Ao cabo e aos rabos, por Rui Daher

Ao cabo e aos rabos, por Rui Daher

Haverá único energúmeno entre os candidatos à Presidência da República, parte deles plastificados a ponto de rivalizar com os aterrorizantes atores no cinema de Ernst Lubitsch (1892-1947) – pô, Álvaro, precisava ir além dos cabelos? -, que ao mencionar o número de desempregados hoje no Brasil não o reconheça no mesmo patamar de onde foi reduzido pelos governos Lula e Dilma?

Razoáveis assessores-estagiários poderiam ir às estatísticas e contar-lhes. Como não o fazem, falo eu: “Doutor, desculpe-me, perdão, não me leve a mal, sou um bosta, mas vocês partem de uma base por eles obtida. Como? Fazendo a economia crescer, dando poder de compra através dos programas assistenciais e do salário mínimo, e ainda assim deixando o topo da pirâmide amealhar fortunas”.

– De onde tirou essa bobagem em que somente o Cabo acredita?

– Ontem, na solidão e tristeza do Cemitério do Araçá. Celular, Google, IBGE: 11% a taxa de desemprego em abril de 2002; dez anos depois, em dezembro de 2012, 4,3%, mantendo-se pouco acima disso até o golpe de 2016.

– E quem ainda confia nos economistas do IBGE se não trabalham no mercado financeiro?

Só mesmo fraterno amigo meu, dos maiores mágicos do país, faria assim sumir a verdade.

Mas, covarde ou oportunisticamente, ninguém rebate. Nem mesmo Fernando Haddad, escolhido para receber os votos nessa forçada baldeação do trem petista.

Prometera-me não assistir a qualquer debate televiso. Na finitude em mim, a burrice é o que mais abrevia a prenunciada morte. Mas, voltando do funeral de um quase-filho, desavisado, entreguei-me por 30 minutos a um desses shows de horror do momento, se bem me lembro produzido por SBT, UOL/Folha-Ditabranda.

De passagem, ouço ser UOL quem melhor paga a quem escreve nas digitais. Eu continuo impagável, como foi o humor de Pagano Sobrinho (1910-1972). Os mais idosos devem lembrar.     

Vejam bem (expressão que gostava ouvir quando na produção de uma confecção em Guarulhos, São Paulo): entre os oito de ontem, no Baú de Horrores, em Osasco, quatro foram ministros dos governos do PT (Marina, Meirelles, Ciro e Haddad). Por óbvio, Boulos, o mais preparado e à esquerda, sabe disso e luta na mesma direção do PT. Restam dois e o Cabo. A eles:

Alckmin e Álvaro. O primeiro se esvai em obviedades silabadas; o outro se esvai em produtos cosméticos. São nada.

Ao cabo, restou o Cabo mais brandir a Bíblia contra mazelas que Lula foi capaz de minorar. Só não precisava ter dobrado a população brasileira, num episódio de fornicação geral e geração instantânea.

A equipe do BRD, N&P e Pi π mantém voto no 1º turno em Guilherme Boulos, conforme já declarado aqui. Some-se a isso a importância de votar em uma mulher indígena, sua vice. No 2º turno? Ora, ora.

https://www.youtube.com/watch?v=8Gx7414pb5s]

[video:https://www.youtube.com/watch?v=S1Rachk7ipI

    

 

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2 comentários

  1. No filme The Fixer, (O Homem

    No filme The Fixer, (O Homem de Kiev, no Brasil, se não me engano), há uma frase do protagonista, que não sei se está no livro de Bernard Malamud, que infelizmente ainda não tive oportunidade de ler, em que ele diz, mais ou menos, saber que é “pouca coisa, mas sou muito mais que nada.”

    Essa frase foi um dos slogans da minha ingênua e saudosa juventude.

    Mas agora que o Rui associou essa categoria, “nada”, a esses dois protozoários, Alckmin e Álvaro Dias, creio que vou aposentá-la definitivamente de minha memória.

    No rol das ilusões perdidas, marquemos mais um x.

    • Caro Antônio Uchoa,

      A frase é essa mesma. Aos 7.3 já não perco mais ilusões, pior, perco realidades de vida em país mais justo. Creio que o mesmo se dá com você. Abraços

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