a de MOURÃO que teve o filho promovido várias vezes desde então.
    3- As PMs de muitos Estados, em especial de SP, estão AMOTINADAS, não fiscalizam comércio, MUITO menos intercedem diante de protestos de fascistas que, flagrantemente, desafiam as leis e a justiça ..some a eles policiais civis e federais, promotores e dvs juízes e desembargadores, e veja a encrenca que estamos.
    4- A imprensa noticiou e poucos deram bola pro aumento da capacidade de fabricação da Cloroquina pelo exército que passou de 2,5 mil comprimidos médios semanais, pra uso próprio, pra cerca de 500 MIL unidades SEMANAIS pra distribuição aos PARVOS que, confiantes, pensarão estarem imunes pra saírem novamente às ruas. (um belo truque superado apenas pelo chuveiro do holocausto).

    PUXE PELA MEMÓRIA e atente pro que repito – A VERDADE é que o golpe esta EM ANDAMENTO, que ele não foi inédito, assim como sua evolução tende a não ser tb (golpe que de 64 se valeu de mesmos autores, atores, “ÁLIBIS” e métodos).
    Com o APARELHAMENTO atual do Estado feito pelas F.A. (Forças Armadas), a evolução esta pendendo pra 68 que, depois de 64, após tomarem gosto pelo Poder, os milicos foram DISTENDER somente depois de 11 anos (1968-1979, pela lei de anistia) pra devolverem então o Poder ao POVO, com eleições pra presidente, depois de outros 21 anos (1968-1989), qual seja, se assim, o INVERNO TENDE A SER LONGO, suficiente pra muitos dos que hoje nos leem, desaparecerem, levando consigo suas memórias e sonhos.

    em tempo – abreviou a ditadura de 68 a crise econômica que provocou grave esgarçamento social, atrelado a pressão internacional ..variáveis esta que por enquanto que estão em aberto.

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  6. O caso Paulo Marinho talvez seja uma jogada mais ampla, envolvendo toda a direita tradicional, com mídia e
    PIB. É que essa denúncia permite a anulação das eleições, tirando da jogada Bolsonaro e Mourão (leia-se fascistas e forças armadas).

    Por enquanto a correlação de forças é desfavorável à anulação das eleições, mas é uma porta aberta pela direita tradicional para a ação do TSE, se a situação degringolar demais e for possível um novo pleito.

    Lula teria que dar garantias de que não vai se candidatar (e talvez exijam que o PT nem esteja na cabeça de uma chapa), para a direita anular as eleições.

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  7. Os milicos não tomaram gosto pelo cargo.Tomaram o cargo à gosto. O ministério da família,que fique claro,é o ministério da família deles,daí não haver nenhuma incoerência na nomeação de seus parentes.
    É preciso que se faça um pente fino em todos os cargos comissionados do governo para verificar até que ponto chegou o aparelhamento por parte dos azeitonas e outras forças.
    O sujeito que ocupa a presidência da república disse,em relação ao camisa preta do Paraná,que não era possível que só existissem agentes bons da PF em Curitiba. O mesmo vale para ele em relação aos azeitonas,se bem que,no caso deles seria o contrário,nenhum deveria ocupar cargo público sem uma quarentena mínima de 100 anos.
    Quanto ao futuro,o jogo está sendo jogado. A direita tradicional percebeu que não existe,como nunca existiu,uma coalizão das frentes populares e,com isso,entendeu que pode dividir-se para disputar a hegemonia política, onde de um lado ficariam os engomadinhos e,de outro,os toscos.
    Para o povo,seja qual for o resultado desta disputa,o resultado será ruim.
    Ambos se equivalem mas,se tivesse que apostar minha fichas em um desses pangarés,ficaria sem dúvida nenhuma com o pangaré palaciano que além de ter o pode de coerção da caneta e daqueles que fazem a apropriação indébita de nossas forças armadas,tem o poder de parte da população,criado,por ironia do destino,pelos engomadinhos.
    Os engomadinhos querem contar com uma parte da direita que finge estar arrependida e de uma esquerda.
    Se enganam. Tenho certeza que os arrependidos ficarão onde sempre estiveram e,os esquerdistas,na arquibancada torcendo pela briga.
    5% alcançado pelos engomadinhos está de bom tamanho.
    Não há a menor possibilidade de mudança sem um mea culpa por parte dos golpistas.enquanto isso,o país que se lasque.E nós juntos.

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  8. Em 2014 o jornalista investigativo Harry Vox deu uma entrevista a qual mostra um documento da Fundação Rock.feller de 2010 com o título “Cenários para o futuro da tecnologia e desenvolvimento internacional’ ao qual descreve exatamente o nosso cenário atual,É INCRÍVEL,td segue à risca !!
    Obs:O vídeo está no Brasil é com s !!

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  9. Motivos para impedimento existem desde o primeiro dia de governo, portanto, não é o judiciário tutelado pelos militares que tomará a decisão de barrar o genocida. A decisão é da plutocracia e o sinal, se vier, será o desembarque dos militares.

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  10. Os militares não querem largar o contra-filé dos empregos federais, para isso aceitam ser uma espécie de fiscal dos departamentos públicos que de fato vão para o Centrão, não por receio do impeachment que para Bolsonaro seria o gatilho que ele sempre quis para a tal revolução olavista, mas sim para haver governabilidade administrativa até o fim do seu mandato presidencial.
    Portanto, a única votação substancial que o Congresso “Ultrapolitico” Nacional vai votar este ano é a mudança da data das eleições municipais para dezembro, que sempre foi o mês ideal para troca de gestão politica, pois quando a oposição sabe que já ganhou convencional me no mês de novembro, desde de já começa a balbúrdia de destruição, saques e dívidas para o próximo governante herdar.

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  11. O brazil sempre foi um lixo. Nós é que, por algum tempo, nos iludimos fantasiando com a possibilidade de que ele fosse melhor que isso. Nos anos 60 e 70, pessoas foram perseguidas, presas, torturadas e assassinadas lutando contra a ditadura que levou o país ao caos que desaguou na década perdida dos anos 80. Aí, depois que que a muito custo as coisas começaram a tomar um bom rumo, a parcela descerebrada da população se deixou manipular, derrubou Dilma, comemorou a prisão de Lula, elegeu isso aí que levou os mesmos que tanto mal causaram de volta ao poder. O povo gosta é de levar ferro! O Brasil é um país maravilhoso, igual não há, o que estraga é o povo é de quinta categoria.

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  12. O fisiologismo dos militares de hoje os aproxima do código de conduta dos milicianos. Patriotismo é o cacete! Muito melhor o carreirismo, o empreguismo, o asponismo, enfim, o nepotismo em dose cavalar.
    Por falar em cavalo, incrível que Bozo tenha tido aquela típica sacada de baixo clero, de rachadinha de gabinete. Com alguns relinchos, comprou a fidelidade canina da milicada com o fisiologismo mais básico, distribuindo cargos a torto e a direita nos escalões inferiores a parentes de oficiais. Até a filha do altivo e “impoluto” Villas Boas já assegurou uma boa boquinha. Isso explica muita coisa.

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  13. “(…) comprometerão o papel das Forças Armadas como agente moderador.”
    Peraí, quem, que instrumento legal, que artigo da constituição, atribuiu às FFAA o papel de “agente moderador”?
    As forças armadas jamais tiveram essa atribuição e, mesmo de facto, jamais a exerceram. Sempre, desde o golpe republicano, foram agente desestabilizador.
    Está cada vez mais nítido, ao menos para mim, que o eleitor brasileiro parece desejar:
    – Poder mudar o governo, sempre que não estiver satisfeito; e
    – Um ente suprapartidário que arbitre os impasses e conflitos entre os poderes.
    Que tal, ao invés de ficarmos nesse nosso bananeirismo de eterno “fora fulano”, impeachment e de militares como “agentes moderadores”, fazermos mudanças para colocar esses desejos de forma legal, transparente e legítima?
    Adotemos, pois, o parlamentarismo, com queda de gabinete, voto de confiança e dissolução do parlamento, e eleição de presidente (apenas chefe de estado, mas com atribuições muito específicas para agir apenas quando houver impasse ou conflito prolongado entre poderes).

  14. Nassif, me desculpe, mas você foi um dos entusiastas da mitologia da “racionalidade militar”. Parece que toda aquela “racionalidade” não passava de mediocridade, rancor e fisiologismo.

    Não existe “poder moderador” do exército porque O PODER É CIVIL, PONTO. Isso que se denomina “poder moderador” na verdade é uma irresistível inclinação do exército brasileiro para cometer crimes contra o interesse nacional, a constituição e a humanidade. Impunemente. Para mim, foi muito emblemática a recepção pomposa do Major Curió no gabinete da presidência da república. O recado não poderia ser mais explícito: para os militares brasileiros, o crime compensa.

    Vamos lá, pela enésima vez. Vivemos numa sociedade de classes. Mesmo que toda a classe trabalhadora e classe média odeiem o Bolsonaro, o “aval” para o impeachment depende da burguesia. Simples assim. Foi assim com Collor, foi assim com a Dilma. O Congresso não é controlado pelo PT, é controlado pelo centrão, presidido pelo DEM (ex-ARENA). A burguesia tem uma disputa interna entre o grande capital, o médio e pequeno capitais e os militares, mas no essencial convergem: manter o capitalismo, isto é, fazer os trabalhadores pagarem a conta. Se o Itaú tiver que pagar para o pobre ficar em casa e viver, acabou o capitalismo brasileiro, compreende?

    Outra: mesmo com todas as atrocidades pré e pós 2018, Bolsonaro ainda tem apoio maciço na burguesia. Naufragado o “plano A” Geraldo Alckmin, é um “plano B” bem sucedido. Afinal, onde estão Lula e o PT, que deveriam estar governando o país se houvesse democracia? Então, que fique claro: o programa em curso É O PROGRAMA DO GOLPE DE 2016. Com Bolsonaro ou sem Bolsonaro, o programa de terra arrasada é o mesmo. E inclusive, se Bolsonaro cai, vamos nos lembrar que Mourão é o principal ideólogo do “autogolpe”.

    Até me emociona sua ingenuidade, Nassif, de achar que o STF é uma “instituição”, e não um instrumento de classe. Dilma nem crime sequer tinha cometido e foi derrubada com o aval do STF. Lula nem crime sequer tinha e foi mantido preso. E o general mentor do Toffoli? É assessor jurídico? Achar que existe “o império da lei” no Brasil é ser muito, muito ingênuo. Para usar uma expressão positiva.

    Concordo com a parte da conclusão na qual é dito que a situação é uma incógnita. Porém devemos ter muita clareza de que a extrema direita está ESCALANDO a crise. Está em ímpeto de crescimento, e não em refluxo. E me desculpe, os governadores do nordeste são figuras secundárias nesse jogo. O grande agente que será determinante é o povo brasileiro, organizado em seus partidos, sindicatos e movimentos locais, regionais e nacionais. É tempo de luta no chão do Brasil. Quem quiser olhar só para os palácios, que perca a correia da história.

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  15. Os militares venderam a farda que já não lhes servia para nada, já que nunca lutaram pelo país numa guerra de verdade. Hoje, tem os jogos de videogames para passar o tempo e fazer, cada um, sua guerrinha particular e gozar na adrenalina. Ficou chato ser militar. Melhor arrumar uma boquinha no serviço público, via encosto nos políticos de plantão e enricar, exercendo poder e influências inconfessáveis. Tá tudo dominado! E o gado…
    ruminando, como sempre!

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  16. O Brasil acabou para nós mortais.

    Somente se beneficiará deste novo Brasil, o 1% de sempre e os seus capitães do mato, os verde oliva – traidores da pátria, assassinos, ladrões e torturadores

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