5 de junho de 2026

Elevar o patamar da luta diante do endurecimento do regime, por Jeferson Miola

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Elevar o patamar da luta diante do endurecimento do regime

por Jeferson Miola

Do ponto de vista processual, a grande maioria das ações judiciais da Lava Jato deverá ter seguimento nos próximos anos.

O julgamento do ex-presidente Lula, todavia, além da simbologia de alcançar o maior líder popular da história do Brasil, marca o ingresso da Operação no capítulo final que de fato interessa à ditadura Globo-Lava Jato para influenciar o tabuleiro político.

Moro, Janot e os operadores implicados no golpe programaram o timing deste julgamento de olho no calendário de 2018. O objetivo é excluir Lula da cédula eleitoral mediante uma condenação arranjada, sem provas e sem fundamentos legais.

Os inquisidores invertem o princípio de presunção da inocência e, como não possuem elementos probatórios, transferem a Lula a obrigação de demonstrar que ele não cometeu nenhum crime. Como não possuem uma única prova, querem que Lula prove que não existe a prova que não existe!

As últimas e arbitrárias decisões do judiciário rechaçando recursos da defesa do ex-presidente para acessar documentos da acusação – negados desde a primeira instância com Moro em Curitiba, passando pelo Tribunal Federal da 4ª Região sediado em Porto Alegre e culminando com a negativa pelo Superior Tribunal de Justiça em Brasília – evidenciam o endurecimento do regime de exceção com a contaminação vertical do judiciário, que está de alto a baixo condicionado pela pressão midiática no menosprezo aos princípios do Estado de Direito e à Constituição.

Esta subtração do direito do Lula a um julgamento justo e imparcial contaminou irremediavelmente os processos fabricados contra ele pela Lava Jato. O arbítrio e as medidas de exceção interditaram o exercício do pleno direito de defesa do Lula e causarão, no futuro, a nulidade desta grotesca farsa.

Se o arbítrio não tem freios e agride inclusive um ex-presidente da república extremamente popular, reconhecido mundialmente e líder das pesquisas eleitorais, é certo que todo cidadão brasileiro estará desprotegido e ameaçado pela tirania jurídica institucionalizada com o golpe.

Seguindo a trilha desta escalada autoritária, o usurpador Michel Temer, embora rejeitado por 96% da população, acelerou a tramitação da reforma previdenciária no Congresso. Apesar da gigantesca greve geral de 28 de abril, Temer também decidiu endurecer o jogo, porque a destruição dos direitos sociais e a entrega da soberania nacional é a moeda de troca para a sobrevivência da cleptocracia golpista no poder.

A resistência democrática e popular está conseguindo recompor forças e acumular energias. A greve geral, extremamente exitosa, é uma clara demonstração de que a luta e a solidariedade de classe sempre crescem na luta e na resistência vigorosa.

A realidade evidencia, porém, que é necessário avançar muito mais a luta e radicalizar o enfrentamento à oligarquia golpista para interromper a continuidade do golpe e para, sobretudo, afastar o risco – cada vez mais real – de guinada totalitária no país e de consolidação de uma ditadura ainda mais agressiva e devastadora que a ditadura já vigente, da Globo-Lava Jato.

O aprofundamento das medidas antipopulares e antinacionais levado ao extremo por um bloco de poder totalmente ilegítimo só será possível num contexto de violência política e institucional. É crucial, por isso, elevar o patamar da luta e da resistência diante do endurecimento do regime de exceção.

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Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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5 Comentários
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  1. Ivan de Union

    12 de maio de 2017 11:41 am

    “Do ponto de vista

    “Do ponto de vista processual, a grande maioria das ações judiciais da Lava Jato deverá ter seguimento nos próximos anos”:

    Relembrando pra quem nao notou:  ja tem trilhoes de reais faltando no Brasil.

  2. Hunter Thompson

    12 de maio de 2017 11:55 am

    TEMER E MILITARES NÃO DEIXARÃO LULAR ASSUMIR, CASO VENÇA

    Vamos aos fatos que comprovam a intenção de Temer, e a estruturação do poder executivo para não deixar Lula assumir caso vença:

    – Temer nomeou para o segundo (DAS 5), terceiro (DAS 4) e quarto escalões do governo federal, uma maioria de ex-militares, irmãos de generais, sendo o mais recente um general (Presidência da Funai)

    – Apesar do gasto previdenciário militar representar metade do deficit da previdência do governo federal, de ser mais fácil de alterar, já que não precisa de emenda constitucional, apesar de todo aparato de propaganda em reformar a Previdência, Temer não vai alterar o regime previdenciário militar.

     

    Esse é o plano A de Temer, e talvez até nesse momento ele esteja torcendo pra que Lula não seja condenado e ganhe as eleições de 2018, para que ele com apoio militar não deixe Lula assumir. Temer não tem nada a perder, já que caminha para os 80 anos e a morte, e tem vaidade suficiente (é casado com uma moça que tem idade pra ser sua neta).

    Mas o plano A de Temer  é apenas o plano C das grandes fortunas brasileiras. O plano A destes é condenar Lula na Segunda Instância (inexigibilidade) antes de 2018. E isso já está praticamente garantido. O plano B seria vencer nas urnas (A Globo está cuidando disso com a propaganda intensa anti-lula.

    1. Luís Henrique Donadio

      12 de maio de 2017 3:46 pm

      Obviamente você não sabe o

      Obviamente você não sabe o que é um DAS 5 ou DAS 4.

  3. Eduardo Londero

    12 de maio de 2017 5:45 pm

    O nome para o que está

    O nome para o que está ocorrendo é expurgo.

    Lula, Dilma e o PT tiraram milhões da miséria sem derramar uma gota de sangue.

    Contra isso se deu um golpe que custou umas poucas vidas de abobados que se juntaram às manifestações e sofreram acidentes típicos como atropelamentos ou quedas.

    Agora vem o expurgo, que é o selo do golpe, mas via judicial, sem mortes que a de Marisa por desgosto.

    Mídia, empresariado, MP e justiça unidos pelo expurgo.

  4. Serjão

    12 de maio de 2017 6:51 pm

    rede esgoto

    Pra cima da base, do QG do golpe, o câncer que consome o Brasil. 

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