Bandidos federais começam a ser presos?
por Fernando Castilho
Acontece à luz do dia e diante de nossos olhos.
Uma verdadeira orcrim formada por deputados de extrema-direita desafia as instituições todos os dias e se fecha em si mesma compondo um bloco que procura se solidificar para, desta forma, tornar mais difícil sua prisão.
A busca e apreensão na casa e no gabinete do deputado federal, Carlos Jordy, acendeu o sinal de alerta para Gustavo Gayer, Níkolas Ferreira, Carla Zambelli, André Fernandes et caterva que já sabem que serão próximos alvos da Polícia Federal. Esperemos que também Jair Bolsonaro se encontre nessa lista.
A reação tem sido aquela que diz que o ataque é a melhor defesa, mas tudo indica que todos serão pegos um a um no momento certo.
Aliás, Zambelli já deveria ter sido julgada na Comissão de Ética, perdido seu cargo e presa preventivamente, pois seu caso é bem mais grave do que o de Jordy, já que há vídeo convocando generais 4 estrelas para deflagrarem o golpe.
André Fernandes é outro que ostenta fartos elementos probatórios de incitamento ao golpe.
É notável que esses parlamentares se refiram a eles mesmos como sendo de direita e não de extrema-direita. Notável também é a cara de pau para falarem de liberdade, democracia e, de quebra, afirmarem que o Brasil se tornou uma ditadura, sistema que eles mesmos tentaram (e ainda tentam) implantar no país.
Tenho defendido que o monitoramento desses criminosos seja eficiente e constante. A cada fala ou vídeo em que disseminem fake news ou ataquem a democracia, tem que haver uma representação ao ministério público, aproveitando que agora há um Procurador-Geral da República de fato que está agindo para punir todos os mentores, incitadores e financiadores da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2022. Estamos em uma guerra contra o fascismo e temos, por isso, que ter claro que, caso o golpe tivesse dado certo, estaríamos muitos de nós, progressistas, presos e o presidente Lula talvez morto junto com o ministro Alexandre de Moraes. Não podemos dar sossego a esses criminosos.
Agora mesmo, os extremistas estão organizando manifestações pelo país para tentar manter uma chama viva que, caso deixemos crescer, poderá significar o sucesso na implementação de uma ditadura no futuro. Atentemos ao crescimento da candidatura Trump nos Estados Unidos que, caso eleito, dará oxigênio aos bandidos tupiniquins.
É preciso lembrar que não são só partidos políticos ou parlamentares que podem redigir representações, mas qualquer cidadão atento, portanto, que qualquer um de nós, progressistas, faça valer sua caneta sempre que for necessário.
Passado um ano do 8 de janeiro, basta de comemorarmos o fracasso da tentativa de golpe. Aproveitemos os sinais favoráveis que as instituições da justiça nos enviam para não dar fôlego para que os fascistas voltem a ameaçar a democracia.
Fernando Castilho é arquiteto, professor e escritor
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Paulo Cavacanti
23 de janeiro de 2024 3:22 pmExcelente Fernando, a justiça no Brasil só teve pressa de prender o Lula, nem de provas precisou, bastou um juiz de briga de galos, e um procuradorzinho meketrefe, que tudo se consolidou. Já para pegar esses bandidos federais, parece que ainda faltam provas.