Bolsonaro faz discurso de candidato na posse presidencial

‘Nossa bandeira, só será vermelha se for preciso o nosso sangue para mantê-la verde e amarela’, radicalizou
 
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
 
Jornal GGN – O novo presidente, Jair Bolsonaro (PSL), confundiu a posição de presidente com a de candidato. O destaque foi dado por Bernardo Mello Franco, na sua coluna desta quarta-feira (02), no jornal O Globo.
 
Já com a faixa presidencial, Bolsonaro se referiu aos seus rivais políticos como inimigos do país e prometeu “acabar com a ideologia que defende bandidos”, sugerindo que fará vista grossa para a violência policial, pontuou o articulista.
 
O discurso realizado no Parlatório, onde os presidentes se dirigem à nação, destoa de outro discurso, feito por Bolsonaro duas horas antes no Congresso, onde falou em união, preservação da democracia e em governar “sem discriminação ou divisão”. 
 
No segundo discurso, o militar da reserva ainda fez referências ao fantasma do socialismo: “Essa é nossa bandeira, que jamais será vermelha. Só será vermelha se for preciso o nosso sangue para mantê-la verde e amarela”, radicalizou.
 
“O discurso bélico sugere que a promessa de costurar um “pacto nacional”, recitada no Congresso, não passou de um palavrório sem substância. Só pode falar em pacto quem está disposto a negociar. E só pode negociar quem está disposto a fazer concessões”, analisa Mello Franco ponderando, nesse sentido, que o boicote a cerimônia de posse pelo PT contribui também para aumentar a divisão instalada no país.
 
“Brigar com o resultado das urnas não parece ser uma estratégia inteligente”, considera. Para ler sua coluna na íntegra, clique aqui. 
 

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