16 de junho de 2026

Israel mata chefe da Marinha do Irã e aprofunda crise no Estreito de Ormuz

Alireza Tangsiri era o responsável pelo bloqueio do Estreito de Ormuz; Teerã ainda não confirmou a morte do comandante
Comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Alireza Tangsiri | Foto: Agência de Notícias Tasnim via Creative Commons

▸ Israel eliminou Alireza Tangsiri, comandante naval da Guarda Revolucionária do Irã, em bombardeio em Bandar Abbas.

▸ Tangsiri liderava bloqueio do Estreito de Ormuz, afetando 20% do petróleo mundial e a liberdade de navegação.

▸ Crise no comando iraniano aumenta, com alta do petróleo e pressão internacional pela reabertura do Estreito de Ormuz.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo e o Exército de Israel anunciaram nesta quinta-feira (26) a eliminação de Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC). O oficial foi alvo de um bombardeio aéreo na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do território iraniano. A operação ocorre em um momento de asfixia logística no mercado de energia, provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, principal artéria petrolífera do mundo.

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Na noite passada, em uma operação precisa e letal, as Forças de Defesa de Israel eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Tangsiri, juntamente com oficiais de alto escalão do comando naval”, afirmou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, em declaração gravada em vídeo.

Segundo informações do comando militar de Israel, o ataque atingiu Tangsiri durante uma reunião com líderes sêniores da Guarda Revolucionária. No mesmo bombardeio, teria morrido Behnam Rezaei, chefe do departamento de Inteligência da Marinha da Guarda, classificado por Israel como uma autoridade central na espionagem marítima de Teerã.

O controle sobre o Estreito de Ormuz

Tangsiri seria a figura central por trás da estratégia de interdição do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. O canal está bloqueado há quase um mês em decorrência do conflito direto entre Irã, Estados Unidos e Israel. O Exército israelense acusa o comandante de ter liderado, durante anos, ataques contra petroleiros e navios comerciais na região.

De acordo com o comunicado oficial das Forças de Defesa, o militar era “uma figura central que ameaçava a liberdade de navegação e de comércio no estreito, e diretamente responsável por prejudicar a economia global“. Recentemente, Tangsiri utilizou as redes sociais para reforçar que a passagem de qualquer embarcação pela via exigia coordenação total com a autoridade marítima iraniana.

Até o momento, o regime iraniano não confirmou oficialmente a perda do comandante. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, limitou-se a declarar em entrevista recente que o estreito permanece aberto para nações não envolvidas no conflito. “Os demais têm liberdade para passar. Claro que muitos preferem não fazê-lo por questões de segurança. Isso não tem nada a ver conosco“, disse Araghchi.

Impacto econômico e sucessão de baixas

A morte de Tangsiri aprofunda a crise na linha de comando de Teerã. Desde o início das hostilidades, Israel e EUA realizaram uma série de assassinatos direcionados contra a cúpula do regime. Entre as baixas confirmadas anteriormente estão o líder supremo, Ali Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.

O cerco ao Estreito de Ormuz elevou o preço do barril de petróleo para patamares superiores a US$ 100, pressionando a Casa Branca a buscar apoio internacional para a reabertura da rota. Embora a China não tenha respondido aos pedidos de cooperação de Washington, nações europeias começaram a sinalizar apoio logístico aos EUA diante do risco de um choque energético global.

No ponto mais estreito, o canal possui apenas 33 quilômetros de largura, conectando o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia. A paralisia da rota afeta diretamente o abastecimento de grandes economias como Japão, Coreia do Sul e os próprios países da Europa, tornando a região o epicentro da instabilidade geopolítica atual.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    26 de março de 2026 6:22 pm

    Vão continuar morrendo pois são vistos e israel vive de terrorismo e espionagem. Façam como Netanyahu, se escondam como ratos.

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