21 de junho de 2026

Israel lança operação terrestre na Faixa de Gaza, proíbe deslocamento e fala em “último aviso” aos palestinos

Desde o amanhecer, pelo menos 85 pessoas foram mortas no enclave. Nos últimos três dias, os ataques de Israel já mataram mais de 500 palestinos
Crédito: Reprodução/ YouTube Al Jazeera

O exército de Israel retomou as operações terrestres na Faixa de Gaza, encerrando efetivamente o cessar-fogo com o Hamas que estava em vigor desde janeiro.

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Em meio a ataques aéreos, Israel disse nesta quinta-feira (20) que começou a conduzir atividades terrestres no norte da Faixa e proibiu o tráfego de civis na principal via que liga o norte ao sul do território palestino.

Nas últimas 24 horas, soldados das IDF [Forças de Defesa de Israel] iniciaram uma operação terrestre direcionada no centro e sul da Faixa de Gaza (…) Para sua segurança, o movimento ao longo da estrada Salah al-Din entre o norte e sul, em qualquer direção, é proibido”, disse o porta-voz do exército israelense, Avichay Adraee, na rede social X.

Desde o amanhecer, pelo menos 85 pessoas foram mortas no enclave. Nos últimos três dias, Israel já matou ao menos 506 pessoas, sendo 200 crianças, e feriram 909, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. 

Com isso, o número total de vítimas em Gaza desde 7 de outubro de 2023 chegou a 49.617, com 112.950 feridos, segundo o relatório. 

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, chegou a dizer aos residentes de Gaza que os ataques recentes eram “o último aviso”. “Devolvam os reféns e eliminem o Hamas, e outras opções serão abertas, incluindo a possibilidade de se deslocarem para outros lugares do mundo para aqueles que desejarem”, afirmou. 

O Hamas, por sua vez, declarou que está em diálogo constante com mediadores do conflito, que envolve autoridades do Catar e do Egito, para que os ataques mortais de Israel cheguem ao fim. 

O grupo palestino ainda afirmou que continua comprometido com o acordo de cessar-fogo original assinado em janeiro e pediu por “pressão usando todos os meios possíveis, políticos e populares” para alcançar a paz em Gaza.

Com informações da AFP, Reuters e Al Jazeera.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Zilda

    20 de março de 2025 10:53 am

    A China não pode continuar de braços cruzados enquanto o povo palestino é trucidado! Que espécie de potência é essa? Da pra confiar? Só pensa no pp umbigo? Assim age EUA e ocidente.

  2. Carlos

    20 de março de 2025 6:14 pm

    Israel baba sangue. Covardemente vão trucidando crianças, velhos, novos, homens, mulheres. Regam seu futuro resort com muito sangue tornando esta terra cada dia mais maldita.
    Aliás, toda aquela região é maldita e a natureza vai cobrar caro de todos.
    Hoje Israel nada feliz em piscinas de sangue, gostam disso. Mas sangue não retorna marola, retorna tsunami.

  3. Rui Ribeiro

    21 de março de 2025 8:28 am

    Eu já suspeitava desde o princípio que o alvo de U$rael não era o Hamas mas os Palestinos inocentes e indefesos. O “último aviso” do Rato Donald aos Palestinos confirma a minha suspeita.
    Morte aos Palestinos e viva La Riviera!

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