5 de junho de 2026

O Congresso virou um palco de teatro grotesco, por Francisco Calmon

Se não bastasse ser um Congresso plutocrático, passou a ser uma casa delinquente. Transgressora do regimento interno e da Constituição.
Parlamentares de oposição fazem ato tampando a boca com esparadrapo enquanto ocupam o plenário da Câmara dos Deputados. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Congresso brasileiro virou um palco de teatro grotesco

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por Francisco Celso Calmon

Grupos de parlamentares se amotinaram com agitação desordeira e desordenada com absoluto desprezo às presidências das respectivas casas legislativas, com arroubos físicos e violência, colocando em perigo a segurança do Congresso, a integridade dos outros parlamentares e um exemplo de falta de zelo pelo dinheiro público, ausência absoluta de decoro e respeito ao povo que os elegeram.

(Foto: Reprodução / Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Esse motim não pode ficar impune!

A decrepitude do atual Congresso terá consequências indeléveis e poderá ficar como exemplo a ser seguido em cadeia pelos legislativos estaduais e municipais, mas, sobretudo, para a sociedade assimilar o motim como forma de alcançar seus intentos. Numa democracia não é uma forma legal.

Enfraqueceram a autoridade da mesa diretora, símbolo do poder que representa, e por trás e pela frente da subversão estava (está) o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, aquele que inaugurou o orçamento secreto como forma de usurpar o poder do Executivo e comprometer o presidencialismo, que é causa pétrea como sistema de governo assegurado pela Constituição.   

Lula abraçou esse jagunço político das Alagoas como parceiro, na política de conciliação e necessidade de governabilidade, porém, não se tratava, como não se trata, de apenas adversário, mas de ser inimigo ideológico de tudo que Lula e o Partido dos Trabalhadores representam.

Há que separar na política aqueles que são adversários dos que são inimigos ideológicos, por professarem concepções antipovo, antipátria, por serem defensores dos super ricos e praticarem o entreguismo e o sabujismo ao imperialismo estadunidense. 

Os atos e fotos do durante e o depois são deprimentes e mostram o caráter volúvel dos congressistas que depois da baderna correram a abraçar e pedirem desculpas aos respectivos presidentes das casas legislativas.

(Foto: reprodução)

Os valentões que viram frangotes, como crianças que se escondem dos pais após um malfeito.

Se não bastasse ser um Congresso plutocrático, passou a ser uma casa delinquente. Transgressora do regimento interno e da Constituição. Por tudo, parlamentares decentes, A mídia, e a sociedade em geral não podem passar pano.

Foi muito grave. Não havendo indignação geral qual será a próxima dessa extrema-direita bolsonarista? 

A militância democrática precisa fazer esse diálogo com o povo para que nas próximas eleições chispe com esses biltres da vida pública.  

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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