E se Lula tivesse formado chapa como fez Cristina Kirchner?

Leitores do GGN compartilharam análises sobre uma chapa de Lula e Ciro Gomes, em 2018, ou sobre as eleições 2014, evitando que Dilma sofresse impeachment

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Jornal GGN – Com a decisão da ex-presidente argentina Cristina Kirchner de abdicar de sua candidatura própria e se apresentar como vice na chapa do peronista Alberto Fernández, do Partido Justicialista (PJ), leitores do GGN imaginaram que o caso poderia ter sido aplicado no Brasil nas eleições 2018, em uma chapa que reuniria o ex-presidente Lula e Ciro Gomes, ou mesmo nas eleições 2014, evitando que Dilma sofresse impeachment com apoio do vice Michel Temer.

A possibilidade de formar a aliança em 2018 foi aventada pelos próprios dirigentes partidários no período pré-eleitoral, mas não foi efetivada, diante da falta de expectativas sobre a saída ou não do ex-presidente Lula da prisão. Por outro lado, Ciro Gomes tampouco estava disposto a se apresentar como “vice” de Lula em uma possível liberdade do ex-presidente.

“Está fazendo o que Lula deveria ter feito com Ciro Gomes, na minha opinião. Vamos ver se o público argentino entende da mesma forma”, escreveu o leitor Johnny Doe Jr.

“Sábia, esperta e inteligente. Vão pensar duas vezes antes de derrubar o presidente; o DoJ, através da ‘Lava Jato’ de lá, dará uma sossegada contra ela; vai poder agregar mais em voto, coalizão e liderança política, enquanto vice. Boa sorte aos argentinos”, opinou Lúcio Vieira.

Já o leitor do GGN Wilton Santos ressaltou a posição que Ciro mostrou na sequência das eleições: “Certamente Alberto Fernández não ficou torcendo para a Cristina Kirchner ser presa e ter seus direitos políticos cassado. Também não deve ter xingado a Cristina, sua família, as lideranças e simpatizantes de seu partido. Assim como não tentou se aliar aos partido de direita adversários da provável candidata à presidência. O Alberto Fernández deve ser alguém capaz de dialogar com as principais forças políticas de esquerda do país e não ser uma pessoa arrogante e intolerante.”

Abaixo, compartilhamos outro comentário, de Josimar:

“Vamos fazer um exercício de imaginação? E se Lula e o PT tivesse apoiado a candidatura de Ciro Gomes, quais as propostas de Ciro Gomes para o Projeto Nacional de Desenvolvimento?

– Eliminar o subfinanciamento da educação e da saúde causado pela emenda do teto de gastos.

– Implantar creches de tempo integral para crianças de 0 a 3 anos, em parceria com as Prefeituras.

– Criar Escolas Profissionalizantes de Tempo Integral, com Ensino Médio integrado ao Ensino Técnico. As primeiras unidades serão criadas em bairros carentes de grandes cidades e as profissões do Ensino Técnico serão selecionadas de acordo com o mercado de trabalho e necessidades de cada região.

– Elevar a média de anos de estudo da população, criando um programa de redução da evasão no Ensino Médio, premiando as escolas em que a evasão for reduzida e o desempenho dos alunos melhorado.

– Nas universidades públicas, ampliar a oferta de vagas, prosseguir com as políticas de cotas, estreitar laços com políticas e ações no campo da ciência, tecnologia e inovação.

– Fortalecer o CNPq e suas instituições de pesquisa, elevando para 2% do PIB o gasto com Ciência e Tecnologia. Estimular a produção de conhecimento aplicado ao desenvolvimento tecnológico e associado entre empresas e universidades.

– Reduzir a espera para atendimentos ambulatoriais, consultas especializadas, realização de exames, cirurgias eletivas.
Investir em campanhas de prevenção e de vacinação e na formação de médicos generalistas.

– Ampliar o programa Mais Médicos, mas sem empregar profissionais estrangeiros no programa.

– Criar um novo projeto industrial de produção de medicamentos no Brasil.

– Ampliar o acesso a serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos.

– Criar o programa Nome Limpo, para ajudar a limpar o nome de 63 milhões de pessoas no SPC e Serasa (cadastros de pessoas inadimplentes), que assumiram dívidas até 20 de julho de 2018. Isso seria feito através da renegociação, descontando multas e correções.

– Gerar 2 milhões de empregos no primeiro ano de governo. Para isso, implementar um plano emergencial de geração de emprego, que inclui a retomada de obras que estão paradas (como a Transposição do São Francisco) e o investimento em obras de saneamento básico e na construção de moradias populares.
Reindustrializar o Brasil, para o país voltar a crescer e gerar mais empregos.

– Adotar medidas para aumentar a competição entre bancos e reduzir juros. “Eu vou quebrar o cartel dos bancos”.

– Reduzir impostos que recaem sobre pobres e classe média.

– Aumentar impostos para mais ricos, recriando o Imposto de Renda sobre lucros e dividendos e alterando alíquotas do imposto sobre herança e doações.

– Criar um Imposto Sobre Valor Agregado (IVA), unificando vários tributos atualmente existentes.

– Acertar as contas do governo. Para isso, fazer uma reforma da Previdência, reduzir despesas, mudar a composição da carga tributária, baixar a taxa de juros e tornar a taxa de câmbio competitiva.

– Propor uma reforma da Previdência com um sistema público de capitalização, em que trabalhadores fazem uma espécie de poupança para pagar a própria aposentadoria, e com adoção de regras de transição.

– Propor uma nova reforma trabalhista, mas diferente da reforma implementada pelo governo Michel Temer.

– Implementar políticas de inovação e estímulo ao investimento em quatro grandes setores, cujos insumos o Brasil importa: agricultura, óleo, gás e biocombustíveis, defesa e saúde.

– Utilizar as compras públicas para fomentar o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos qualificados dentro do país.

– Revogar negociação de venda da Embraer para a Boeing.”

Outros comentários podem ser lidos aqui.

 

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