
Jornal GGN – O PT se reúne na próxima quinta e sexta-feira para discutir o pós-impeachment. Segundo informações de Tales Farias, a legenda pretende fazer um mea culpa sobre os erros no governo federal nos últimos anos, incluindo o engavetamento de reformas que são consideradas essenciais pela sociedade. Não há informação sobre como Dilma irá tratar com o partido quando não estiver mais no poder. Ontem, a executiva nacional enterrou, por 14 votos a 2, a proposta de plesbicito que Dilma encampou na expectativa de reveter o placar do impeachment.
Por Tales Farias
Em Os Divergentes
A cúpula do PT vai se reunir em São paulo nas próximas quinta-feira e sexta-feira para discutir os rumos do partido após o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff.
A avaliação dos petistas presentes no plenário do Senado neste momento é de que dificilmente Dilma conseguirá reverter a tendência de votos favorável a seu afastamento nessa última sessão de votação do impeachment.
Por isso, a cúpula do partido já marcou encontro em São Paulo para os dois dias seguintes à provável data do final do julgamento, a fim de discutir o futuro da legenda. A previsão é que a discussão e votação no plenário do Senado, que começou hoje, deverá se estender até a próxima quarta-feira.
“Não podemos ficar olhando pelo retrovisor. temos que ajeitar nosso foco no futuro”, disse ao Os Divergentes um dirigente da legenda.
A ideia, para esse encontro de São Paulo, é fazer uma autocrítica da atuação do PT no governo federal, especialmente pelo fato de não ter sido feita a reforma política tão defendida pelo partido.
Os petistas também devem discutir a atuação da legenda na oposição ao governo do peemedebista Michel Temer, e as propostas para a reforma da Previdência e o ajuste fiscal.
“Tudo isso vai servir de base para as eleições municipais de agora e, especialmente, para a preparação de uma candidatura a 2018”, conta esse dirigente, que lamenta o fato de praticamente todos os presidenciáveis petistas estarem à espera de decisões da Justiça para definirem seu futuro em 2018.
Quanto a Dilma? Bem, ninguém no partido sabe ao certo qual será o comportamento da presidente, caso o impeachment seja aprovado.
Há desde a expectativa de que ela tente ainda preservar , na Justiça, condições de sair candidata a algum cargo eletivo, ou mesmo que acabe se desligando do PT. Na verdade, Dilma não tem mantido uma discussão orgânica com o PT sobre seu futuro.
soldameianoite
25 de agosto de 2016 8:32 pmOs petistas escondem o
Os petistas escondem o partido na propaganda nas eleições deste ano.
GEORGE Vidipo
25 de agosto de 2016 8:48 pmO PT deveria estudar o
O PT deveria estudar o movimento desse golpe “branco” nos países onde inciaram: Paraguai e Honduras. Neles após o “golpe” os governo populares não retornaram ao poder. Lula é um bom candidato, mas pode não vencer. E sobretudo as forças que derrubaram o governo Dilma permanecerão no mesmo lugar: o judiciário, a midia e o legislativo.
O PT continua sendo para o “povo” sinônimo de corrupção e de ladrões. Lula continua sendo o homem mais rico do mundo. A classe média ainda não sofreu o impacto das mudanças economicas.
Lula pode vencer a majoritária, mas o Congresso será uma oposição fisiológica e destruidora. Lula terá então que negociar,. O que pode dar? aumento para o judiciário, aumento para o legislativo, aumento para a Política Federal, 10 bilhões para Globo, ou seja, não irá governar. Esqueci de falar do mercado. O que o mercado irá querer?
Antonio Passos
25 de agosto de 2016 9:59 pmDilma acabou para o PT e para a política
Dilma traiu o PT, LULA e por extensão o povo. Seu delírio moralizador a fez dar todo o poder a um judiciário golpista, na ilusão esquizofrênica de que acabaria com a corrupção. Esta é a explicação para a manutenção do Zé Cardoso, o ministro da justiça que avalizou o golpe judiciário desde o princípio.
Por outro lado o PT não tem nada com o plebiscito que, se Dilma negociasse com sucesso com o senado, hipótese remotíssima, e o povo apoiasse, sairia quer os idiotas do partido quisessem ou não.
Enfim, entre canalhas, estúpidos e covardes, vai seguindo o golpe.
Junior Sertanejo
26 de agosto de 2016 12:05 amRelembrando Joel.”Dilma nunca
Relembrando Joel.”Dilma nunca foi PT,o PT nunca foi Dilma.Descobriram essa verdade um pouco tarde”
CB
26 de agosto de 2016 12:19 amO PT parece que ainda não
O PT parece que ainda não percebeu que não há solução política. Parece que estão sonhando que os golpistas teriam tantos gastos e trabalho pra dar um golpe pra depois permitir eleições limpas e respeito à constituição. Mino Carta já disse tudo: ele achava que a única solução para o Brasil seria “sangue na calçada”; ainda acha, só que agora sabe que não há gente com culhões pra isso.
Marco Santo
26 de agosto de 2016 1:19 amNem precisamos de um partido
Nem precisamos de uma direção partidária que se entrega antes do apito final…Puts Grils….Realmente, inacreditável…..
Messias Franca de Macedo
26 de agosto de 2016 3:10 am“Boa-madrugadamente”,
“Boa-madrugadamente”, ‘fOOOOOra temer’ – e leve junto a sua QUADRILHA de gangsters mafiosíssimos… “Alô, Michel ‘o nazigolpista sem pescoço decorativo’! Enfim, A Faixa!”
https://www.youtube.com/watch?v=FEHeYxXvBJs
Jus Ad Rem
26 de agosto de 2016 3:22 amDilma é muito, mas muito
Dilma é muito, mas muito maior que o partido.
O partido não se resume aos senadores que vem fazendo uma ótima defesa da presidente. O partido é um grande conglomerado de interesses regionais que pouco tem a ver com a honradez de Dilma.
O partido se divide nos interesses pessoais.
Neste momento vejo o advogado de Dilma, alguém que foi sistematicamente atacado e insultado pelo próprio partido, fazer uma brilhante defesa da presidente. Enquanto isso o partido está pensando e “trabalhando” pelas coligações municipais com vistas às eleições de outubro próximo.
Marcelo33
26 de agosto de 2016 2:40 pmO partido é muito maior que a
O partido é muito maior que a inabilidade de Dilma…
O Tal “Advogado” da Dilma é hoje o principal responsável pelo que está acontecendo, por “infantilmente” não perceber que a lava-jato era golpe de estado puro em simples… até os procuradores já manifestam isso (Fingindo que só descobriram agora). Vários carros da PF com adesivo Fora Dilma (Eu vi na rua, não por fotos), procuradores que se manifestam politicamente em prol de Aécio nas redes sociais. Esses dias eu via PF distribuindo balões para crianças n boulevard olimpico fazendo propaganda da PEC de autonomia da PF.
O Tal “Advogado” é provavelmente informante da Isto é junto a presidência ??? Quem foi a fonte que descreveu os “Ataques” de Dilma ?? Sabendo que a reportagem foi escrita pela namorada do “advogado”??
Agora esquecem a lambança do tal advogado nos últimos 5 anos por sua defesa “brilhante”. A defesa de Cardoso pode até ser brilhante tecnicamente, mas ele dá razões racionaias a quem vota com o fígado. Defende Dilma tecnicamente em um processo que é político. Pq Cardoso não defende Dilma politicamente ?? Pq ele não sabe, ou pq não está muito interessado em defendê-la de verdade ??
O Cardozismo acabou com o governo Dilma, com nossos direitos trabalhistas, entregou o pré-sal a estrangeiros e transformou o país em uma ditadura de sem votos !!! Nem falo de Temer, e sim dos procuradores e do judiciário, que blindam quem querem, investigam quem querem, etc… Cardozo deixou as instituições fora de controle. Não estou falando que ele devia blindr o governo e aliados. Exigir que a PF e o MPF cumprissem a lei era o suficiente para evitar tudo o que está acontecendo…
Tony
26 de agosto de 2016 4:35 amPutz…
E agora? A fonte da informação “em off” é o site Os Divergentes…
luiz valentim
26 de agosto de 2016 7:49 am“Defendendo nossas bandeiras,corrigindo nossos erros”.
Rediscutindo nossas alianças.
O que nos mandou pro buraco que encontramos foi o abandono da política de baixa dos juros,
Sucumbimos a burra ideia de pactuação via Joaquim Levy achando que iamos amansar o mercado(dossas bases onos do dinheiro).
Perdemos nossas bases
A era Guido teve pleno emprego, era só corrigir algumas concessóes fiscais,evoluir para juros internacionais(abaixo de dois por cento de ganho real), aprofundar parcerias com os BRICS e estudar a utilização de parte das reservas cambiais para investimento direto em infraestruturas baixando o custo Brasil,ativando a economi
e , principalmente,enfrentar, a lavajato contra o desmonte das Empreiteiras.
A politica economica Levi(ni)ana explodiu o desemprego, aborreceu os movimentos sociais e nos colocou nos braços de nossos algozes
Hydra.
26 de agosto de 2016 12:52 pmEis a tão querida “autocrítica”…
Um dos maiores componentes da crítica é a possibilidade de usarmos uma referência externa para analisarmos supostos erros. Aliás esse é um elemento crucial, desde que haja legitimidade dessa referência externa, que se constrói por processos que escapam a esse texto rápido, mas que têm em Bordieu, por exemplo, boa explicação.
A “autocrítítica”, palavrinha da moda atual (como eram os processos revisionistas da esquerda pró-soviética e outras correntes na década de 60/70 do século XX) não possibilita tal expediente, porque ela vem contaminada por uma (auto)referência que compromete o julgamento de quem está vinculado aos erros na condição de agente, e logo, cede a tentação de justificá-los antes para depois aceitá-los e corrigi-los.
A (auto) crítica é, nesse sentido, sempre um dispositivo autoritário, a despeito da crença da esquerda-alice, ela mesma avessa a qualquer questionamento das suas certezas morais sobre ação política.
Um dos entraves da “autocrítica” é o vício teleológico, ou a síndrome do relógio quebrado, que “informa a hora certa duas vezes no dia”, ou algo como “viram, nós avisamos”.
Por imaginarmos que conhecemos o resultado e as causas, imaginamos, como erro (teleo)lógico, que os resultados sempre seriam os mesmos, diante das mesmas variáveis.
Esse é o mundo da esquerda-alice, que parece ter contaminado agora o PT.
Não se iludam com essa reunião do PT…é só o bom e velho jogo de posições e tendências retomando seu lugar (ainda bem) na vida do Partido, que mesmo destroçado, estuprado (e acusado por todos de ser o culpado pelo próprio estupro), ainda detém considerável capital político.
Voltando ao PT e a (auto)crítica, eu acho que cabe antes perguntar:
1- O que nos envergonha, o alcance limitado do resultado das “reformas” no capitalismo barbárie que praticávamos até 2002, ou os meios utilizados para conseguir esses resultados, ainda que os consideremos modestos?
2- Existiam outros meios disponíveis com a correlação de forças que se apresentava? Era possível ir mais além?
3- Nosso país pode ser reformado ou restruturado sem um dissenso violento ou sem ruptura institucionais severas?
4- Os países que detêm a hegemonia mundial (eixo EUA-Europa) assistiriam nossos movimentos sem interferência ou intervenção?
5- Temos “cojones” para enfrentá-los?
6- Se os EUA abandonassem a política “da boa vizinhança” e resolvessem aplicar por aqui seus dispositivos militares, como fazem no Oriente Médio, para obter controle do Pré-Sal, o que seria de nós?
7- Até onde estamos dispostos a ir para tornar esse país o que queremos, e enfim, o que queremos?
O que se deve ter em vista, é que NENHUM, eu repito, NENHUM partido de esquerda, em nenhum lugar do planeta, avançará mais do que o pactuado em regras conservadoras para obter reformas significativas no modelo econômico e nas estruturas políticas de representação e estamentos normativos do Estado Capitalista.
E não sou eu que afirmo isso, é a História.
Não se muda com modelos de conservação em vigor. Ou melhor, não se muda até os limites de cada pacto consensuado entre as forças em litígio, e no caso do Brasil, esses limites sempre estiveram bem nítidos, é só olhar a cara da nossa sociedade machista, violenta, homofóbica, hipócrita, que ainda imagina, como alguns trouxas por aqui, que a polícia, por exemplo, é violenta apenas porque é integrada por sádicos.
Há consenso social transclassista para uso da violência dissimulada em desculpas como ” morreu porque tava envolvido com tráfico”, “também, vestida desse jeito, não queria ser abusada”, ou “prender quem bebe e dirige é um exagero”…
Então, outra pergunta:
Se somos um partido que joga de acordo com as regras, inclusive aquelas que agora os moralóides apontam como “imorais”, como alterar nossa concepção de Estado?
Vamos repetir ad nauseam, gostem ou não o gato e o coelho da esquerda-alice, o PT só chegou ao poder depois de “diluir-se” na platitude de alguns sensos comuns caríssimos ao mercado e a pauta da mídia: como controle da inflação, manutenção de contratos, liberdade de imprensa (leia-se nunca toquem nas concessões), austeridade fiscal e política monetária como eixo central da política econômica.
O texto acima é do tipo chuchu, a gente come (lê) porque stá aqui, mas não tem gosto de nada.
É claro que com Dilma ou sem Dilma o PT terá (SEMPRE) que avaliar e se reavaliar, aliás, é justamente isso que faltou até agora, mas sem expiações de culpa, porque:
– Fizemos o que podíamos, não acertamos em tudo, mas se não fôssem nós, as coisas estariam bem piores…E gostem ou não, a solução ou algum restinho de esperança ainda depende, quase que exclusivamente, se ainda temos paciência de apanhar, apanhar, apanhar de todos os lados, e resistir a mandar todos às favas…
Imaginem, por um exercício de elocubração que, diante de uma crise institucional, ou até mesmo caso de doença, Dilma já houvesse renunciado desde 2013?
Imaginem se écinho houvesse ganho em 2014? Ou pior, o traidor do Recife (que o diabo o tenha) e a joana d’arc da floresta (marina)?
Proponho um outro exercício de futurologia:
Lula ganha em 2018, base parlamentar igual ou menor, Congresso com espectro ainda mais sombrio e conservador, Donald Trump eleito e preço do petróleo em expansão…
E aí senhoras e senhores da esquerda carochinha, como diria Lênin, “O que Fazer”?