10 de junho de 2026

Pesquisas mostram que o golpe ainda respira, por Gustavo Tapioca

Bolsonaro continua aparecendo no mesmo patamar eleitoral do presidente que o derrotou em 2022 e tomou posse em 1º de janeiro de 2023.
Agência Brasil e STF

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra empate técnico entre Lula (45,2%) e Bolsonaro (45,0%) em cenário eleitoral para 2026.
Bolsonaro condenado vira mártir para base radical; Flávio Bolsonaro aparece como candidato viável e sucessor político.
Disputa de 2026 será entre democracia e autoritarismo, com bolsonarismo sobrevivendo como ecossistema político e social.

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Pesquisas mostram que o golpe ainda respira  

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A pesquisa Atlas mostra que a condenação de Jair Bolsonaro não destruiu a extrema direita. Transformou o pai em mártir, o filho em candidato e 2026 numa disputa entre democracia e autoritarismo 

por Gustavo Tapioca

Há pesquisas que medem intenção de voto. E há pesquisas que medem o estado de uma democracia. A Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 28 de abril, pertence ao segundo grupo. No cenário em que os candidatos de 2022 são novamente apresentados ao eleitor, Lula aparece com 45,2% e Jair Bolsonaro com 45,0%

A diferença é irrelevante do ponto de vista estatístico. Mas é devastadora do ponto de vista político. A pergunta feita ao eleitor era simples: “se as eleições presidenciais fossem acontecer no próximo domingo e se os candidatos fossem os mesmos de 2022, inclusive Lula e Bolsonaro, em quem você votaria?” 

A resposta é um retrato brutal do Brasil de 2026. Mesmo condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro continua aparecendo no mesmo patamar eleitoral do presidente que o derrotou nas urnas em 2022 e tomou posse em 1º de janeiro de 2023. 

O dado é estarrecedor. Mas não é inexplicável. Ele mostra que a democracia brasileira venceu juridicamente o golpe, mas ainda não derrotou socialmente a mentalidade golpista. 

“Realidade estarrecedora” 

Não por acaso, a repercussão foi imediata. Em análise publicada pela TV Fórum no próprio dia da divulgação da pesquisa, Antonio Mello definiu o resultado da Atlas/Bloomberg como a revelação de uma “realidade estarrecedora” sobre a política brasileira. A expressão é precisa. 

O estarrecedor não está apenas no empate técnico entre Lula e Jair Bolsonaro em um cenário hipotético de repetição de 2022. Está no fato de que, mesmo condenado, inelegível e identificado juridicamente como líder de uma trama golpista, Bolsonaro continua funcionando como referência eleitoral para quase metade do país. 

A pesquisa não mede apenas nostalgia eleitoral. Mede a profundidade da intoxicação política produzida pela extrema direita. Mostra que a condenação judicial do golpismo não foi suficiente para dissolver sua base social. Ao contrário: em parte dela, a sentença foi convertida em prova de perseguição, combustível de martírio e instrumento de mobilização. 

A condenação virou combustível 

Em uma democracia menos intoxicada, a condenação de um ex-presidente por crimes ligados à tentativa de ruptura institucional deveria significar o encerramento de sua viabilidade política. No Brasil de 2026, porém, a sentença não eliminou Bolsonaro do imaginário de seus seguidores. Produziu, em parte da base radicalizada, o efeito inverso. 

Bolsonaro deixou de ser apenas o ex-presidente derrotado. Passou a ocupar o lugar de mártir. A extrema direita aprendeu, com Donald Trump, a converter derrota em fraude, investigação em perseguição, condenação em prova de grandeza e prisão em certificado de autenticidade política. 

A justiça deixa de ser justiça. Vira “sistema”. A sentença deixa de ser sentença. Vira “vingança”. O crime deixa de ser crime. Vira “narrativa”. É assim que um condenado por atentar contra a democracia ainda aparece empatado com o presidente que derrotou o golpe nas urnas. 

Bolsonaro não sobrevive eleitoralmente apesar da condenação. Sobrevive, em parte de sua base, também por causa dela. Esse é o mecanismo central da política extremista contemporânea. O líder não perde força quando é acusado, julgado ou condenado. Ele tenta transformar cada etapa da responsabilização institucional em espetáculo de perseguição. 

Não responde aos fatos. Substitui os fatos por uma mitologia. Foi assim com Trump. É assim com Bolsonaro. O resultado está na pesquisa: o golpe perdeu no Supremo, mas ainda respira na sociedade. 

O pai como mito, o filho como instrumento 

Mas há outro dado, ainda mais importante para 2026. Bolsonaro pai está condenado, inelegível e preso. Bolsonaro filho aparece como a tradução eleitoral possível desse mesmo campo político. Na véspera da Atlas, a pesquisa BTG/Nexus já havia mostrado Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em eventual segundo turno: 46% para Lula e 45% para Flávio

A diferença era pequena, dentro da margem de erro. Mas o sinal político era claro: Flávio deixava de ser apenas herdeiro simbólico do bolsonarismo para se apresentar como adversário real de Lula numa disputa presidencial. 

No dia seguinte, a Atlas/Bloomberg reforçou o alerta: Lula e Flávio aparecem novamente em empate técnico, agora com Flávio numericamente à frente por apenas 0,3 ponto percentual — 47,8% a 47,5%, diferença dentro da margem de erro. A diferença não autoriza triunfalismo de nenhum lado. Mas confirma uma tendência essencial: a transferência do capital político de Jair Bolsonaro para Flávio Bolsonaro está em curso. 

O pai permanece como mito de mobilização. O filho surge como instrumento eleitoral. Jair Bolsonaro concentra o ressentimento, a narrativa de perseguição, o ódio ao sistema, a recusa da derrota, a memória do golpe e a promessa de revanche. 

Flávio Bolsonaro oferece a embalagem eleitoral: menos tosco no tom, mais palatável para setores do mercado, mais aceitável para elites que têm horror a Lula, mas também receio do bolsonarismo original em estado bruto. É a mesma mercadoria política em embalagem nova. 

Essa é a diferença fundamental. Jair Bolsonaro representa a ruptura aberta, o confronto frontal com o resultado das urnas, a recusa da alternância democrática e a tentativa de permanecer no poder apesar da derrota. 

Flávio Bolsonaro tenta oferecer uma versão administrável desse patrimônio político: o sobrenome, a base radicalizada, a guerra cultural, a aproximação com o trumpismo e a promessa de restauração do bolsonarismo no comando do Estado. 

Não é uma candidatura autônoma. É uma candidatura de sucessão dinástica. Mais do que isso: é uma candidatura de restauração. 

A filial brasileira do trumpismo 

Como publicamos recentemente no Brasil 247, a disputa que se desenha não é simplesmente entre Lula e Flávio Bolsonaro. É entre Lula e a filial brasileira do trumpismo. 

Lula representa, com todas as contradições de uma frente ampla, a preservação do pacto democrático, a defesa da soberania nacional, a reconstrução social e a negociação política como método de governo. 

Flávio Bolsonaro representa a sucessão dinástica de um projeto derrotado nas urnas, condenado no Supremo e ainda vivo nas redes, nos púlpitos, nos quartéis nostálgicos, nos grupos de WhatsApp, no mercado mais predatório e nas conexões internacionais da extrema direita. 

A candidatura de Flávio tem uma função objetiva: preservar o pai como símbolo e oferecer ao sistema político uma candidatura formalmente viável para carregar o mesmo conteúdo histórico. 

Bolsonaro pai é o mártir. Bolsonaro filho é o operador. Trump é o espelho externo. Lula é o obstáculo histórico. Essa é a fórmula. 

Por isso, a aproximação entre Lula e Flávio nas pesquisas não pode ser lida como uma disputa eleitoral convencional. Ela indica que o bolsonarismo encontrou uma forma de sobreviver à condenação do chefe: transformar a punição judicial em combustível político e a herança familiar em projeto presidencial. A extrema direita não está apenas procurando um candidato. 

Está tentando preservar uma linhagem de poder. 

O Brasil não esqueceu o golpe — parte dele o incorporou 

O dado mais duro da Atlas não é apenas Bolsonaro aparecer empatado com Lula. É o que esse empate revela. O Brasil não esqueceu o golpe. Uma parte do país o incorporou como identidade política. 

Para milhões de eleitores, o 8 de janeiro não foi um ataque à democracia. Foi tratado como revolta legítima. A trama golpista não foi vista como crime. Foi reinterpretada como resistência. A condenação de Bolsonaro não foi absorvida como responsabilização institucional. Foi convertida em prova de perseguição. 

A extrema direita não disputa apenas votos. Disputa a interpretação da realidade. Se Lula venceu em 2022, dizem que foi fraude. Se Bolsonaro tentou permanecer no poder, dizem que foi vítima. Se o Supremo condena, dizem que há ditadura. Se Flávio herda o espólio político do pai, dizem que é renovação. 

A mentira deixou de ser instrumento ocasional. Virou sistema de crença. O bolsonarismo sobrevive porque não depende apenas de Bolsonaro. Ele se tornou um ecossistema: redes digitais, canais de desinformação, lideranças religiosas, ressentimento antipolítico, nostalgia militar, ódio ao PT, medo social, interesses econômicos e submissão ideológica ao trumpismo. 

É essa engrenagem que mantém vivo um projeto derrotado nas urnas, desmoralizado pelos fatos e condenado pela Justiça. 

A elite diante do impasse 

Há também uma contradição essencial no comportamento das elites brasileiras. Elas não querem a volta do bolsonarismo tosco em sua forma mais descontrolada. Mas também não querem Lula. 

Rejeitam a desordem explícita, mas temem qualquer projeto de distribuição de renda, fortalecimento do Estado, soberania nacional e recomposição de direitos. Dizem temer o autoritarismo, mas frequentemente se mostram mais incomodadas com políticas sociais do que com ameaças à democracia. É nesse intervalo que Flávio Bolsonaro tenta crescer. 

Ele oferece ao mercado e a setores conservadores uma promessa sedutora: manter o conteúdo essencial do bolsonarismo, mas reduzir o ruído; preservar a agenda de submissão internacional, guerra cultural, ataque às instituições e concentração econômica, mas com aparência menos explosiva. 

Não é moderação. É maquiagem. A elite que se diz assustada com Jair Bolsonaro pode acabar flertando com Flávio Bolsonaro pelo mesmo motivo de sempre: prefere o risco autoritário ao risco democrático de um governo popular fortalecido. 

Esse é o velho drama brasileiro. Quando a democracia amplia direitos, parte das elites começa a procurar atalhos. Quando o voto popular ameaça a concentração de renda, a soberania nacional ou os privilégios históricos, o autoritarismo passa a ser tratado como “alternativa”. 

Primeiro com constrangimento. Depois com naturalidade. 

A escolha real 

A sequência BTG/Nexus–Atlas/Bloomberg mostra que 2026 começa a se organizar em torno de uma pergunta grave: o Brasil será capaz de transformar a condenação judicial do golpismo em derrota política do golpismo? Até agora, a resposta está longe de estar garantida. 

A condenação de Bolsonaro foi uma vitória institucional enorme. Mas a pesquisa mostra que a sentença não bastou para desarmar a base social da extrema direita. O bolsonarismo continua vivo porque é mais do que Bolsonaro. É um ecossistema de ressentimento, religião instrumentalizada, desinformação, antipetismo, militarismo, nostalgia autoritária e submissão ao trumpismo. 

É por isso que o empate entre Lula e Bolsonaro pai, somado ao empate entre Lula e Bolsonaro filho, não pode ser tratado como rotina de pré-campanha. É um alarme. A democracia brasileira derrotou o golpe nas urnas. Depois, derrotou o golpe no Supremo. 

Mas ainda terá de derrotá-lo no território mais difícil: a consciência política de uma sociedade dividida, intoxicada e bombardeada diariamente por uma máquina de mentira. A eleição de 2026 não será apenas uma disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Será uma escolha entre a democracia e sua simulação autoritária. 

Pesquisam mostram que o golpe ainda respira 

Entre um presidente que chegou ao poder pelo voto, respeitou o resultado das urnas e tenta concluir sua biografia política com a marca da reconstrução nacional, e um herdeiro de um projeto que tentou impedir a posse do vencedor, atacou as instituições e agora tenta voltar pela porta da frente com o sobrenome do golpe. 

A pergunta, portanto, não é apenas por que Bolsonaro ainda tem 45%. 

A pergunta é mais profunda: como uma sociedade que viu a tentativa de golpe, viu a condenação do líder golpista e viu a máquina autoritária operar por dentro do Estado ainda admite reconduzir esse mesmo projeto ao poder, agora pela mão do filho? 

A resposta talvez esteja na própria doença política do nosso tempo. 

O bolsonarismo perdeu a eleição. Perdeu no Supremo. Perdeu a máscara democrática. Mas ainda não perdeu a capacidade de organizar medo, ódio e revanche em escala nacional. 

É esse o desafio de Lula. É esse o desafio da democracia. E é esse o verdadeiro sentido das pesquisas divulgadas nos últimos dois dias. Elas não mostram apenas uma eleição apertada. 

Mostram que o golpe ainda respira. 

Gustavo Tapioca é jornalista formado pela UFBa e MA pela Universidade de Wisconsin. Ex-diretor de Redação do Jornal da Bahia. Assessor de Comunicação da Telebrás, Oficial de Comunicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do IICA/OEA. Autor de Meninos do Rio Vermelho, publicado pela Fundação Jorge Amado.

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Gustavo Tapioca

Gustavo Tapioca é jornalista formado pela UFBa e MA pela Universidade de Wisconsin. Ex-diretor de Redação do Jornal da Bahia. Assessor de Comunicação da Telebrás, Oficial de Comunicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do IICA/OEA. Autor de Meninos do Rio Vermelho, publicado pela Fundação Jorge Amado.

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  1. Antonio Uchoa Neto

    29 de abril de 2026 4:54 pm

    O que não foi derrotado, em 2022, não foi a mentalidade golpista. Foi a incivilidade que a extrema-direita inoculou no brasileiro – diferentemente da abulia que, anteriormente, a direita espalhava. Repito um comentário que já fiz aqui, anteriormente: “creio que é necessário abordar um lado da questão da incivilidade generalizada que toma conta da política nacional, e, ao que parece, seduz cada vez mais e mais extratos da população – principalmente suas classes mais baixas. Antes de mais nada, para que meu argumento tenha alguma credibilidade, é preciso um tipo de “suspension of disbelief”, em consideração à minha visão do que se chama, comumente, de ‘povo’; eu, que vivo em bairros pobres há 30 anos, rejeito qualquer visão edulcorada, ou idealista, dessa entidade da qual faço parte. Antes, quando me enquadrava nos extratos mais baixos da classe média, eu não tinha noção, nem vivência, de que havia qualquer tipo de fosso, ou separação, entre as classes – hoje, e nesses últimos trinta anos, vivo no centro da questão. É precisamente o apelo à incivilidade – o que inclui desde a linguagem chula (e, portanto, perfeitamente compreensível ao vulgo), até a demonização do ‘adversário’ (processo um pouco mais complicado, mas cuja complexidade pode ser facilmente contornável, apelando-se a termos consagrados como ‘comunista’, no passado, ou ‘ideologia de gênero’, dentre outros, hoje) o que torna a ação dos bolsonaros, marçais, et caterva, bem sucedida, e arrebanha milhares de seguidores. O brasileiro não é, pelo menos o brasileiro médio, um povo generoso, solidário, altruísta. Alguns indivíduos são; mas o conjunto da população não é. Alguns desses são pouco mais que entertainers, gente intelectualmente medíocre, mas falam linguagem que o pobre entende, agem de forma que o pobre entende, e o principal, atacam um inimigo bem definido, bem identificado, o político. Todo político é ladrão, como se sabe, no imaginário popular; e quando aparecem esses espertalhões aproveitadores, insultando, xingando, e desqualificando os políticos, está completo o quadro, que leva o pobre a se sentir representado, por gente que sabe interpretar a incivilidade do povo, antes recolhida, e agora exposta em toda a parte. O ser humano tem um lado ideal – o que inclui a generosidade, a solidariedade, o altruísmo – mas também tem um lado real – e este o impele a abraçar um ataque à injustiça social prevalente, à pobreza e à falta de oportunidades, quando vê essas pessoas identificando um inimigo palpável – o político – e responsabilizando-o pela situação de miséria e penúria a que estão submetidos. O prof. Alysson Mascaro, em uma palestra, narrava o contraste entre os socialistas na Alemanha, comparecendo aos meetings políticos com estatísticas, gráficos, para tentar explicar o porquê da situação alemã no entre guerras, e os meetings do partido nazista, onde se os judeus eram apontados como causadores de toda aquela pobreza e miséria; nos comícios dos primeiros as pessoas dormiam e se entediavam, e nos dos segundos, era aquele verdadeiro frenesi, chapéus atirados para o alto, gritos entusiasmados, etc. Qualquer semelhança…e uma vez instalado no poder o fascismo, assim que ficar claro, ao populacho, que não há qualquer intenção, por parte do Capital, de fazer prosperar o povo, ou sequer de melhorar, minimamente, sua qualidade de vida, as posições de força entram em ação, apelando às mesmas ficções de anticomunismo, moral, corrupção, e…bingo!!! Lá vai o povo, novamente, atrás de uma cruz e uma espada. O povo não sabe o que é comunismo, não sabe o que é fascismo, capitalismo, neo-liberalismo; não raciocina em termos de ‘ismos’. Não sabe qual é a verdadeira corrupção; não sabe, sequer, o que é civilidade. Mas basta que um desgraçado qualquer saia por aí, bradando que é necessário impedir que o país seja entregue aos comunistas, que é necessário fuzilar os corruptos, e que é necessário acabar com a ‘ideologia de gênero’, e lá vai a turba, ensandecida, atrás de mais um messias. É preciso abandonar as ilusões, o idealismo de enxergar a população como uma tabula rasa. Qualquer coisa pode preencher uma tabula rasa. E o lado do fascismo, do obscurantismo, tem muito mais traquejo para isso, pois enxergam o povo como ele é: uma massa de manobra. O golpe fascista de 2022 fracassou, lição aprendida: é preciso arregimentar apoios, internos e externos; já estão fazendo isso. Enquanto isso, ficamos aqui, confiantes que o povo saberá separar o joio do trigo. Não sabe, e nem saberá; estou no meio dele, e vejo isso todos os dias.” Essa pesquisa não é nem um pouco estarrecedora, para mim; e se Lula (conforme espero), vencer as próximas eleições, será por margem mínima, como em 2022.

  2. Gustavo Hectot

    29 de abril de 2026 5:36 pm

    Queridos: Entre Fidel y Perón, a cual votarias? Peixe ou nuvem? Acho que é uma pesquisa lixo a que interroga o inescolhível, a impossibilidade. Qual é essa putrefacta intenção?

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